Como Elaborar um Plano de Investimento

Saber como elaborar um plano de investimentos vai permitir que saiba como começar a investir e fazer os melhores investimentos.

guiabolso

Publicado em 01/04/2021

Por The Capital Advisor

Saber como elaborar um plano de investimentos vai permitir que você saiba como começar a investir sem erro e fazer as melhores escolhas.

Quem elabora um plano realista de investimento dá um passo fundamental para pensar nas aplicações que mais se adequam às suas metas financeiras.

“Se você fizer as coisas pela metade,você será fracassado. Nós descobrimos neste mundo que o sucesso começa pela intenção da gente e tudo se determina pelo nosso espírito.” – Napoleão Hill

Imagine que você tem um plano de voo em mãos.

Para chegar ao seu destino final, você precisa definir a sua aeronave, a rota e também como e em quanto tempo realizará a travessia.

Com as suas finanças, a lógica não é diferente.

Você precisa ter definidos quais são os seus objetivos financeiros e os prazos para a realização dos mesmos, conhecer o seu perfil de investidor e como fará a distribuição de seu dinheiro entre renda fixa e renda variável.

Por exemplo: você pode pensar em uma estratégia específica para a sua aposentadoria.

Ela provavelmente vai acontecer no longo prazo – ou seja, em mais de 10 anos.

Um prazo maior permite que você pense em investir uma parte do seu dinheiro destinado para a aposentadoria em renda variável.

Assim, você poderá comprar ações de empresas que registram um bom crescimento.

Aqui eu já adianto para você uma regra:

As grandes fortunas são feitas com ações e nunca investindo apenas em renda fixa.

Com o passar do tempo, existem quatro dúvidas centrais para começar um plano de investimento.

Ressalto aqui: elas devem ser obrigatoriamente respondidas para que você também consiga montar o seu plano de investimento.

Quanto devo investir por mês?

Você já organizou as suas finanças pessoais e agora já pode definir o valor que vai investir regularmente todo mês.

Esse recurso pode ser R$ 100, R$ 500, R$ 1 mil, R$ 5 mil, etc.

Só você pode saber qual é o valor.

É muito importante que defina o quanto poderá investir mês a mês.

Para ajudar você a chegar ao número ideal, vale explicar qual é o valor mínimo para investir em renda fixa ou renda variável.

Quanto à renda fixa, é possível começar com menos de R$ 100 em títulos públicos, fundos e CDBs de bancos.

A alternativa mais rentável, simples e fácil para quem está começando a investir em renda fixa são os títulos públicos do Tesouro Direto.

Isso porque você pode comprar 1% do valor do título, respeitando o mínimo de R$ 30.

É, sem dúvida, um investimento baixo.

Quanto à renda variável, não existe um valor mínimo.

Esse é definido pelo preço de uma 1 ação no mercado. Existem ações que têm cotação abaixo de R$ 5.

Logo, a minha dica para quem vai investir diretamente em ações é dispor entre R$ 1 mil e R$ 3 mil.

Por que esses valores?

Porque vai depender do preço da corretagem que você vai pagar – e isso tem a ver com a corretora de valores escolhida.

Os valores de corretagem podem variar de R$ 5 até R$ 20 por ordem executada.

Na prática, quanto maior o valor investido, menor será o percentual da corretagem paga.

Tenha em mente agora que o custo de corretagem não pode passar de, no máximo, 0,5% do valor investido.

Uma forma de investir em ações com pouco dinheiro (R$ 100 por exemplo) é com fundos e clubes de investimentos.

A diferença entre o investimento direto e os fundos de ações e clubes é que, no segundo caso, alguém faz a gestão do dinheiro para você.

Por isso, você paga uma taxa de administração para o gestor, que geralmente varia entre 2% e 4% ao ano.

Outra maneira de começar a investir em ações com pouco dinheiro é com as ETFs, que são fundos passivos que replicam a carteira teórica de um índice, como o Ibovespa.

Hoje, é possível começar com menos de R$ 500.

Apesar de ser uma forma de começar com pouco recurso, você pode – e deve – migrar para ações individuais à medida que crescer sua carteira de investimentos.

O investimento direto é a forma mais eficiente de fazer o seu patrimônio aumentar no longo prazo.

DICA

Se você tem pouco dinheiro hoje, invista em títulos públicos.

Assim que juntar um bom volume de capital, migre para ações individuais.

Elas oferecem o melhor potencial para multiplicar o seu dinheiro ao longo do tempo.

Quanto tempo devo investir meu dinheiro?

O tempo é decisivo na hora de definir o investimento mais apropriado.

A quantidade de meses ou anos em que o dinheiro ficará aplicado vai influenciar na rentabilidade – e também na tributação.

O tempo varia de investidor para investidor e de objetivo financeiro para objetivo financeiro.

Ele pode ser de 6 meses, de 1 ano a 3 anos, 10 anos, 20 anos…

Será você o responsável por definir esse tempo de investimento.

E você fará isso de acordo com a sua meta financeira.

Que tipo de investimento vou colocar o meu dinheiro?

Basicamente você vai investir em renda fixa e renda variável.

São essas as modalidades que existem para que você aplique o seu dinheiro.

Assim, você poderá entender melhor os tipos de investimentos disponíveis para que o seu capital aumente com o passar dos anos.

À medida que você se aprofundar no assunto, verá que alguns investimentos parecem melhores do que outros.

Procure respeitar o seu perfil de investidor antes de escolher uma aplicação financeira.

O mercado de ações é mais atrativo do que a renda fixa porque oferece a chance de uma melhor rentabilidade.

Por outro lado, também possibilita maior risco de perda.

Se você não suportar as oscilações do mercado (volatilidade), o melhor que pode fazer é manter seu capital aplicado em papéis menos voláteis.

É responsabilidade de todo investidor aprender o mais cedo possível como investir em renda fixa e renda variável.

Qual será a alocação de ativos ideal?

Pois bem. Alocação de ativos pode soar como uma expressão do idioma turco para você…

Explicarei aqui o que significa.

Por alocação de ativos, entende-se o percentual de renda fixa e o de renda variável que você vai definir em sua carteira de investimentos.

Para ficar ainda mais claro: um número X vai para a renda fixa e um número Y para a renda variável.

Como X e Y podem ser qualquer número, selecionei 4 exemplos de carteiras de investimentos para ajudar você a montar a sua.

O primeiro exemplo de carteira de investimentos é recomendado para o investidor que está descobrindo o mercado financeiro.

Essa carteira pode ter 100% de capital em renda fixa – preferencialmente em títulos públicos do Tesouro Direto.

Com um plano de investimento assim, você aprenderia pouco a pouco sobre o mercado acionário.

Desde que você entenda o que está fazendo, são as ações que têm o potencial real para multiplicar o seu capital ao longo do tempo.

Os outros três exemplos de carteiras de investimentos que selecionei poderiam ser divididos da seguinte maneira:

  • Investidor Conservador: Composto por 70% em renda fixa e 30% em renda variável.
  • Investidor Moderado: Composta por 50% em renda fixa e 50% em renda variável.
  • Investidor Arrojado: Composto por 30% em renda fixa e 70% em renda variável.

DICA

Quanto mais agressiva a carteira, mais conhecimento e experiência o investidor precisa ter e maior é o potencial de fazer o seu capital crescer.

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