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Prepare-se para chegar lá

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Por Isabella Mello

Conhecer o mundo todo, pagar o aluguel em dia, terminar a faculdade, comprar uma bike nova, fugir das dívidas… Confesso que costumava empurrar tudo isso com a barriga, ia levando as coisas como estavam e não me preocupava tanto em fazer as contas. Mas, quando percebi que terminaria o mês no vermelho, veio a pergunta: “e agora?”.  

A resposta para isso era uma só. Precisava organizar as minhas finanças para poder alcançar os meus objetivos.

Tá bom, a essa conclusão foi bem fácil de chegar, mas o grande desafio seria como colocá-la em prática. Sabia que alguns amigos costumavam anotar gasto por gasto e tentavam fazer as contas todos os dias. Outros tinham o costume de já planejar ao máximo cada centavo logo no início do mês. Em qual deles eu deveria me inspirar? O que aprendi é que não existe um trajeto certeiro com garantia de sucesso. Para cada pessoa, um caminho diferente pode ser o melhor. E hoje, para dar continuidade aos posts da Semana Nacional de Educação Financeira (ENEF), vou apresentar dois deles.

Eu decidi adotar a técnica bottom up, ou seja, “de baixo pra cima”. Percebi que o que funciona para mim é estipular um valor máximo de gastos para cada categoria e, assim, chegar à quantia total que eu poderia gastar em um mês.

Como qualquer outra, essa estratégia requer alguns cuidados. Eu amaria separar R$ 1.000 para usar só em restaurantes, mas sobraria muito pouco para gastar com o que é realmente necessário, como aluguel, conta de água e convênio médico. Então não adianta simplesmente seguir a vontade, certo? O segredo é analisar as despesas principais dos meses anteriores e, de acordo com isso, fazer uma divisão que tenha sentido.

Seguindo a regrinha do 50-15-35, primeiro estipulei um valor máximo para os gastos básicos e, então, consegui decidir quanto poderia investir e usar com despesas extras por mês. Mas a organização não para por aí! Vale ainda separar os gastos de cada um desses 3 grupos em categorias menores, como mercado, lazer e saúde.

Se você também optou por se organizar com o bottom up, tem uma coisa que é indispensável: não deixe de somar todas as categorias de gastos para garantir que o total cabe tranquilamente no seu bolso. Senão, você corre o risco de separar maravilhosamente cada centavo, mas, no fim, não ter saído do lugar (ou pior: ter se atrapalhado ainda mais).

Essa estratégia é bem detalhada, mas pode não servir para todos os casos. Quem vai viajar em dezembro, por exemplo, provavelmente terá mais gastos extras nos meses próximos e, por isso, não poderá seguir normalmente o planejamento de costume. Para essas pessoas, a técnica top down (“de cima pra baixo”) pode ser uma boa!

Com ela, você primeiro decide quanto quer gastar por mês no total e, só depois, começa a separar as categorias. Se estiver disposto a aumentar os gastos enquanto estiver pagando as parcelas da viagem, é só aumentar a despesa total estipulada. Se não, já sabe que tem que mexer nas proporções entre os grupos.

 

Cada um desses caminhos tem as suas vantagens (e, às vezes, seus obstáculos), mas os dois chegam ao mesmo destino. Basta decidir qual paisagem você prefere!  

 

Leia também os outros textos da Semana ENEF: 

+ Eu tenho um sonho…

+ Por que eu deveria organizar as minhas finanças?

+ O poder da multiplicação

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