Quanto custa financiar uma casa nos bancos

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Por Guilherme Campos

Provavelmente a casa própria está entre os 3 itens mais desejados da maioria dos brasileiros. O problema é que os efeitos da crise econômica, que insiste em não passar, dificultam a missão de boa parte dos que se interessam em ter um cantinho pra chamar de seu.

Já imaginou o tempo que levaria pra guardar e multiplicar a grana suficiente pra comprar a casa ou o apartamento dos sonhos? Diante dessa oportunidade os bancos não fizeram por menos. Em troca de acelerar o relógio pra te colocar no imóvel bem antes do imaginado eles chamam a turma do Boletinho pra conversa. Isso mesmo, lá vem jurinho e taxinha pra cima do seu bolso.

O raciocínio é simples. Você escolhe um imóvel. O banco paga integralmente o valor que o vendedor pede e te transfere a propriedade. A partir daí é contigo – é só devolver tudo (ou um pouco mais) pro banco. Em alguns casos ele paga um imóvel e ganha 2 ou 2,5 no lugar. A devolução acontece em etapas.

Primeiro vem uma entrada seguida de prestações mensais que incluem o valor que pegou emprestado somado a juros, taxas e seguros. O tempo de pagamento varia de banco pra banco, mas pode chegar aos 35 anos, lá na Caixa Economica Federal.

E como o banco calcula quanto vai ser devolvido?

Antes de qualquer coisa: os bancos não financiam o valor integral do imóvel escolhido. Geralmente o teto liberado por eles é de 80%.

O valor das parcelas diminui com o passar dos meses. Isso acontece porque o cálculo leva em conta quanto da dívida total já foi descontada nas outras mensalidades. O contrato ainda prevê um reajuste das prestações a cada período de tempo, o normal são 12 meses.

A tendência é do banco usar como parâmetro a chamada Taxa Referencial. Essa taxa é considerada um indicador geral da economia no Brasil e também entra no cálculo do rendimento da poupança.

Os bancos ainda costumam impor condições antes liberar o financiamento dos imóveis.

  1. o cliente precisa ser maior de 18 anos
  2. tem que comprovar ter meios suficientes pra pagar as parcelas assumidas
  3. e não pode estar com o nome sujo 

E a taxa aplicada pelos bancos ainda pode ser de dois tipos. A pré ou a pós fixada. A pré vai ser estabelecida antes e o cliente vai saber exatamente quanto vai pagar em cada período. Já a pós está sujeita a variação de algum indicador, geralmente o índice de inflação.

Cuidado durante o caminho

Se já é bem difícil tentar projetar a situação do país no final deste ano, imagina daqui 2 ou 3 décadas. 30 anos atrás o Brasil vivia o auge da hiperinflação. Imagina ter um contrato que previa reajustes conforme a variação dos preços? Em algum momento a prestação ia ficar absurdamente cara. Impagável, talvez.

Pensando em tudo isso, o ideal é refletir bastante antes de bater o martelo sobre o financiamento. Outra dica muito importante é pesquisar sempre. Abuse da internet e dos simuladores dos bancos. Tente negociar com o gerente e usar em seu favor o histórico de bom pagador. A gente te ajuda nessa missão. Vai lá e teste as opções que os principais bancos oferecem. Não é @Banco do Brasil, Bradesco, Caixa EconômicaItau, Santander. Ah, incluimos o Inter nesta lista também.

A conta que ninguém te conta
Lá na aba Guia, nós do Guiabolso te conhecemos, de fato. Além de fazer um raio X do seu bolso, cada vez mais personalizamos as informações e as dicas do que mais faz sentido naquele momento. Pode ser uma opção de empréstimo ou um investimento pra multiplicar a graninha a mais que está sobrando todo mês. Com ela dá até pra pagar uma fatia maior da dívida do financiamento.

Taxa média cobrada em cada banco

O cálculo da taxa vai depender do valor de entrada, do total financiado e do período de pagamento definido pelo cliente. Mesmo assim, o Banco Central atualizou em maio de 2019 o valor médio cobrado pelas principais instituições financeiras no financiamento imobiliário (com taxas de mercado).

InstituiçãoJuros ao mês em (%)Juros ao ano em (%)
Banco do Brasil0,779,58
Bradesco0,728,96
Caixa0,8811,09
Itau0,698,56
Santander0,718,88
Inter0,8110,13

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Outro aliado na busca pela casa própria é o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Ele funciona como uma espécie de reserva que pode ser usada em situações específicas. Todo mês a empresa que tem funcionários com carteira de trabalho assinada precisa depositar um percentual do valor do salário dele. Essa grana vai sendo armazenada em uma conta.

E em alguns momentos o valor pode ser liberado pro funcionário. Muita gente usa esse dinheiro pra dar entrada no imóvel, ou de tempos em tempos renegociar o valor total que ela deve ao banco. Assim ela consegue diminuir o valor das parcelas ou o tempo total pra quitar toda a dívida.

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