Conheça 7 tipos de investimento em renda fixa

investimento em renda fixa

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investimento em renda fixa

Para quem quer investir e tem um perfil conservador, indica-se o investimento em renda fixa, onde é possível ter certeza do retorno do capital investido, assim como o prazo necessário para obter recolher os rendimentos. Mas onde aplicar? LCI, LCA, CDB ou ainda em uma quarta opção? Hoje te apresentamos os diferentes tipos de investimento em renda fixa.

Vale ressaltar que, de cara, as opções se dividem em dois grupos: investimentos pré e pós-fixados. Confira os detalhes de cada uma para escolher a que melhor atenda as suas necessidades:

Pré-fixados: nesta modalidade de investimento em renda fixa o percentual do rendimento é acordado na contratação e não sofre alterações posteriores. Ou seja, é aquele título em que a empresa te fala que vai te pagar 14% do que você investiu, por exemplo. Faça chuva ou faça sol, no vencimento você receberá este juro.

Pós-fixados: neste caso o rendimento é calculado de acordo com os índices bancários. O título de paga um porcentual do CDI, por exemplo (leia aqui o que é esta taxa). Exemplo: ficou acordado que você receberá 90% do CDI e hoje esta taxa é de 14% ao ano. Se daqui um ano, no vencimento, o CDI estiver em 10%, o banco ou empresa irá te pagar 90% da nova taxa (10%) e não mais da antiga (14%). O contrário (se o CDI subir) também é verdadeiro.

Conhecidas as duas modalidades de investimento em renda fixa, agora você sabe que toda vez que comprar um título será como fazer um empréstimo ao banco, instituição financeira, governo ou alguma empresa privada de grande porte. E, assim como no mercado de ações existem diversos títulos de renda fixa de empresas e bancos: LCI, LCA, CDB, CRI, CRA, Debênture ou FIDC, o que ajuda na hora de escolher o melhor investimento de acordo com o seu perfil. Se você estiver interessado em títulos públicos do Tesouro Direto, leia este post e tire suas dúvidas.

Para que você possa conhecer cada um dos investimentos de renda fixa no mercado privado detalharemos as vantagens e desvantagens de cada um abaixo. Confira!

1. LCI – Letra de Crédito Imobiliário

O financiamento imobiliário é um produto bancário oferecido para pessoas físicas e empresas interessadas em adquirir imóveis para uso próprio ou investimento. Este tipo de empréstimo tem uma taxa de juros inferior quando comparado com outras formas de empréstimo, isso porque existem programas do governo para subsidiar parte do financiamento e também porque o imóvel fica alienado para o banco até que ocorra a quitação total do bem.

Depois de estruturada toda a operação do financiamento e a formalização do empréstimo imobiliário, o banco cria um título chamado de LCI – Letas de Crédito imobiliário e oferece para outros investidores. Assim, o banco ou essa instituição pode oferecer novos empréstimos para outros interessados. Há LCIs prefixadas, mas em geral os bancos oferecem o investimento pós-fixado, aquele que te paga um porcentual do CDI.

Vale lembrar que os riscos são baixos neste tipo de investimento porque o imóvel é a garantia, além disso, o FGC – Fundo Garantidor de Crédito garante valores de até R$ 250 mil em aplicações. Outra grande vantagem é que este tipo de investimento é isento de Imposto de Renda (IR).

2. LCA – Letra de Crédito do Agronegócio

Nesta modalidade de investimento, os produtores agrícolas precisam de dinheiro para financiar as safras e dá como garantia a própria plantação. As vantagens da LCA são muito parecidas com o investimento anterior: o FGC garante o mesmo valor das aplicações de LCI (R$ 250 mil) e também há isenção de IR para pessoa física. O único detalhe é o valor de investimento mínimo estipulado em R$ 100 mil, o que pode variar de banco para banco.

