Como é cobrado o juro do empréstimo pessoal?

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Na hora em que falta dinheiro para realizar um sonho ou pagar as contas, o empréstimo pessoal cai como uma luva. Afinal, é um crédito com taxa de juros menor que opções caras como cheque especial e rotativo do cartão de crédito e mais transparente: você sabe exatamente a taxa de juros e o Custo Efetivo Total (CET) da operação.  

Mas hoje a nossa conversa é sobre este primeiro valor: como é cobrado o juro do empréstimo pessoal? Antes de tudo, vale lembrar que existem duas maneiras de calcular os juros. Há os juros simples, cujo cálculo envolve apenas uma multiplicação, mas também os juros compostos, que aumentam a uma taxa maior pois são calculados sobre o valor emprestado mais os juros dos meses anteriores. Já explicamos a diferença no cálculo entre os juros simples e  compostos neste outro post.

Os juros do empréstimo pessoal são compostos, mas calculados de uma terceira maneira, pelo sistema de parcelas. Em “financeirês”, é a famosa fórmula do PMT. Mas antes de explicá-la, vamos entender tudo o que vai dentro dela.

Como é cobrado o juro do empréstimo pessoal?

O PMT, resultado final depois do cálculo, é a parcela que você irá pagar no seu empréstimo. Uma das vantagens do empréstimo pessoal, inclusive, é ter essa parcela fixa, não ocasionando surpresas para o consumidor.

O i é o CET, o custo final do empréstimo. Para facilitar, vamos considerar que neste exemplo é de 5% ao mês.

O PV é o valor presente, ou seja, quanto você está pegando emprestado. No exemplo, vamos considerar  uma pessoa que pegou R$ 1 mil.

Por fim, há ainda o n, que significa o número de parcelas que você terá. Por exemplo, vamos supor que o empréstimo será pago em um ano, ou seja, em 12 vezes.

Entenda a fórmula do PMT

Agora vamos à fórmula do PMT para entender como é cobrado o juro do empréstimo pessoal, mas não se assuste. São todos cálculos possíveis de serem feitos em calculadora ou em Excel. Além disso, temos uma dica bônus do simulador do Guiabolso que já calcula tudo isso para você.

pmt=PV*{\frac  {(1+i)^{n}*i}{(1+i)^{n}-1}}

Traduzindo, o PMT (parcelas mensais do empréstimo) vai ser igual ao PV (valor emprestado no início do contrato) vezes um valor.

Este valor, por sua vez, é uma divisão. Na parte de cima, 1+i elevado a n (um mais o Custo Efetivo Total, tudo isso elevado ao número de parcelas) vezes o i (Custo Efetivo Total).

Na parcela de baixo, o cálculo é de 1+i elevado a n (um mais o Custo Efetivo Total, tudo isso elevado ao número de parcelas) menos 1.

No cálculo do Excel, a fórmula ficaria assim:

=PMT*(((1+i)^n)*i)/((1+i)^n-1)

Ou substituindo pelos números do exemplo:

=1200(((1+0,05)^12)0,05)/((1+0,05)^12-1)

No exemplo, a parcela seria de R$ 135,39 ao mês. Portanto, todos os meses você pagaria isso no seu empréstimo, sendo R$ 100 do valor inicial emprestados mais R$ 35,39 de juros.

Dica bônus: simule e planeje seu empréstimo

No aplicativo Guiabolso, é possível simular o empréstimo antes de contratá-lo. Em resumo, basta ir à aba “Empréstimo” e colocar o valor que pretende tomar emprestado de um dos nossos parceiros e o prazo de pagamento. Em seguida, o simulador te mostra o valor exato das parcelas mensais. Também é possível fazer a simulação pelo site.

Além disso, a plataforma permite ainda que você faça o planejamento em todos os meses de quanto irá pagar na parcela. Se colocar estes e outros gastos no planejamento, fica mais fácil visualizar quanto sobrará no fim do mês ou se é preciso reduzir alguma outra despesa para dar conta da parcela.

O que interfere na taxa de juros?

O juro nada mais é do que a remuneração que você paga por ter conseguido o dinheiro emprestado. Ou seja, é o “ganho” do banco ou financeira por ter te emprestado o valor.

Sendo assim, muitas informações interferem na definição desse juro porque ele representa o risco que você tem de pagar (ou não) aquele empréstimo. Em suma, quanto mais arriscado for o seu perfil, maior será a taxa de juros.

Características como histórico de pagamento, renda, tipos de renda (é fixa ou muda conforme o mês), tipos de gastos, entre outras são levadas em consideração na hora de calcular a sua pontuação (score) e, consequentemente, o tamanho dos juros.

Para calcular o CET, o custo final que você pagará no empréstimo, entram ainda outras variáveis, como o próprio custo do banco na operação e impostos.

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