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Reserva financeira: 9 passos fáceis para construir a sua em até 2 anos

reserva financeira

Reserva financeira, fundo de emergência, colchão financeiro. Não importa o nome que você dê. Se você ainda não tem de três a seis salários guardados na poupança, esta deve ser sua prioridade financeira número (um) zero para os próximos meses. Quer saber por quê?

Se você já teve um contato mínimo com artigos de planejamento financeiro, já deve ter ouvido falar nesse assunto. E, olha, não é à toa que todos os consultores financeiros batem tanto nessa tecla. Ter uma reserva financeira significa ter mais tranquilidade para os momentos de incerteza e adversidades da vida, sem ter que ficar refém do cheque especial cada vez que tiver um gasto inesperado. Logo, essa regra financeira se aplica para todo mundo, independente de renda e condições financeiras.

A boa notícia é que construir uma reserva financeira não tem nada de complicado. É só uma questão de se planejar para isso. Hoje vamos mostrar um passo a passo supersimples de ser seguido. Se você acompanhá-lo direitinho, em menos de dois anos já poderá estar com a sua reserva de emergência pronta. Confira:

 

1. Organize suas contas mensais:

O primeiro passo para quem quer começar a guardar dinheiro é estar com as contas mensais em dia. Se você está gastando mais do que ganha, por exemplo, precisa resolver primeiro essa situação para então começar a pensar em poupar dinheiro. Comece mapeando todas as suas despesas (se você não tiver tempo e paciência para anotar todas as suas despesas diárias e atualizar uma planilha de gastos, conte com o GuiaBolso.com, que lista e categoriza automaticamente todas as suas contas em menos de dois minutos).

Leia mais: Controle financeiro: como fazer o seu?

 

2. Se tiver dívidas, trace uma estratégia para quitá-las:

Ter dívidas não é uma coisa necessariamente ruim. O problema é quando elas estão fora de controle e comprometendo uma parcela muito grande do seu orçamento mensal (mais de 30% por exemplo). Se esse é o seu caso, a dica é parar e mapear tudo o que você deve. Em seguida, procurar os credores para renegociar, especialmente se você estiver com parcelas atrasadas (ou mesmo com o nome sujo). Procure trocar dívidas caras (cheque especial, rotativo do cartão de crédito) por mais baratas (crédito consignado ou empréstimos com bens como garantia).

Leia mais: Como sair das dívidas?

Leia também: Limpe seu nome: 10 passos para sair da inadimplência

3. Crie metas de gastos:

Com as contas em dia e eventuais dívidas mapeadas e renegociadas, você está pronto para assumir o controle das finanças, criando metas para cada uma das suas despesas. Uma boa ideia é pôr em prática a regra dos 50-15-35, que consiste em dividir sua renda em três grandes grupos:

– Gastos essenciais: todos aqueles necessários para você se manter no dia-a-dia, como moradia, educação, saúde e transporte. 50% da renda deve ser destinada a eles.

– Prioridades financeiras: se você tiver dívidas, quitá-las. Se não, poupar para construir sua reserva financeira. 15% da renda deve ser direcionada a elas.

– Estilo de vida: gastos que não são fundamentais, mas permitem que a gente aproveite mais a vida: bares e restaurantes, academia e salão de beleza são exemplos. 35% da renda deve ser reservada para isso.

Leia mais: Você conhece a regra dos 50-15-35?

4. Transforme a reserva financeira em prioridade:

Quando seu planejamento já estiver rodando bem, ou seja, despesas mensais dentro das metas e dívidas controladas, sua primeira prioridade financeira deve ser construir sua reserva de emergência. Poupando 15% da renda todos os meses, sem pular nenhum, em exatos 1 ano e oito meses, você já terá acumulado três salários, a quantia ideal para pessoas que possuem emprego estável (funcionários públicos ou do setor privado com carteira assinada).

 

5. Quanto devo ter de reserva financeira?

O valor da reserva financeira varia muito de pessoa para pessoa, mas a recomendação geral é que ela some de três a seis vezes a renda, ou seja, garanta todas as suas despesas por de três a seis meses. O cofundador do GuiaBolso.com, Thiago Alvarez, recomenda o seguinte:

Funcionário público: por conta da estabilidade do emprego, três salários são suficientes;

– Solteiro: como a fonte de renda é única, seis salários, em geral, é uma boa quantia para se proteger de momentos de adversidade, como um desemprego;

– Casal: de quatro a cinco salários é suficiente, já que dificilmente ambos podem ser mandados embora ao mesmo tempo.

 

6. Onde aplicar minha reserva financeira?

Como se trata de uma reserva para momentos de emergência, os recursos devem ser facilmente acessados em caso de necessidade. Ou seja, eles devem ser aplicados em um produto de investimento que tenha baixo risco e alta liquidez (para que você possa pôr e tirar dinheiro com facilidade). A boa e velha poupança é a opção mais popular, mas existem outras sugestões mais rentáveis, como fundos de renda fixa, CDB, LCI e LCA.

 

7. E se eu precisar usar minha reserva financeira?

É para isso que ela existe! Para que você não fique refém do cheque especial e possa recorrer a ela em momentos de emergência, como aqueles meses em que gastamos mais do que esperado ou mesmo em caso mais complicados, como a perda do emprego. Use sem medo, mas não se esqueça de alimentá-la novamente quando as finanças voltarem para os eixos.

 

8. Não consigo poupar 15% por mês. E agora?

Especialmente se você estiver endividado, dificilmente conseguirá separar 15% da sua renda para construir uma reserva financeira. A dica aqui é ter calma e paciência. Se você seguir os passos 1 e 2, em breve estará com as contas do mês em ordem e as dívidas controladas. Poupe o valor que puder neste momento, mas tenha como meta elevar essa quantia assim que possível e vá aumentando a porcentagem da sua renda destinada à poupança gradativamente, até conseguir atingir os 15% por mês.

 

9. Estou com pressa e não quero esperar 2 anos. O que faço?

Aumente o valor destinado para suas prioridades financeiras. Se você conseguir poupar 30% em vez de 15% por mês, conquistará os três salários em menos de um ano (dez meses para ser mais exato). Para fazer isso, você precisará rever seus gastos mensais, diminuindo primeiro a participação de 35% das despesas ligadas a estilo de vida e, em seguida, dos gastos essenciais (que dentro da regra dos 50-15-35, somam 50%).

Leia mais: 50 dicas para aprender como economizar dinheiro

Leia também: As 10 melhores dicas para obter uma renda extra

 

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comentários

 
 

francisca de sousa comentou:

boas ideas..gostei

25/05/2016, 09:12

 

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