Como investir dinheiro: 6 tipos de investimento para ganhar dinheiro

depósitos da poupança

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investimentosVivenciamos um momento particular da nossa economia, onde aquele que conseguiu poupar dinheiro ao longo de um período e agora tem recursos financeiros é beneficiado pela alta dos juros. Aplicações que antes tinham rendimentos atrelados a Selic, agora tiveram um acréscimo e no caso de muitos produtos bancários foi significativo, a poupança é um desses exemplos, que historicamente teve o seu rendimento na casa dos 0,5% + TR (taxa referencial), e agora está cerca de 0,6% de juros.

Embora a caderneta de poupança seja o investimento mais seguro e com rendimentos garantidos, os juros aplicados são baixos e o retorno sempre dependerá de dois fatores: tempo de permanência do valor na poupança e o valor total do montante. Existem outras formas de investimento mais rentáveis do que a poupança, e que em muitos casos específicos podem ser mais rentáveis com menor valor e menos tempo.

Vale a pena analisar os tipos e investimento existentes para saber como ganhar dinheiro da melhor forma e correr menos riscos. Selecionamos as principais formas de investimento para que você possa analisar cada uma e optar por aquela que atenda as suas necessidades. Confira!

1. Como funciona o investimento em Renda Fixa?

Uma alternativa para quem quer ter melhores rendimentos do que com a conta poupança são os investimentos em renda fixa comprando debêntures, CDBs, RDBs, LTNs, etc, que possuem melhor rentabilidade e retorno do capital investido, em contrapartida existe cobrança de taxas administrativas e IR.

Tipos de investimentos de renda fixa 

Pré-fixados – são aqueles em que o percentual de rendimento é informado no momento da contratação e não sofrerão alterações.

Pós-fixados – o rendimento será calculado com base em algum índice bancário mais os juros determinado no início do contrato. O valor total do rendimento só será possível saber no final da aplicação.

Agora que você conheceu esta modalidade de investimentos de renda fixa saberá que toda vez que comprar um título será como um empréstimo ao emissor, que pode ser o próprio banco, governo ou empresa. E, assim como no mercado de ações existem diversos títulos de renda fixa: debêntures, CDBs, LTNs, fundos de investimento em renda fixa também, o que ajuda na diversificação do investimento para obter o máximo de lucro.

2. Como investir no Tesouro Direto?

Os títulos públicos são emitidos pelo governo federal para financiar as atividades em algumas áreas de atuação; saúde, educação e infraestrutura. Assim, como na maioria dos investimentos, a compra destes títulos é uma forma de empréstimo para o emissor do título, onde ele aceita dividir os lucros da empresa, caso aconteçam.

A compra de Títulos do Tesouro podem acontecer de 2 formas: a compra é realizada por intermédio de um administrador profissional ou com a compra direto no site do Tesouro Nacional. Em ambos os casos, o cadastro para realizar a compra é bastante simples, existe a necessidade  apenas os dados cadastrais, cópias do documento de identidade, CPF e cadastro em uma corretora ou banco autorizado à operar o Tesouro, como agente de custódia.

Neste tipo de investimento o risco é de baixo grau porque o credor é o governo, mas o investidor está sujeito a não receber os ganhos totais, caso retire o investimento antes da data de vencimento. E assim como os rendimentos de renda fixa existem dois tipos: pré e pós-fixados.

Recomendamos o modelo de prefixados quando os juros estão em queda e o pós-fixados tem a sua rentabilidade atrelada a um indexador variável: Selic (associado a taxa de juros básica da economia) ou IPCA (associado a variação da inflação) e mais uma taxa de juros prefixada no momento de adesão ao título.

O fato de ter um indexador diminui os riscos atrelados a esses títulos porque o investidor fica protegido da inflação ou variação dos juros. Caso tenha dúvidas sobre estas variáveis, o site do Tesouro Nacional tem todas as informações sobre estes cálculos e ajuda o investidor a escolher o modelo apropriado, de acordo com o seu perfil e valor disponível de investimento.

Existem taxas cobradas na aquisição de títulos?

As corretoras normalmente podem praticar a cobrança de 2 tipos de taxas:

Taxa de custódia

Trata-se de uma cobrança anual de 0,3% sobre o valor dos títulos adquiridos pela guarda, movimentação e informações. Esta taxa é semestral, cobrada pela BM&FBovespa normalmente no primeiro dia útil de janeiro, julho ou na ocorrência de algum evento de custódia.