3. CDB – Certificado de Depósito Bancário

Boa parte dos produtos de renda fixa tem a mesma característica, a de subsidiar as atividades de concessão de crédito para outras pessoas por intermédio dos bancos e instituições financeiras. Os CDBs talvez sejam a forma mais básica desta modalidade. Um detalhe interessante é que você não precisa ser correntista para emprestar dinheiro ao banco, com isso você pode obter taxas maiores com bancos menores, que possuem mais dificuldade de conseguir dinheiro.

Investir em bancos menores é uma ótima opção para quem quer mais rentabilidade, mas infelizmente os riscos são proporcionais, não é raro um banco de menor porte ter problemas, como foram os casos dos bancos Santos, Cruzeiro do Sul e Panamericano. No entanto, vale reforçar que existe a garantia do FGC para aplicações até R$ 250 mil.

Em geral, o CDB também é pós-fixado, pagando um porcentual da taxa CDI.

4. CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários

O CRI também está atrelado ao mercado imobiliário, mas refere-se apenas ao fluxo futuro de recebimento de aluguel de um determinado imóvel por um valor no presente. Normalmente, os valores de investimentos são altos em torno de R$ 300 mil, mas é possível encontrar valores menores. As taxas praticadas são atreladas a inflação mais uma taxa de juros real, isentando o investidor de um risco inflacionário.

Esta modalidade é isenta de IR, o que torna uma opção atraente de investimento, exceto pela falta de um mercado de vendas destes títulos, o que acaba muitas vezes inviabilizando a venda dos títulos antes do prazo de vencimento e também porque os CRIs não são garantidos pelo FGC, mas existem garantias acordadas no momento da compra dos títulos, que devem ser analisadas com cautela.

5. CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio

Estes títulos são recebíveis oriundos de pagamentos futuros entre produtores rurais ou cooperativas, inclusive empréstimos e financiamentos da produção, comercialização ou industrialização de produtos e insumos agrícolas ou agropecuários. Os riscos e vantagens são muito parecidos tanto nos CRIs, quanto com as CRAs, que costumam ser mais arriscados pelas particularidades e especificidades do setor agrícola, assim como pelos riscos, as taxas são proporcionalmente mais altas.

6. Debêntures

As empresas e o governo podem emitir títulos de dívidas para financiar grandes projetos, os quais poderão trazer mais resultados no médio e longo prazo para eles. A compra de uma debênture torna você automaticamente um credor do emissor do título, por isso você passará a receber juros pelo valor emprestado.

As debêntures têm prioridade de pagamento em caso de quebra das empresas envolvidas, por isso são menos arriscadas que ações. É importante analisar as taxas e a saúde financeira da empresa questão. Procure informações com as corretoras de valores para verificar os títulos ou no mercado de balcão, e analisar os títulos revendidos.

7. Fundo de investimento DI

Os Fundos DI têm um investimento mínimo em 95% dos patrimônios em títulos públicos atrelados a CDI/ Selic e os outros 5% podem ser investidos em títulos com as mesmas regras dos Fundos de Curto Prazo, que normalmente não ocorre nos dias de hoje por causa da nossa economia. Porém, o desempenho desta modalidade é muito alto e varia entre 95% a 100% do CDI.

Esta é uma boa alternativa a poupança ao CDB – normalmente os Fundos DI tem rentabilidade maior ou igual ao CDB. No entanto, a liquidez diária garante que o investidor possa sacar a qualquer momento sem desvantagens de rentabilidade.

E você, já conhecia ou já investiu em alguma destas opções de investimento em renda fixa? Deixe um comentário com as suas experiências.

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Comentários

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2 Comments

  1. Tenho 3 tipos de aplicação. LCI para uso a longo prazo. Poupança para saque a qualquer momento e títulos de capitalização também para longo prazo. E estou gostando. Acho interessante investir em mais de uma carteira de acordo com o uso.

    • Ótimo Neusa! Diversificar é o melhor negócio. Eu só ficaria atenta ao título de capitalização. Legalmente, ele nem pode ser chamado de investimento. rende como a caderneta de poupança e ainda cobra Imposto de Renda. Há opções mais interessantes para deixar o dinheiro no longo prazo como a própria LCI ou títulos públicos. Parabéns pela poupança que está fazendo para todas as fases da sua vida! =)

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