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Como calcular os juros do cheque especial?

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Por Isabella Mello

Você também pode ouvir esse texto! Confira:

Se você já passou por algum apuro financeiro, com certeza pensou em recorrer ao cheque especial. Afinal, ele parece ser bem simples, não é? Não precisa passar pela aprovação – como acontece com o empréstimo –, já que o cliente do banco já possui um limite de crédito pré-aprovado, e logo o dinheiro é depositado na sua conta. O dinheiro está ali disponível, pronto pra ser usado.

Falando assim, parece até bobeira quando nos dizem que é melhor fugir dele e procurar por outras opções no momento do sufoco. Mas nós do GuiaBolso estamos aqui para te mostrar que não é! O cheque especial é um dos grandes vilões das finanças.

O cheque especial é uma opção cara de juros! Se não for usado com muito cuidado e controle, pode colocar as suas finanças em risco. Para que isso não aconteça, é ideal que você entenda um pouco sobre o cálculo de juros  e saiba se planejar do jeito certo! Então, confira abaixo algumas informações fundamentais:

 

Por que as taxas variam?

A taxa de juros do cheque especial varia de acordo com a instituição financeira, com o relacionamento existente entre ela e o cliente e com as condições da economia brasileira no momento. Atualmente, a taxa mensal do cheque especial gira em torno de 13%! Basta fazer a conta: em empréstimos online a taxa de juros chega a 1,9% ao mês, ou seja, é uma opção quase 7 vezes mais barata.

 

Quais são as taxas aplicadas pelos principais bancos?

Ficou curioso pra saber a taxa do seu banco? Abaixo colocamos os juros cobrados pelas principais instituições no começo de janeiro de 2018:

  Caixa Econômica Federal: 12,50% a.m.;

  Itaú: 12,78% a.m.;

 – Bradesco: 12,14% a.m.;

  Santander: 14,72% a.m.;

  Banco do Brasil: 12,55% a.m.;

  Banco Safra: 10,91% a.m.

Se o seu banco não está listado acima, confira no site do Banco Central a taxa de outras instituições.

 

  Leia também:

      + 8 passos para sair do cheque especial

      + Saiba como negociar suas dívidas online

      + Conheça 5 alternativas ao cheque especial

 

Como fazer o cálculo dos juros do cheque especial?

Para não correr o risco de comprometer o seu orçamento com o cheque especial, é fundamental saber calcular quanto de juros será cobrado pelo banco. A taxa apresentada pelas instituições é mensal, como as que nós mostramos  acima, mas vale lembrar que a cobrança é realizada por dia, o que torna o cálculo mais do que necessário. Essa cobrança diária do cheque especial é o chamado juro composto: no primeiro dia, o juro é cobrado sobre a quantia inicial devida, no segundo dia recai sobre a quantia inicial devida mais o juro do primeiro dia, e assim por diante.

Para não se perder nas contas, veja o que fazer para calcular:

 

1. Encontre a taxa diária

Se a cobrança é diária, a taxa utilizada também deve ser nesse período de tempo. Para isso, siga a fórmula a seguir:

Taxa diária = [(Taxa mensal + 1)1:30] -1)

Ou seja, a taxa diária é igual a taxa mensal mais um elevado a um dividido por 30. Do resultado, deve se subtrair um para chegar a taxa final. Assim, vamos supor que seu banco cobre 12% ao mês. A conta ficaria:

 

Taxa diária = [(12% + 1)1:30] – 1

= [(0,12 + 1)1:30] – 1

= [(1,12)1:30]-1

= [(12% + 1)1:30]-1

= 1,003784767 – 1

= 0,00378 ou 0,378% ao dia

 

2. Calcule o quanto é devido

Tendo essa taxa de juros diários em mãos, é hora de calcular a sua dívida e isso depende do tempo em que você ficará no cheque especial. Nele, a cobrança é diária, portanto, conte os dias corridos que ficou devendo e não somente os dias úteis.

Para tanto, use a seguinte fórmula:

Valor final devido = Valor inicial x [(taxa diária + 1)número de dias da dívida]

Isso significa que o valor final da dívida será igual ao valor inicial que foi pego no cheque especial vezes a taxa de juros proporcional, ou seja, a taxa diária mais um, elevada ao número de dias que ficou devendo.

Imagine que você tenha solicitado um crédito de R$ 500 no cheque especial há 180 dias. Com a taxa diária de 0,378% como do exemplo que calculamos anteriormente, a dívida é de:

 

Valor final devido = 500  x [(0,378% + 1)20]

= 500 x [(0,00378+1)20]

= 500 x [(1,00378)20]

= 500 x 1,9738

= R$ 986,90

 

Isso significa que ao pegar R$ 500 no cheque especial, após 6 meses, sua dívida quase dobra!

 

Considere as condições do banco

Existe uma prática muito comum entre os bancos: se você pagar o cheque especial em até 10 dias após o seu uso, não há cobrança de juros. Com isso, ao pagar dentro desse período não é preciso calcular nem utilizar a taxa diária. Mas cheque se o seu banco, oferece essa isenção.

Caso ultrapasse a quantidade de dias de isenção, precisará pagar o valor de todo o período – incluindo os 10 primeiros dias, ok? Por exemplo, se você quita o cheque especial no 11° dia, a taxa de juros é sobre todo esse período, ainda que os 10 primeiros fossem isentos, caso cumprisse o prazo.

Ao ficar de olho nessas condições, é possível evitar pagar juros nesse crédito caso se enrole e acabe utilizando o cheque especial por um ou dois dias.

 

Caso tenha utilizado o cheque especial e agora não consegue pagar, uma saída é buscar um empréstimo online justo. Como dito, há opções como a do Just onde os juros chegam a 1,9% ao mês. Ah, tem outra vantagem: no crédito pessoal é utilizado o sistema de parcelamento, que tira este efeito bola de neve do juro composto, mas isso é assunto pra outro post…

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