Taxa de serviços

Desde que acordados no momento da contratação, bancos e corretores podem cobrar taxas de serviços acordadas com o investidor. É importante confirmá-las no momento da compra.

Declaração do Imposto de Renda

Apenas a caderneta de poupança tem isenção de impostos, os títulos do tesouro, assim como a maioria dos investimentos tem incidência de IR de acordo com o prazo da aplicação.

Veja a incidência de impostos para os seguintes prazos:

  • 1 a 180 dias: 22,5%
  • De 181 a 360 dias: 20%
  • De 361 a 720 dias: 17,5%
  • Acima de 720 dias: 15%

A relação completa das corretoras e instituições associadas pode ser conferida no site do Tesouro da Fazenda. Também é possível saber se as corretoras credenciadas tem ambiente online integrado em tempo real com o Tesouro Direto. Agora que você já sabe como funciona a compra de Títulos do Tesouro, sabia que é possível comprar ações a partir de R$30?

A compra mínima de ações do Tesouro é no valor de R$3.000 reais, mas existem ações fracionadas  de 0,01, 1% do valor e o máximo é de R$ 1 milhão por mês, sendo que para a venda não existem limites.

3. Como investir em CDB e RBD?

Dentro dos investimentos de renda fixa existem outras modalidades como CDB (Certificado de Depósito Bancário)  e o RBD (Recibos de Depósitos Bancários), mas diferente dos demais que captam recursos financeiros para empresas ou governo, este é responsável por subsidiar as atividades de crédito do próprio banco que comercializam.

As regras e a mecânica são as mesmas que as outras formas de investimento sobre o resgate antes do tempo não computar os rendimentos, existe tarifas de impostos e quanto mais tempo aplicado menor serão as taxas e, por último, estes também são investimentos de baixo risco e existem os modelos prefixados e pós-fixados.

A aquisição destas ações tem os mesmos procedimentos de renda fixa, com a apresentação de documentos de identificação, CPF e comprovante de residência para aquisição.

4. Como investir dinheiro em fundos de investimento?

Esta modalidade de investimento é proveniente do mercado de ações, os fundos de investimento funcionam no sistema de cotas, onde o comprador aloca um montante em dinheiro para receber uma quantidade de cotas proporcionais. Exemplo: Se o valor unitário das cotas tiverem o valor de R$1, e você investir R$3.000 terá automaticamente 3 mil cotas.

O valor investido nos fundos fará parte do patrimônio de um grupo e por determinação dos órgãos responsáveis é necessário que seja apontado um gestor administrativo com certificação pela CVM. Outra informação importante é que conforme o valor aumenta ou diminui alterará a quantidade de cotas do titular também.

Quais são as vantagens deste tipo de investimento?

  • Valores menores – é possível começar um investimento no fundo sem ser com valores exorbitantes. Você pode entrar em um grupo e comprar cotas de ações para fazer um teste, se preferir.
  • Assessoria profissional – dependendo da modalidade de fundo escolhido, além da corretora de valores, um gestor certificado pela CVM é necessário. O que pode ajudar na administração positiva do grupo para obter o máximo de rendimentos.
  • Interesses alinhados – a vantagem de pertencer a um grupo e ter um gestor qualificado garante que pessoas com experiências diferentes compartilhem estratégias em prol dos bons resultados do grupo.

Quais são os tipos de fundos?

1. Fundos de curto prazo

Como o próprio nome diz, esta modalidade é indicada para quem pretende investir dinheiro por pouco tempo. Uma vantagem desta modalidade é a indexação ao CDI  (Certificado de Depósitos Interbancários), que corresponde a taxa média diária para calcular o custo do dinheiro para os bancos (juros) e Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), que é baseado no sistema pelo qual títulos públicos são necessários.

A tributação nesta modalidade é diferenciada da maioria dos investimentos, além da taxa de administração, que deve ser acordado com a corretora. Os impostos são aplicados proporcional ao tempo do investimento.

  • Para o prazo de 1 até 180 dias é tributado 22,5% sobre o lucro.
  • De 181 dias em diante é tributado 20% sobre o lucro.

2. Fundos referenciados

Os fundos referenciados seguem os mesmos princípios da modalidade de curto prazo, com a diferença de ter uma validade determinada. Os riscos neste caso são proporcionalmente maiores, mas em alguns casos compensam. As demais regras são exatamente as mesmas, exceto pela tributação que segue o seguinte sistema:

  • Até 180 dias será cobrado 22,5% sobre o lucro.
  • De 181 dias até 360 dias será cobrado 20% sobre o lucro.
  • De 361 dias até 720 dias será cobrado 17,5% sobre o lucro.
  • De 721 dias em diante será cobrado 15% sobre o lucro.

