Quais investimentos de baixo risco valem a pena?

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Edição:  Isabella Mello

Você também pode ouvir esse texto! Confira: 

Quando se quer investir as economias, mas o medo de arriscar predomina, o ideal é que toda a atenção seja direcionada para investimentos de baixo risco. Mas será que eles realmente valem a pena?

Nesse post, o GuiaBolso preparou uma lista com os mais comuns desse tipo de aplicação. Agora você vai conseguir entender como eles funcionam e quais são suas vantagens. Vai ficar bem mais fácil avaliar se eles combinam com o seu perfil de investidor! Confira:

 

1. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma das modalidades de investimentos de baixo risco mais conhecidas e também uma das mais indicadas para quem não está tão seguro em aplicar suas economias. Ela é subdividida em três tipos distintos de investimentos, de acordo com a forma de remuneração da aplicação: Tesouro Selic, Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado.

Nos três, os recursos são investidos na compra de títulos de dívida pública do governo federal e podem ser negociados toda semana, sendo o próprio governo o comprador – por isso o risco de calote é quase inexistente.

 

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      – Tesouro Selic

O primeiro tipo de título do Tesouro Direto é o Tesouro Selic, que é atualizado pela taxa básica de juros, definida pelo Banco Central do Brasil. Quanto mais ela tiver tendência de baixa, menor será a rentabilidade que esse fundo tenderá a apresentar.

Isso é o que aconteceu nos últimos meses, quando a Selic foi cortada algumas vezes. Atualmente, a taxa de juros está em 6,75% ao ano.

      – Tesouro IPCA

Essa é uma outra modalidade do Tesouro Direto. O Tesouro IPCA faz com que os valores investidos na compra de títulos públicos sejam corrigidos por um juro fixo mais o índice oficial de inflação – não pela taxa Selic, como ocorre no anterior. Isso significa que quanto mais a inflação oficial for alta, maior será o retorno obtido por essa modalidade.

De maneira oposta, se os índices de inflação baixarem, o rendimento será reduzido, indicando a característica mais conservadora desse tipo de investimento. Por contar também com o governo federal como devedor, a probabilidade de calote é praticamente nula.

Esses títulos são indicados para os investidores que pensam em um prazo mais longo e o ideal é que os valores investidos fiquem na conta de investimento até o vencimento dos títulos, a fim de garantir a rentabilidade contratada. Do contrário, será pago o valor de mercado do título, o qual pode ser maior ou menor que o valor nominal dele.

      – Tesouro Prefixado

A última modalidade de investimento no Tesouro Direto é o Tesouro Prefixado, que oferece rentabilidade já conhecida no momento do investimento. Não importa o que ocorra com a taxa de juros ou com a inflação no período em que o dinheiro permanecer investido, você já sabe o quanto obterá de rendimento no momento em que aplica o seu capital.

Se no instante da compra a taxa oferecida pelo Tesouro for de 8%, por exemplo, em qualquer momento que você decidir vender sua aplicação, receberá o quanto investiu mais essa porcentagem sobre ele. É interessante saber que essa taxa é estabelecida de acordo com a Selic, por isso, se ela estiver em alta quando você for iniciar o seu investimento, maior será o rendimento. 

 

2. CDB

Partindo para o lado das instituições financeiras, uma modalidade muito conhecida pelos brasileiros é o CDB, que possui sua rentabilidade ligada à variação do CDI – títulos emitidos entre instituições financeiras e de negociação exclusiva entre os bancos. O rendimento também dependerá das quantias investidas e do prazo combinado com o banco.

Esse investimento possui um risco maior se for realizado em bancos de menor estrutura, mas tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e, em caso de quebra do banco que o ofertou, garante até R$ 250 mil por investidor.

Na prática, o CDB é um investimento de baixo risco, dadas suas garantias oferecidas para os investidores, por isso costuma atrair os mais conservadores e com menos propensão a riscos de perda.

 

3. Fundos de investimento

Os fundos de investimento são oferecidos pelas instituições bancárias há muitos anos. Eles são um meio para que grupos de pessoas invistam em diversos produtos, com receitas e despesas divididas, uma vez que cada um possui uma quantidade de cotas.

O que deve ser lembrado é que o fundo é gerenciado por um administrador, que toma as decisões de compra e venda dentro de uma seleção pré-determinada. Por isso, é importante considerar a taxa cobrada por ele, que incide sobre todo o valor investido e não apenas sobre os rendimentos obtidos. No geral, os investimentos de baixo risco possuem taxas de administração altas.

 

4. LCA e LCI

Ainda seguindo a oferta pelas instituições financeiras, os investimentos de baixo risco podem ser oferecidos na forma de LCA e LCI. Quando o investidor compra uma letra deste tipo, empresta dinheiro ao banco, que por sua vez o empresta em linhas de crédito do agronegócio ou imobiliário, respectivamente.

Diferentemente dos outros apresentados, eles não possuem a incidência do imposto de renda para os investidores, desde que a aplicação seja feita por pessoa física. A rentabilidade também é atrelada ao CDI, mas, por não ter imposto de renda, a taxa costuma ser menor do que a oferecida no CDB.  

Os dois oferecem as mesmas garantias aos investidores (comprometimento do pagamento do banco) e a cobertura pelo FGC, que garante até R$ 250 mil por investidor em caso de quebra do banco.

 

Os investimentos de baixo risco concentram grande parcela das economias da população e podem estar direcionados tanto para títulos públicos como para títulos privados. O ideal é que você conheça bem o banco emissor, no caso de um título privado, e identifique as características dos títulos públicos, no caso dos emitidos pelo governo federal.

Mesmo com pouco dinheiro, você pode investir! Basta apenas a decisão de começar. Então, deixe o medo de lado e use as nossas dicas para escolher aquele investimento que mais tem a ver com você!

 

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Comentários

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One Comment

  1. Excelente! Tirou muitas dúvidas!

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