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Como a renda fixa é afetada pela Taxa Selic

banner-mktplacedireto-2(Texto atualizado em 26/10, após decisão do Copom)

Nos últimos tempos, é provável que você tenha lido ou ouvido nos jornais que a Taxa Selic caiu. O juros recuaram, mais especificamente, 6,25 pontos porcentuais em 2017. Essa foi uma das medidas tomadas pelo Governo Federal para estimular a economia, estimular o crédito para que as pessoas gastem mais, as indústrias aumentem produção e a economia volte a crescer. Nessa semana, o a taxa Selic pode recuar novamente em mais uma reunião do Copom.

Os efeitos dessa decisão não estão tão distantes da sua realidade, já que renda fixa e Selic têm tudo a ver. Quem investe em renda fixa vai sente diretamente os impactos do corte de juros. Sendo assim, nada melhor do que ficar por dentro do que se trata toda essa questão, certo? Nesse artigo, você vai descobrir o que é e como funciona essa taxa e como, afinal, ela está ligada a seus investimentos. 

O que é a Taxa Selic e como ela funciona?

A Taxa Selic é como é conhecida a taxa básica de juros da economia. Ela é definida pelo Banco Central e mais alguns dirigentes, no chamado Comitê de Política Monetária (Copom). A sua origem está ligada a operações de curtíssimo prazo feitas entre bancos. As instituições compram títulos do governo e é por meio da oferta desses papeis que o Banco Central reduz os juros e tenta com isso diminuir a taxa do mercado. As reuniões para discussão sobre esse indicador acontecem a cada 45 dias, determinando se o valor será aumentado, diminuído ou mantido como está.

Ela serve, basicamente, para mexer com o consumo dentro de certos níveis. Se estiver alta, dificulta o crédito e desestimula as compras. Com menos dinheiro circulando no mercado, a inflação tende a cair, então funciona como um mecanismo de controle.

Já quando a intenção é fazer girar a roda da economia, ela é diminuída para que as pessoas fiquem mais propensas a gastar, ajudando os mercados.

O que ela tem a ver com os investimentos?

A Taxa Selic também influencia os investimentos, especialmente os de renda fixa. Isso porque a maioria deles possuem um rendimento atrelado a esse valor, que funciona como um indicador.

Mexer com essa taxa porcentual faz com que os investimentos fiquem mais ou menos atraentes. No caso do Tesouro Direto, o rendimento é baseado nessa taxa, à exceção dos títulos IPCA+ e dos de renda pré-fixada. Já os CDB, LCI e LCA, que são títulos com lastros bancários, imobiliários e de agronegócio, rendem de acordo com o CDI, que também acompanha a Taxa Selic.

Quando a Taxa Selic muda, o rendimento da renda fixa também varia. Uma taxa mais elevada é ideal para fazer investimentos no Tesouro Direto em títulos atrelados a esse valor. Quanto maior é essa taxa, maior é o rendimento ao final do ano.

Já a redução desse parâmetro leva à diminuição do rendimento, especialmente do Tesouro Direto. Outros títulos podem ter um impacto menor. O CDB, por exemplo, rende uma porcentagem do CDI, que, em alguns casos pode ser superior a 100%. Com isso, a redução da Selic pode não influenciar tanto os resultados, desde que se escolha uma opção com rentabilidade acima do CDI, como CDBs de bancos médios. O cuidado aqui é se atentar somente ao fato de que esses papeis costumam não ter tanta liquidez, sendo necessário que o investidor fique até o vencimento para conseguir resgatar a quantia. 

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