O que eu perco em abandonar o emprego para ser profissional autônomo?

Portrait of mature woman

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Trocar o emprego fixo por uma atividade autônoma traz a possibilidade de gerenciar o tempo, trabalhar com o que ama e faturar alto a depender da produtividade. Por outro lado, o trabalho por conta própria pode acarretar algumas perdas.

Antes de abandonar o seu emprego, confira o que o trabalhador perde ao virar autônomo e avalie se no seu caso, a troca realmente compensa. Confira o que o GuiaBolso.com listou para você que está pensando virar profissional autônomo.

 

Estabilidade: a primeira perda

A primeira – e mais sentida – perda dos profissionais autônomos é justamente a estabilidade. Enquanto muitos brasileiros concentram seus esforços em estudar para passar em um concurso e conquistar a tão sonhada carreira estável, os profissionais autônomos caminham em direção contrária.

Quando algum trabalhador vira freelancer ou Microempreendedor Individual (MEI), ele automaticamente perde a estabilidade financeira, assumindo o claro risco de ter um bom faturamento em um mês e uma queda expressiva no mês seguinte.

 

Férias e 13º salário: há como se programar

Pela lei, os profissionais que não possuem carteira assinada, ainda que contribuam individualmente na Previdência Social, não possuem direito a férias e 13º salário. Ainda assim, se o trabalhador se programar, ele pode desfrutar desses benefícios.

A melhor maneira de fazer isso é elaborar um cronograma de trabalho contemplando o período de folga, bem como fazer uma reserva financeira que corresponda ao salário extra no final do ano. Isso é importante para cobrir os gastos complementares que surgem nessa época, como os presentes de Natal e o IPVA no início do ano seguinte.

 

FGTS: nem tudo está perdido!

De fato, o autônomo perde o direito ao Fundo de Garantia, exceto no caso em que ele é  contratado por uma empresa para trabalhar por tempo determinado. Nessa situação, o empregador tem a obrigação de recolher o Fundo de Garantia para o autônomo. Vale acrescentar que o percentual é de 2%.

 

Auxílio-creche, assistência médica, vale alimentação, convênios e afins

Aquele típico pacote de benefícios, que é um atrativo a mais na hora de aceitar um emprego, definitivamente não existe quando o profissional é autônomo. Esse trabalhador, por exemplo, não pode contar com vale refeição, já que trabalha por conta própria, cuida dos seus horários e tem a possibilidade de almoçar em casa todos os dias.

O plano de saúde e a creche das crianças também é de total responsabilidade do autônomo. Isso de uma forma ou de outra, pode acabar afetando o orçamento familiar.

 

Como se precaver para minimizar as perdas?

Se o trabalhador não for um empregado formal, ele pode se cadastrar no Regime Geral da Previdência Social e passar a ser um contribuinte individual do sistema. Isso implica em recolher mensalmente de 11% a 20% sobre o salário da contribuição previamente declarado para o INSS. Assim, o profissional não corre o risco de ficar sem aposentadoria no futuro. Confira a seguir os direitos que o autônomo passa a ter quando vira contribuinte individual:

  • Aposentadoria por idade;

  • Aposentadoria por tempo de contribuição;

  • Aposentadoria por invalidez;

  • Aposentadoria especial;

  • Salário maternidade;

  • Auxílio-doença;

  • Auxílio-reclusão;

  • Pensão por morte.

 

E aí, ficou alguma dúvida? Compartilhe suas opiniões conosco através dos comentários e até a próxima!

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