3. Fundos de renda fixa

Fundos investidos em ativos de renda fixa, que você recebe um determinado valor em um prazo estabelecido e acordado previamente. Esses fundos devem seguir uma regra básica: possuir 80% de sua composição por títulos públicos no mínimo ou ativos com baixo risco.

4. Fundos de ações

Fazendo jus ao nome os fundos de ações são investimentos em ações de empresas negociadas inclusive pela Bolsa de Valores. Nesta modalidade, o IBOV (Índice da Bolsa de Valores) é usado como referência e, assim como na Bolsa, os fundos de ações também são investimentos com alto grau de risco. Para este investimento, recomendamos que a aplicação perdure entre 5 ou 10 anos para obter o máximo de rentabilidade.

5. Como investir dinheiro em câmbio?

Em tempos de instabilidade econômica, as moedas estrangeiras tendem a oscilar e apresentar uma supervalorização. O investimento em câmbio também está dentro das modalidades de renda fixa, mas diferente da maioria, este apresenta baixo risco envolvido e o tempo em que mantiver a moeda estrangeira será importante para rentabilizar o seu investimento.

Para facilitar, nós selecionamos os principais tipos de investimentos cambiais. Confira os detalhes de cada um!

1. Investindo em dólar

Em razão da conjuntura econômica dos EUA, a valorização da moeda norte-americana é esperada frequentemente pelo mercado financeiro. Em contrapartida, a continuidade da alta do dólar se mantém com os desequilíbrios do cenário interno.

2. Fundos cambiais

O Fundo Cambial é um tipo de investimento recomendado para pessoas que podem ter recorrência na compra de moeda estrangeira para manter capital ou para pessoas com perfil de proteção do portfólio (hedge), acreditando que possa haver desvalorização da moeda local. Os fundos mais conhecidos estão atrelados ao dólar para tentar controlar a variação diária.

Para realizar este tipo de investimento em fundos cambiais, a primeira etapa é procurar uma instituição (banco ou corretora credenciada na CVM), que ofereça este tipo de  serviço. Sempre verifique com o seu corretor de confiança ou gerente bancário da instituição credenciada qual é o valor mínimo para aplicação, as taxas de administração dos fundos e os custos gerais do investimento.

Como as outras modalidades de investimento, este possui cobrança de impostos sobre os lucros obtidos, podendo variar entre 15% até 22,5% e do prazo da aplicação. Vale ressaltar que investimentos deste tipo são utilizados para a proteção cambial de quem pretende viajar para o exterior, um curso em outro país ou até mesmo a compra de produtos importados.

3. Minicontratos

Trata-se de um investimento de mercado futuro negociado pela BM&FBovespa que representa a compra e venda de contratos de moedas estrangeiras no mercado futuro de acordo com a variação cambial. De modo simplificado, essa modalidade é uma aposta da direção da moeda para um determinado período.

Nos minicontratos cada contrato tem o valor estipulado de US$ 10 mil, o equivalente a 20% de um contrato inteiro em dólar, conhecido popularmente como ‘dólar grande’, equivalente a US$50 mil dólares. Porém, muitas corretoras trabalham com alavancagem de valor, onde o investidor não precisa ter US$10 mil dólares.

O imposto de renda para este investimento é de 15% dos ganhos quando liquidado em 2 dias ou 20% para as compras liquidadas na mesma data. E outro detalhe importante, é que o principal risco deste investimento pode ser por conta de uma possível variação cambial contrária.

6. Como investir dinheiro na bolsa de valores

Com certeza você já deve ter ouvido do frenético mercado de ações, famoso nos filmes que retratam a rotina em Wall Street. O que muita das pessoas não tem ideia, é que o mercado de ações é um dos instrumentos mais importantes da economia moderna. E é por meio da bolsa de valores que as grandes empresas vendem suas ações para rentabilizar o seu negócio e conseguir fundos para subsidiar o seu crescimento.

Na outra ponta estão os acionistas, que compraram porcentagens das ações desta empresa e que passarão a ganhar com o crescimento desta companhia.

O que é uma ação?

Uma empresa é constituída por um conjunto de ações de um lado, do outro estão os proprietários destas ações. Em termos técnicos a ação é a menor parte do capital de uma organização. Neste caso todos que possuem ações da empresa são sócios, porém as empresas não vendem todas as ações, um percentual significativo fica com os sócios majoritários.

