O dia em que eu quebrei meu cartão de crédito

perigo fogo

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Por Isabella Mello

O título do texto já dá um spoiler do que eu passei – e que muitos, com certeza, já enfrentaram também. Acho que é bem comum se empolgar com o primeiro salário. Você vê aquele dinheiro entrando na conta como se fosse o que faltava para ter tudo o que sempre sonhou. São tantas opções e desejos que você não sabe nem por onde começar… E, então, gasta com tudo o que aparecer pela frente.

Foi exatamente essa brilhante ideia que eu tive. Por alguns meses, pagava meus gastos básicos e depois já me preparava para torrar todo o resto. Afinal, reserva de emergência pra quê??? (contém ironia, tá?).

O que eu esquecia de considerar é que, às vezes, parcelava algumas compras. Como não tinha o costume de planejar as minhas finanças, no mês seguinte nem lembrava mais que uma parte da renda já estava comprometida e, sem nenhuma dificuldade, fazia ela sair da minha conta bem rapidinho. O resultado? Não conseguia mais pagar toda a dívida do cartão de crédito e comecei a sentir o peso dos juros bancários.

As taxas foram acumulando e a dívida crescendo. Como num passe de mágica, tudo se multiplicava – inclusive o meu desespero. A melhor solução que eu encontrei foi quebrar meu cartão. Ufa! Sentia como se essa fosse a decisão que resolveria toda a minha situação financeira. Mas não seria tão fácil assim, né? Claro que não ter mais o cartão de crédito me ajudou a não criar novas dívidas, mas quebrá-lo não resolveu as minhas pendências. Era preciso fazer muito mais – e para finalizar a série de posts da Semana ENEF, vou compartilhar o passo a passo que segui para dar a volta por cima!  

Adotar um planejamento financeiro foi o primeiro passo para tomar as rédeas do meu orçamento. Sabendo quais eram, de fato, os meus gastos necessários, consegui decidir onde economizaria e quanto poderia ser utilizado por mês para pagar a dívida.

Mas com os juros altos que eram cobrados, sair dessa bola de neve sem uma ajudinha seria bem difícil. Então, optei por pedir um empréstimo pessoal com taxas menores. Assim, com esse dinheiro em mãos, deu para negociar com o banco um descontinho e quitar toda a dívida de uma vez só. Agora, tinha um crédito que cabia no meu bolso – e que, mesmo assim, merecia toda a atenção e cuidado para ser pago no dia certo!

Minha mãe sempre dizia que de cada situação tiramos um aprendizado. E nesta, sem dúvidas, entendi a importância de um bom planejamento financeiro! Entender a renda, as prioridades, quanto precisamos guardar por mês e, ainda, os sinais de que a nossa saúde financeira não vai tão bem é fundamental para agir por precaução e impedir que uma dívida tire o nosso sono.

 

Leia também os outros textos da Semana ENEF: 

+ O poder da multiplicação

+ Prepare-se para chegar lá

+ Eu tenho um sonho…

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