O Imposto de Renda vem aí: se prepare pra declaração

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Por Guilherme Campos  

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Se engana quem pensa que 2018 já é coisa do passado. No calendário já viramos a página faz tempo, mas não é bem assim pra Receita Federal. E se janeiro é conhecido pelo IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, março e abril podem ser sinônimos de Imposto de Renda.

Neste ano o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda ficou um pouco menor. As pessoas físicas, como eu e você, podem começar a prestar contas dos ganhos e despesas em 2018 no dia 7 de março. O prazo termina em 30 de abril.

Mas o que é esse imposto e pra onde vai toda essa grana?

O Imposto de Renda é uma espécie de taxa que o governo cobra de todos os rendimentos das pessoas. Você já deve ter notado uma diferença entre o salário que a empresa te paga e o que realmente vai pro seu bolso. Normalmente aparecem alguns descontos, como este valor do imposto que é repassado pro governo.

A porcentagem do imposto cobrado varia entre 7,5% e 27,5% e depende da faixa de renda da pessoa.

Faixa de salário mensalTaxa cobrada 
Até R$ 1.903,98isento
entre R$ 1.903,98 e R$ 2.826,657,5%
entre R$ 2.826,65 e R$ 3.751,0515%
entre R$ 3.751,05 e R$ 4.664,6822,5%
Acima de R$ 4.664,6827,5%

A grana do Imposto de Renda vai pros governos municipal, estadual e federal tirarem projetos do papel e cobrirem parte dos gastos com obras e com o salário dos servidores.

O que acontece é que nem sempre o governo cobra tudo o que deveria na folha de pagamento. às vezes a pessoa tem um segundo emprego ou bicos, o que eleva a renda dela e faz com que ela caia em outra faixa de imposto. Essa diferença do imposto é cobrada justamente na declaração anual. O contrário também pode acontecer: o governo pode ter de te devolver algum valor.

A conta que ninguém te conta!
Tem várias despesas que podem ser declaradas e diminuir o valor a pagar pra Receita ou mesmo aumentar a restituição. Escolas e médicos são algumas. Se não lembra como andou gastando ao longo de 2018, entra lá no app e confere seu histórico. O Guiabolso anota tudo por favor depois que você conecta suas contas bancárias e ainda categoriza os gastos automaticamente.

E quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2019?

  • Quem ganhou acima de R$ 28.559,70 ao longo de 2018
  • Quem teve ganhos acima de R$ 40 mil em 2018, formado por valores livres de impostos ou que só podiam sofrer descontos direto na fonte (como indenização trabalhista ou rendimento da poupança).
  • Donos de imóveis ou terrenos avaliados em mais de R$ 300 mil.
  • Quem investiu na Bolsa de Valores
  • Trabalhador rural com renda bruta anual de mais de R$ 140 mil em 2018.

Se você entregar a declaração depois do prazo vai ter que pagar uma multa pelo atraso. Os valores começam em R$ 165,74 e vão até o limite de 20% do imposto que deveria ser pago.

A Receita antecipou duas novidades das regras do Imposto de Renda deste ano.

1) Agora é obrigatório informar o CPF de todos os dependentes. No ano passado, a regra valia pras crianças com 8 anos ou mais.
2) Ao declarar um imóvel vai ser preciso informar o endereço, o número de matrícula, IPTU e data de aquisição. Se for um veículo tenho que informar o Renavam.

Enquanto o prazo pra prestar contas não começa, você já pode ir separando os materiais que vão ser usados na declaração. Lembre-se, ao entregar o Imposto de Renda nos primeiros dias do prazo aumento as chances de estar nas primeiras listas de restituição (se estiver entre os que vão receber alguma grana de volta e não tiver nenhum problema ou falha no que mandei). O primeiro lote está previsto pra 17 de junho. Ao todo são sete datas, uma por mês, que vão se estender até 16 de dezembro.

E pra te ajudar, aí vai uma lista dos principais documentos que você já pode correr atrás:

  • Cópia da declaração de Imposto de Renda de 2018
  • Informes de rendimento das fontes de pagamento (por exemplo, a empresa que você trabalha. Elas tem até o dia 28 de fevereiro pra fazer isso)
  • Informes de rendimento financeiros (entregues pelos bancos)
  • Recibos ou carnês de pagamento de despesas escolares no meu nome ou no nome dos meus dependentes (a mesma regra vale pros gastos com saúde)

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