Entenda as diferenças entre CDB e CDI

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Por Guilherme Campos

Já consegue gastar menos do que ganha e pretende multiplicar o dinheiro guardado? E se isso acontecesse numa velocidade maior? Melhor ainda! Pra isso acontecer, a solução nem sempre é seguir a receita dos mais antigos e apostar tudo na caderneta de poupança. Hoje, nossa conversa é sobre CDb e CDI, ou melhor, sobre suas diferenças.

Tudo bem, a opção mais famosa entre os brasileiros não cobra Imposto de Renda ou taxas de manutenção. Ah, e o dinheiro colocado lá pode ser retirado a qualquer momento. Mas o rendimento está longe de ser dos melhores. Em 2018, por exemplo, a poupança rendeu 4,62% e foi superada por opções também consideradas seguras.

Partindo pras opções conservadoras, entre janeiro e dezembro de 2018, o CDB rendeu 6,06% e os Fundos DI, 6,25%. Os ganhos, nos dois casos, já com os descontos das taxas e dos impostos.

A conta que ninguém te conta!
18% dos usuários do Guiabolso têm algum tipo de investimento. E só 20% dos investimentos mapeados pelo aplicativo são de CDBs. Uma forma de multiplicar o dinheiro guardado é aplicando bem a grana e com regularidade. O Guiabolso pode te ajudar nisso. Quanto mais você acessa, mais ele te entende e te dá dicas valiosas, sempre levando em conta o perfil e as preferências pra aquele momento.

CDB. O que é? Como funciona?

Sigla de Certificado de Depósito Bancário (CDB), o nome parece complicado, mas o CDB seria uma espécie de empréstimo que o cliente faz pro banco. A instituição recebe dinheiro e o usa pra emprestar a outras pessoas. O combinado com você que investiu é devolver o dinheiro acrescido de um adicional, os juros. 

Em algumas situações, o banco e o cliente negociam uma porcentagem de remuneração que vai ser fixa e valer por todo o período acertado, tipo 10% ao ano. Isso se chama investimento prefixado. 

Outra possibilidade é a do CDB pós-fixado. Por investir, o cliente vai receber o equivalente a uma taxa escolhida como referência. Pode ser um índice de inflação, mas a mais comum costuma ser o CDI, Certificado de Depósito Interbancário (uma espécie de empréstimo entre bancos). Então, nesse caso, você verá ofertas como a de CDBs que pagam 110% do CDI. Se o CDI for de 7% num ano, isso significa que a rentabilidade será de 7,7% (ou 110% da taxa de 7%).

O CDI é fixo? Que cuidados preciso tomar?

Diariamente os bancos fazem uma série de transações entre eles. São saques, depósitos e transferências e pode acontecer de um fechar o dia com saldo no vermelho e o outro no azul. E quando é preciso repor esses buracos um acaba ajudando o outro. Os empréstimos entre os bancos (CDIs) são de prazo muito curto e, por esse motivo, eles adotam juros específicos para essas operações. Normalmente essas taxas valem naquele dia, no outro o valor já vai ser diferente.

O CDI em si não é um investimento disponível pra pessoa física, mas costuma ser usado pelos bancos para remunerar o CDB pós fixado e o percentual pago varia de empresa para empresa. O CDI também é uma das principais formas de remuneração usadas pelos Fundos DI. Se ficou curioso pra saber quanto é a taxa consulte o site da Cetip, instituição responsável por calculá-la.

Aqui temos duas dicas se resolver investir em renda fixa. A primeira é ficar de olho na taxa de administração cobradas nos fundos. Outra dica importante é prestar atenção se o CDB é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Isso garante o dinheiro de volta pro cliente se o banco responsável pelo investimento quebrar. O problema é que o limite garantido por esse fundo é de R$ 250 mil por CPF, por instituição. Também tem um teto de R$ 1 milhão. Ou seja, a pessoa pode ter R$ 250 mil em quatro bancos totalizando R$ 1 milhão. Se investir mais R$ 250 mil em outra instituição e os cinco bancos quebrarem, ela receberá R$ 1 milhão e terá perdido R$ 250 mil.

Leia mais:

+ Como a renda fixa é afetada pela Taxa Selic

+ O que é CDB e como investir? Entenda em 4 passos


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