O cenário de juros e inflação deste ano é positivo

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A crise econômica europeia, que revelou o alto grau de endividamento público de diversos países da Zona do Euro, espalhou pelo mundo notícias catastróficas e uma sensação de pânico que o Brasil sempre pareceu estar imune. Passados alguns anos e com crescente aumento nos índices de desemprego na Europa, fuga de capitais, arrocho salarial e escassez de crédito, o Brasil ainda consegue se manter ileso aos efeitos da crise que se tornou mundial, controlando a inflação e apostando na redução dos juros e nos incentivos a alguns setores da economia para não deixar o país parar.

E a estratégia do Banco Central, com as repetidas reduções da Taxa Selic (taxa de juros referencial no país) parece estar surtindo efeito. Atualmente, na casa dos 7,25%, a taxa de juros mais baixa obrigou as instituições bancárias a reduzirem os juros praticados em seus produtos, o que resultou em maior acesso ao crédito e juros muito mais baixos. Até as operadoras de cartões de crédito tiveram que se adaptar a esse novo cenário, com juros médios de 54% ao ano, que são considerados os mais baixos da história. É o fim do “almoço grátis dos banqueiros no Brasil”, anunciado pela presidente Dilma Roussef no mês passado.

Com os juros mais baixos, maior acesso a financiamento, redução do IPI de automóveis e eletrodomésticos da linha branca, entre outras medidas de estímulo econômico, restava agora ao governo controlar a inflação e se certificar que os percentuais de 2012 ficariam dentro da meta estabelecida pelos Relatórios de Inflação do Banco Central. Os 45% do início do ano certamente não serão os índices reais, entretanto, a luta para segurar a inflação parece ter sido, neste ano, bem mais tranquila do que no ano passado. Um cenário de inflação controlada e juros em baixa que ilustram bem a saúde econômica do Brasil em meio à crise mundial (apesar da previsão de crescimento do PIB de apenas 0,8% em 2012).

Uma única questão que ainda ronda as notícias dos cadernos de economia é que alguns Relatórios de Inflação do BC indicam que a Selic pode ainda cair até 6% nos próximos meses e que esse percentual pode estimular um aumento da inflação. Vamos ficar de olho nas notícias.

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