[Boletim GuiaBolso] Juros do cheque especial batem 241% em junho, maior em 20 anos

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Os brasileiros que frequentemente recorrem ao cheque especial para fechar as contas do mês precisam tomar cuidado. Os juros dessa modalidade de crédito não param de bater novos recordes de alta. Segundo dados do Banco Central, em junho, os juros do cheque especial chegaram a 241% ao ano, contra 232% em maio e 172% em junho de 2014. É o maior juros em quase 20 anos! No primeiro semestre deste ano, as taxas já subiram amargos 40 pontos percentuais.

Ainda segundo o Banco Central, órgão que faz toda a coleta de dados junto às instituições financeiras, o volume de crédito emprestado via cheque especial subiu 4% entre maio e junho, para R$ 31,54 bilhões. A boa notícia é que a inadimplência não subiu: permaneceu em 14,3% em junho.

Se você está com dívidas, veja esses passos para sair do cheque especial que o GuiaBolso preparou para vocês:

Leia mais: Faz sentido cancelar meu cheque especial?

Analise a sua dívida e pague o valor

O primeiro passo é avaliar a sua situação: quanto está devendo, para quem, quais os juros cobrados e se você tem alguma outra dívida. Todas as contas pendentes precisam entrar no planejamento financeiro. Se você não tiver dinheiro para pagar as parcelas simultaneamente, a nossa sugestão é quitar primeiramente os débitos que apresentam as taxas mais altas.

Monitore e organize suas finanças

O ideal é que você trabalhe com uma planilha financeira para acompanhar os seus gastos fixos, variáveis, valor disponível para quitar o débito e visualizar o que é possível economizar para resolver o problema. Nesta planilha você precisa considerar todas as fontes de renda e estimativas dos seus gastos fixos e variáveis. A partir disso veja quanto tem disponível para quitar o débito e se você terá dinheiro disponível para encerrá-la no prazo sem adquirir novos débitos. Caso não seja possível, analise o que você consegue reduzir ou cortar dos seus gastos para que sobre dinheiro para o pagamento.

Venda alguns bens

Se mesmo cortando gastos a parcela não cabe no bolso, avalie o que você tem em casa que pode vender para ajudar na quitação. Pode ser um carro, uma moto, aquele televisor que ninguém usa.

Negocie com o banco

Se você não tiver capacidade de pagar o débito, busque o banco e negocie os termos do contrato. Não precisa se envergonhar. Ao pedir ajuda ao seu gerente, seja sincero. Informe-o sobre o seu interesse em quitar a dívida, sua real situação financeira e quanto consegue pagar mensalmente. Tente liquidar o máximo que puder do valor à vista e dividir o restante no menor número possível de parcelas.

Substitua a dívida por outra com taxas mais baixas

Se tiver mais de uma dívida, veja outras opções de crédito que apresentem taxas de juros mais baratas. Pergunte, por exemplo, se é possível pegar um empréstimo consignado, em que as parcelas são descontadas diretamente do seu salário e as taxas são melhores.

Dívida quitada? Veja o próximo passo

Após acabar de pagar a dívida com o cheque especial, verifique se está tudo certo com o banco para evitar surpresas. Feito isso, é hora de mudar sua postura em relação ao dinheiro e, claro, o mais importante a partir de agora é poupar. Reserve pelo menos 10% dos seus ganhos. Nunca se sabe quando você pode precisar do dinheiro. Esta será a melhor forma de não se envolver em novos problemas financeiros.

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