Setembro foi o mês com o menor porcentual de devolução de cheques de 2012

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O indicador Serasa Experian de cheques sem fundo mostrou, na avaliação referente ao mês de setembro, mais uma queda no percentual de devolução dos cheques. Pela terceira vez seguida, o índice revelou uma forte queda mensal que, desta vez, chegou a 1,87%. Para quem não sabe, o Serasa Experian é uma organização líder na América Latina em serviços de informações às empresas à qual trabalha com diversos indicadores que possam nortear tomadas de decisões corporativas.

Em outras palavras, de todos os cheques emitidos no mês de setembro, em todo o território nacional, apenas 1,87% retornaram – um recorde de 2012, o que mostra não só que o brasileiro está mais estável financeiramente, mas que está também mais cauteloso em sua saída às compras. As notícias divulgadas nesta semana pela Serasa são otimistas e superam os 1,97% de devolução do mês de agosto.

Segundo as notícias e análises divulgadas por especialistas, a forte queda sequencial nesse índice demonstra que os brasileiros estão dando prioridade à quitação de suas dívidas, o que implica em esforço para reduzir as compras com pagamento posterior (caso de crediários, financiamentos e pré-datados).

Entretanto, os dados servem para confirmar que qualquer avaliação traz sempre um certo relativismo. Por exemplo, se o porcentual divulgado representa o menor índice em 2012, se pegarmos o acumulado do ano, os números são ainda maiores do que no ano anterior (2,03% ante 1,92% observado no período que compreende janeiro a setembro de 2011).

 

A avaliação da entidade ainda realizou uma interessante fragmentação dos números de acordo com cada região do país. O estado que tem o maior índice de devoluções, em 2012, é Roraima (12,03%), enquanto São Paulo tem o menor percentual (1,49%). O fato talvez se explique pelas diferenças sociais e econômicas de cada ponto do país. A classificação por região confirma esta explicação, uma vez que as regiões Norte (4,41%) e Nordeste (3,70%) possuem índices bem superiores ao Sudeste (1,61%) e Sul (1,95%).

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