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As 6 principais dúvidas sobre como investir no Tesouro Direto

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Você sabe o que são títulos públicos? São aqueles títulos emitidos pelo Tesouro Nacional com o objetivo de juntar dinheiro para financiar as áreas de saúde, educação e infraestrutura. Quando uma pessoa física compra títulos públicos está emprestando dinheiro para o governo e se tornando um investidor.

Com a inflação alta e a poupança rendendo menos, esses títulos são uma opção muito vantajosa e o risco de calote é baixo, já que o garantidor do pagamento do papel é o próprio governo.

Se você quer investir no Tesouro Direto, mas não sabe por onde começar, não se preocupe! Neste artigo, nós separamos as 6 principais dúvidas sobre o assunto. Continue a leitura e se livre delas de uma vez por todas.

Como investir no Tesouro Direto?

Comece com um cadastro em uma instituição habilitada a vender títulos do Tesouro Direto. Para isso, você precisa do CPF e uma conta corrente. A instituição financeira que intermediará suas transações pode ser um banco ou uma corretora.

Para fazer as aplicações, escolha um desses canais: site do Tesouro Nacional, qualquer instituição financeira habilitada ou uma instituição escolhida para negociar em seu nome. Você também pode participar de um fundo que invista nos títulos. Nesse caso, a compra é realizada por um gestor profissional.

Por último, você receberá uma senha provisória para o primeiro acesso à área restrita do site do Tesouro Direto. Assim que recebê-la, você poderá realizar operações e consultas a saldos e extratos das suas transações.

Como definir o meu perfil?

Para isso, utilize a ferramenta Orientador Financeiro disponível no site, pois ela poderá ajudar a definir o título mais adequado e também efetuar a sua compra. Com o perfil definido, compre o título desejado pelo próprio site do Tesouro Direto. Se optar por títulos prefixados ou que acompanham a inflação, o indicado é ficar no investimento até o vencimento. Pode ser arriscado tentar sair antes e o papel não estar num bom momento de venda, ou seja, estar com um preço baixo.

Qual a diferença entre títulos pré ou pós-fixados?

Nos prefixados, a taxa de juros é determinada no ato da compra, o que pode gerar perdas se vendidos antes do prazo. Os pós-fixados são corrigidos por indexadores como o IPCA (índice de preços ao consumidor) e a taxa Selic. No caso dos indexados à Selic, não há risco de prejuízos se os papeis forem vendidos antes do vencimento.

Quais os tipos de títulos?

  1. Tesouro Prefixado ou LTN – Letras do Tesouro Nacional: você já sabe a rentabilidade no momento da compra do título. O dinheiro que você investiu e os rendimentos são pagos todos no vencimento.
  2. Tesouro Prefixado Com Juros Semestrais ou NTN-F – Notas do Tesouro Nacional: semelhante à LTN, mas os juros são pagos periodicamente.
  3. Tesouro IPCA Com Juros Semestrais ou NTN-B – Notas do Tesouro Nacional série B: são títulos que pagam uma taxa fixa, que o investidor fica sabendo no momento da compra, mais a inflação do período. O dinheiro principal (aquele que foi investido) é pago no vencimento. Já o rendimento dos juros é pago semestralmente. O investidor só ganha a taxa prefixada se esperar até o vencimento. Se vender o títulos antes, pode ter ganhos ou perdas, dependendo do valor do papel no mercado.
  4. Tesouro IPCA ou NTN-B Principal – é semelhante à NTN-B, mas não paga juros semestrais. Tanto os juros quanto o valor investido só são recebidos no vencimento da aplicação.
  5. Tesouro Selic ou LFT – Letra Financeira do Tesouro: são títulos pós-fixados que se valorizam de acordo com a Selic.

Qual título devo escolher?

Se você quer saber exatamente quanto receberá no dia do vencimento do título, opte pela NTN-F ou LTN. Se o mais importante para você é ter um título que renda acima da inflação, escolha a NTN-B e NTN-B Principal. Mas se desejar uma rentabilidade próxima da taxa básica de juros da economia (taxa Selic), o melhor é investir na LFT (Tesouro Selic), pois o título é pós-fixado.

Quais as principais taxas?

Antes de escolher a aplicação, veja as taxas referentes aos serviços de guarda e movimentações dos saldos.

  • Taxa de custódia: cobrada semestralmente, é proporcional ao período que o título for mantido. Cobra-se 0,3% ao ano sobre o valor dos títulos. A taxa é paga à BM&FBovespa.
  • Taxa de serviços: são taxas pagas às instituições financeiras e acordadas livremente com os investidores. Consulte a lista dos bancos e corretoras que não cobram taxa.
  • Imposto de Renda: a incidência de IR varia. Quanto mais tempo você deixar o dinheiro investido, menor será a alíquota cobrada. Porém, se você investir por um prazo inferior a 30 dias, haverá cobrança de IOF (imposto sobre operações financeiras).

Ao entrar no site do Tesouro, você se depara com títulos de R$ 500, R$ 600, R$ 1 mil e até R$ 3 mil, mas você pode comprar frações de 1% destes papeis. A quantidade mínima para se aplicar no Tesouro Direto equivale a 1% do valor do título, sempre respeitando o valor mínimo de R$ 30.

Começou a pensar em investir no Tesouro Direto? Tem dúvidas? Deixe suas perguntas abaixo. Se você gostou do post, não deixe de curtir nossa página no Facebook!

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comentários

 
 

Lucio comentou:

Qual é a liquidez dessas aplicações?

04/10/2016, 21:43

    GuiaBolso comentou:

    Oi, Lucio

    Tudo bem? Hoje em dia, diária. Você pode comprar e vender títulos em todos os dias úteis. O único cuidado é que não é aconselhado vender os títulos prefixados e de inflação ante do vencimento porque os preços oscilam e se vender o papel antes você pode ter de vendê-lo “barato”. Se ficar até o final o Tesouro Direto te paga o que você investiu mais os juros acordados. Se precisar de dinheiro e tiver de sacar algum papel, faça isso com a LFT. Esse papel tem rendimento corrigido diariamente.

    =)

    Parabéns por estar se informando antes de investir!

    10/10/2016, 12:35

 

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