5 investimentos financeiros que você precisa conhecer

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Muitas pessoas têm o desejo de investir, sair da tradicional caderneta de poupança, mas não fazem a mínima ideia de como começar ou qual modalidade é a mais adequada. Ter esse tipo de dúvida é perfeitamente normal e muito válida, visto que o ideal é pesquisar bastante antes de fazer um investimento.
Para te ajudar, vamos falar de cinco tipos de investimentos financeiros, as vantagens que eles apresentam e a qual perfil de investidor eles atendem melhor.

1. Certificado de Depósito Bancário

O CDB, como é mais conhecido, é um dos milhares de investimentos financeiros de renda fixa. Ou seja, é o título que já oferece ao investidor a informação de qual será o rendimento total até o fim da aplicação. Nesse caso, é como se o investidor emprestasse dinheiro ao banco, que o devolve depois de um período, com o acréscimo de juros.
Ele é tão seguro quanto a poupança (de baixo risco) e possui garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que, em caso de quebra do banco, devolve até R$ 250 mil ao investidor. No entanto, os rendimentos que ele oferece são maiores do que os da poupança. Para começar a investir nessa modalidade, em geral é preciso possuir no mínimo R$ 1 mil, que costuma ser o valor mínimo para investimento. No CDB, diferentemente da poupança, há cobrança de Imposto de Renda de acordo com o tempo do investimento. Confira a tabela:

Resgate IR
Até 6 meses 22,50%
De 6 meses a 1 ano 20%
De 1 ano a 2 anos 17,50%
Acima de 2 anos 15%

2. Previdência privada

Muita gente não sabe, mas a previdência privada também pode ser considerada como um investimento, visto que é uma forma de poupar dinheiro para o futuro. Porém, a rentabilidade varia de acordo com o investimento que é feito. Ainda assim, os ganhos podem ser bem superiores ao da caderneta de poupança.
Na hora de escolher o plano, fique atento à taxa de administração e à taxa de carregamento cobradas. Elas impactam muito na rentabilidade do fundo. O ideal é batalhar por um plano que seja isento de taxa de carregamento, uma tarifa cobrada logo na entrada do plano. Se a taxa é de 4%, por exemplo, a cada R$ 100 investidos, na verdade, você estará aplicando apenas R$ 96.
A previdência privada é uma forma de investimento segura. Contudo, vale ressaltar que alguns contratos impedem que o dinheiro seja retirado antes de um período.

3. Tesouro Selic

Até pouco tempo atrás, esse investimento era conhecido como LTF (Letra Financeira do Tesouro). Trata-se de um título público que pode ser comprado na plataforma do Tesouro Direto. Neste investimento, você estará emprestando dinheiro ao governo, que te devolverá a quantia depois de alguns meses ou anos, acrescida de juros. Mesmo sendo um título público, o risco é baixíssimo, visto que, na pior das hipóteses, o governo emite mais dinheiro para honrar os compromissos.
A remuneração é superior à da poupança, visto que o pagamento é feito de acordo com a taxa Selic, que atualmente está no patamar de 14% ao ano. A diferença é que há cobrança de Imposto de Renda, de acordo com o tempo de investimento. Se você resgatar em 6 meses, o IR é de 22,55% sobre o rendimento do período. Entre 6 meses e 1 ano, o imposto cai para 20%. Caso o resgate ocorra entre 1 ano e 2 anos, o IR é de 20%. Já se ocorrer após 2 anos, o IR é de 15%.

4. Letras de câmbio

As letras de câmbio são parecidas com o CDB. Possuem o mesmo risco (baixo), visto que também são garantidas pelo FGC em até R$ 250 mil. Porém, os rendimentos podem ser superiores por serem títulos de financeiras, instituições menores que os bancos.
Ao contrário do que o nome sugere, esse investimento financeiro não tem relação com moedas internacionais. Trata-se de títulos emitidos por financeiras, que são repassados ao investidor, em troca de uma remuneração.
Contudo, para obter a rentabilidade desejada, é preciso respeitar o prazo para a retirada do dinheiro. Além disso, esse investimento sofre incidência do Imposto de Renda, nos mesmos porcentuais que o CDB.

5. Ações

A aplicação em ações é uma modalidade de investimento financeiro muito conhecida. Porém, ela é ideal para investidores que possuem perfil agressivo. Ou seja, aqueles que aceitam correr grandes riscos em troca de alta rentabilidade.
Elas são emitidas por empresas — de sociedade anônima — e o investidor que as adquire tem o status de sócio. As ações são negociadas através de uma corretora, que faz a intermediação entre a empresa e o investidor.
No mercado acionário, o investidor pode ganhar de duas formas: 1) variação do preço da ação; 2) recebimento de bonificações, como dividendos (uma parte do luro que é distribuída entre os acionistas).
Como podemos ver, existem diversos tipos de investimento, que, em suas variações, atendem aos diversos tipos de investidores, que vão desde os mais conservadores, aos mais agressivos, levando em consideração o risco que se deseja correr e a rentabilidade esperada.
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2 Comments

  1. Muito legal!
    Sempre quis entender um pouco melhor sobre letras(do tesouro e de câmbio).
    A forma como é cobrado o imposto do CDB também ficou muito bem explicada!
    Kudos!

  2. Ainda tenho dúvidas sobre como e onde começar a investir, mas com essas dicas já consegui ter uma ideia de onde posso começar.
    Muito obrigado Equipe GuiaBolso.

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