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Onde é melhor investir quando a taxa Selic cai?

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Você já deve ter visto no noticiário que a taxa Selic caiu nos últimos meses, mais especificamente, 6,25 pontos ao longo de 2017. A Selic é a taxa básica de juros do país, ou seja, aquela que o governo está disposto a pagar aos investidores que compram títulos públicos indexados a ela.

Confira o post que preparamos para entender o que é a taxa Selic e onde é melhor investir quando o juro cai!

Como a taxa Selic funciona?

A taxa Selic, que chegou a 14,25% ao ano em 2016, atualmente está em 7,5% (dados de outubro de 2017). A queda da Selic se deve muito ao cenário econômico. Isso porque a Selic é uma das formas de controlar a inflação. Quando a inflação está alta, o Banco Central sobe a Selic. Assim, fica mais vantajoso investir em títulos públicos, que têm baixo risco do que, por exemplo, abrir um negócio ou emprestar dinheiro. Logo, circula menos dinheiro na economia e, sem tanta demanda, a inflação cai.

O contrário também é verdade: quando o governo precisa estimular a economia baixa a taxa de juros. É o que estamos vivendo agora. Segundo o Banco Central, a expectativa do mercado para o IPCA (índice oficial de inflação) neste ano está em torno de 3%. Vale lembrar que o IPCA foi de 6,19% em 2016 e de 10,67% em 2015!

Em compensação, a projeção é que o país cresça apenas 0,73% neste ano. Com inflação menor e crescimento baixo, o Banco Central reduziu a taxa Selic para estimular a economia.

Quais investimentos se beneficiam da queda na taxa Selic?

Com juros altos, é mais fácil ter bons rendimentos com baixo risco. Basta escolher um investimento que acompanhe os juros, como títulos públicos pós-fixados atrelados à Selic ou fundos de investimento DI. Com a queda na Selic, esses investimentos rendem menos. Por outro lado, existem outras oportunidades. Confira:

1. Títulos de longo prazo

Uma opção para tentar melhorar a rentabilidade da carteira sem aumentar o risco é alongar o prazo dos títulos. Isso porque papeis com vencimentos longos costumam pagar um pouco mais. No Tesouro Direto, o título prefixado para 2020 oferecia rentabilidade de 8,20% ao ano em 26/10/2017. Já para o título com vencimento em 2023, o juro é de 9,55% ao ano. 

2. Títulos privados

Já assumindo um pouco mais de risco, uma alternativa é buscar títulos privados, como CDBs, LCIs e LCAs, sobretudo de bancos médios. Tais opções costumam oferecer um retorno acima de 100% do CDI. O CDI é uma taxa que fica muito próxima a Selic. Portanto, oferecer mais que 100% do CDI significa ter um retorno acima da Selic. A boa notícia é que todos esses papeis são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), na quantia de até R$ 250 mil, caso o banco quebre.  

Para quem quer uma rentabilidade ainda maior na renda fixa, as debêntures são uma opção. São papeis de empresas como Vale, Cemig, BNDESPar e outras, que representam a dívida da companhia com o investidor. Quem compra uma debênture ganha a garantia de que vai receber o dinheiro investido mais juros no futuro. O investimento não tem a cobertura do FGC. Justamente por ser mais arriscado, pois depende da boa situação financeira da empresa no futuro, as debêntures costumam ter melhores retornos.

3. Mercado de ações

O mercado de ações se beneficia da queda na Selic de várias formas. Em primeiro lugar, porque, como o investimento em renda fixa diminui o retorno, os bancos têm mais motivos para querer emprestar para as empresas. Os negócios têm mais recursos disponíveis para investir e crescer, o que se reverte no preço da ação.

Da mesma forma, o crédito fica mais disponível e barato. É mais fácil conseguir financiamento para comprar um imóvel ou um carro, por exemplo. Isso favorece o consumo que, por sua vez, é bom para as empresas. As projeções de lucro para as empresas aumentam.

Para as que têm ações na bolsa de valores, essa projeção de lucro maior se reflete em alta no preço. Portanto, a queda nos juros tende a ser benéfica para o mercado de ações.

3. Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários investem, como o nome diz, em imóveis. O investidor compra cotas desses fundos quando eles fazem ofertas públicas ou na bolsa de valores. Os cotistas recebem um rendimento mensal do aluguel dos imóveis.

É como se você se juntasse a algumas pessoas e todos comprassem imóveis para alugar, contratando um profissional para gerenciar os contratos. Com juros menores, os negócios aquecem e a ocupação dos imóveis tende a crescer, beneficiando o rendimento do fundo.

Agora que você já sabe mais sobre a queda na taxa Selic não tem mais desculpa para adiar a aplicação!

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