Como não cair em uma falsa diversificação de carteira de investimentos

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Por Yolanda Fordelone

Quantidade não é qualidade quando estamos falando de investimentos, pelo menos no quesito diversificação. Você já deve ter ouvido por aí que é indicado a pessoa ter mais de um investimento na carteira (e isso é verdade). O problema ocorre quando há uma falsa diversificação: o investidor escolhe aplicações de risco muito parecido, por exemplo.

Diversificar a carteira é importante justamente para garantir diferentes posições diante das incertezas e oportunidades do mercado. Se acontece uma crise, será que há investimentos que sofrem menos que outros? Se há um período de bonança, há aplicações que se destacam?

Caso você aplique em mais de um investimento as chances são maiores de conseguir minimizar perdas em momentos de crise como o atual, mas também de garantir que terá lucro em parte da carteira quando o cenário ficar positivo. E isso vale tanto para a renda variável (ações) quanto para a renda fixa.

Cuidados para não cair numa falsa diversificação de investimentos

E já que diversificar é tão importante, vamos às dicas para conseguir fazer isso com sucesso.

1- Não aplicar nos mesmos ativos

Pode parecer básico, mas sempre vale lembrar: aplicar em diversos fundos com nomes diferentes, mas que investem num mesmo tipo de ativo, é uma falsa diversificação. Fundos de renda fixa muito conservadores, por exemplo, podem ter a maior parte da carteira atrelada a títulos públicos. Assim, mesmo que você esteja investindo em mais de um fundo, na verdade, tem aplicações muito parecidas na carteira.

Isso também vale para ações, quando a pessoa aplica em um papel preferencial (PN) e ordinário (ON), por exemplo. Tudo bem, nestas ações há uma diferenciação no tamanho dos dividendos que o investidor recebe – as ações preferenciais possuem bônus maiores – , mas em relação a perspectiva da carteira, no fundo, a pessoa está correndo o mesmo risco e colherá as mesmas oportunidades.

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2 – Mudar o tipo de risco

Às vezes, a aplicação é até diferente uma da outra, mas ainda assim há uma falsa diversificação do investimento. Isso porquê o investidor possui ativos de risco muito similar. Isso ocorre, por exemplo, quando há na carteira várias aplicações de bancos médios que atuam num mesmo segmento. São empresas diferentes, mas o tipo de aplicação é muito similar.

3 – Apostar em diferentes prazos para diferentes planos

Você está aplicando dinheiro para que? Quer viajar no fim do ano ou se aposentar? É natural que comecemos a investir com um objetivo específico, mas conforme o tempo passa nossas metas aumentem. Você pode ter planos para o curto, médio e longo prazos, o que não pode é concentrar todos os vencimentos de investimentos numa mesma data se irá utilizar o dinheiro em épocas diferentes da vida.

4- Investimentos correlacionados

Mesmo tendo prazos diferentes, serem empresas diferentes e com risco que aparentemente não são os mesmos algumas aplicações têm o que em estatística se chama forte correlação.

A correlação é um indicador que varia de 1 (um positivo) a -1 (um negativo). Quanto mais próximo a um, mais idêntico é o comportamento de um ativo em relação a outro. Ou seja, se a ação sobe 10%, a outra ação deve subir na mesma proporção.

Já se a correlação se aproxima de -1, diminui o comportamento similar: se um ativo sobe 10%, o outro pode cair 10%.

É muito raro achar ativos com correlações perfeita (1 e -1). Ainda assim, para construir uma carteira de investimentos diversificada, é interessante observar esse indicador no caso de investidores mais seniores e selecionar opções com diferentes correlações.

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