Com o contágio do coronavírus na economia, o que prestar atenção na hora de investir?

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As últimas semanas de março não têm sido fáceis para o investidor no mundo e não foi diferente para o brasileiro. O aumento da disseminação e preocupação com o coronavírus provocou perdas tanto para a renda variável quanto para a renda fixa. Além das constantes quedas da Bolsa de Valores de São Paulo (alguma acima de 10%, o que levaram à paralisação dos negócios, o chamado circuit breaker), no Brasil os juros básicos da economia, que já vinham caindo, voltaram a ter queda. Agora, a Selic está em 3,75% ao ano, o menor nível da história. 

Apesar de a incerteza quanto à economia ser grande, esse é o momento de fazer a reserva de emergência ou mesmo de aumentá-la, caso você já possua a sua. Mesmo que você já possua a sua reserva, a liquidez do investimento deveria ser algo fundamental neste momento. O Guiabolso reuniu abaixo este e outros itens que merecem sua atenção na hora de investir em situações de crise. 

Liquidez

Como ninguém sabe a extensão da crise atual, é indicado colocar boa parte dos investimentos em opções líquidas, como contas correntes com remuneração diária, CDBs com resgate diário, Tesouro Direto Selic e fundos DI sem taxa de administração. 

Tais aplicações permitem que você saque o dinheiro a qualquer momento. Apesar de estarem rendendo pouco devido à baixa taxa de juros, esses investimentos são interessantes sobretudo para a reserva de emergência, que neste momento deveria ser aumentada.

Prazo

É fundamental que a pessoa entenda como serão seus próximos meses e defina quando precisará de dinheiro. Há investimentos que possuem uma carência para resgate. Quando o investimento tem um prazo para o resgate é interessante casar essa data com o período no qual precisará de dinheiro. 

Além disso, fique de olho no vencimento do título de renda fixa. Há desde opções que vencem em um ano até aquelas que te pagam o dinheiro de volta em algumas décadas.

Tamanho da reserva de emergência

É indicado que a pessoa tenha uma reserva de emergência cujo o valor seja equivalente a seis meses de gastos, mas em épocas de crise este tamanho pode ser ampliado para algo como nove meses pelo menos.

Antes de investir em opções mais arriscadas ou menos líquidas (aquelas que você não pode sacar a qualquer momento), avalie se o tamanho da sua reserva de emergência já é o suficiente para momentos turbulentos e inusitados, como uma perda de renda.

Análises dos setores

Se resolver investir em ações, dado que o mercado caiu bastante, se certifique de escolher setores e empresas dos quais entenda. A crise afetará a economia de diferentes maneiras. É interessante conversar com analistas que cobrem o setor há muito tempo e acompanhar seus relatórios. 

As corretoras têm feito muitas transmissões ao vivo para analisar o mercado. Procure se inteirar se a sua irá fazer alguma live ou tem algum canal aberto de conversa. 

Diversificação

Às vezes, o investidor possui mais de uma aplicação na carteira, mas com características muito parecidas. Possui vários CDBs, mas todos são de bancos médios, por exemplo.

Neste momento, é interessante diversificar um pouco os ovos da cesta. Isso faz com que caso um investimento diminua a rentabilidade ou até registre perdas isso possa ser compensado com outra aplicação, com características diferentes. 

E se você ficou com dúvidas sobre como formar a reserva de emergência, recomendamos que você leia o post que fala sobre isso.

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