Tipos de ações

Ordinária (ON) – o titular tem direito de voto em assembléia sobre assuntos corporativos.

Preferencial (PN) – o titular não tem direito de voto, mas tem preferência para receber o dividendos.

A divisão de lucros irá ocorrer de acordo com as diretrizes das empresas, é importante saber desta informação antes da aquisição das cotas. Algumas empresas oferecem a divisão mensal e outras trimestral. Porém os titulares de PNs muitas vezes tem recebimentos maiores e as ações desta modalidade são compradas e vendidas facilmente.

Como investir dinheiro em ações da bolsa?

No Brasil, a compra e venda de ações ocorre na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) por intermédio das corretoras habilitadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O que é preciso para abrir a conta em uma corretora?

Assim como a abertura de conta bancária, é necessário preencher uma ficha cadastral, assinar o termo de prestação de serviços, cópia e original do CPF, documento de identidade e comprovante de residência (com menos de 180 dias).

Como comprar ações?

Não existem valores mínimos para adesão, isso será determinado por cada corretora e o preço atual das ações adquiridas. Além disso, deve se prestar atenção dos custos administrativos em relação ao valor investido. Para valores pequenos, deve ser considerado a forma de adesão por intermédio de um grupo.

Para facilitar o entendimento selecionamos as 3 maneiras de comprar ações:

1. Fundos de investimento

Cada fundo é composto por um grupo de pessoas administrando as cotas que é liderado por um gestor certificado pela CVM, que irá coordenar as compras e as vendas. Ao aderir ao fundo você deverá estar de acordo com o estatuto com as políticas de investimento.

2. Clube de investimento

Os clubes, como o próprio nome sugere, são menos formais, normalmente são compostos por familiares ou amigos e podem ter de 3 até o máximo de 50 participantes. Diferente dos Fundos de Investimentos não é necessário um gestor com certificação da CVM, apenas um responsável para gerenciar a compra e vendas ações.

3. Individualmente

Nesta modalidade você será o único responsável pela compra e venda de ações com o intermédio da sua corretora, que normalmente fornece acesso à uma plataforma administrativa para gerenciar a conta, consultar custos administrativos, comprar e vender ações pela internet, mas não poderá comprar e vender os fundos porque apenas um gestor está habilitado a fazer isto).

Taxas e riscos dos mercados de ações

Todas as tarifas podem variar de acordo com a corretora de valores contratada, exceto a taxa de emolumentos praticada pela BM&FBovespa. As demais taxas estão discriminadas abaixo:

  • Taxa de administração – calculada anualmente proporcional ao valor aplicado no fundo ou investimento de acordo com o período em que as operações foram mantidas pelo investidor.
  • Taxa de corretagem – cobrada uma única vez a cada nova ordem de compra ou venda
  • Taxa de performance – cobrada quando o fundo supera a rentabilidade esperada
  • Taxa de custódia – cobrada mensalmente pela manutenção das ações

Para finalizar o assunto de ações, reforçamos que este é um investimento de risco considerável,o que justifica os juros expressivos do rendimento e do outro lado, dois fatores negativos: nenhuma garantia de retorno do que foi investido e problemas de liquidez que dificultem a venda da ação em determinada época do ano.

Para escolher esta modalidade de investimento deve ser analisado com cautela. Aproveite para visitar o Portal do Investidor e as dúvidas podem ser sanadas pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão da CVM ou na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) também oferece, por meio do portal “Como investir?”

Ao longo deste artigo mostramos como investir dinheiro nos principais tipos de investimentos do mercado financeiro. Esperamos que as nossas dicas tenham auxiliado você a entender um pouco melhor sobre cada um dos itens apresentados destas modalidades. Os próximos passos é que você busque informações nos sites dos órgãos que recomendamos aqui.

O aprendizado de fato irá ocorrer com a prática de cada modalidade para que você possa aprender a mitigar os riscos envolvidos. Atente-se sempre ao grau de risco de cada tipo de investimento, para isso consulte o site da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Também recomendamos que você opte por auxílio profissional, seja de um gerente bancário, corretor ou consultor financeiro, para que este possa te assessorar na identificação do seu padrão de investidor e aponte os investimentos recomendados dentro do seu perfil e do valor disponível para a aplicação.

Esperamos que este guia tenha sido útil para você ter uma ideia melhor sobre os principais tipos de investimentos e os primeiros passos para investir. Entre em contato conosco do GuiaBolso ou deixe um comentário para que possamos te ajudar mais ainda!

 

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