Como‌ ‌se‌ ‌preparar‌ ‌para‌ ‌uma‌ ‌crise‌ ‌mais‌ ‌profunda?‌ ‌

crise_Mais_profunda

Por Guilherme Campos

Ainda é cedo para cravar por quanto tempo as medidas de combate ao coronavírus vão se estender pelo território brasileiro e pelo mundo. Mesmo assim, é importante estar preparado para enfrentar e, superar, qualquer que seja o cenário.

E para cumprir esse objetivo, uma medida interessante é se precaver para enfrentar a pior condição possível. Caso ela aconteça, já estaríamos prontos.

Pensando em estar com as finanças mais fortes neste momento, o Guiabolso preparou uma lista com 9 ações para te deixar mais resguardado caso a crise provocada pelo novo coronavírus seja grave e prolongada.

1 – Comece ou aumente a reserva de emergência

A maior parte dos especialistas recomenda que todas as pessoas tenham uma reserva de emergência com o saldo equivalente a 4 ou 6 meses do salário atual. O conselho ainda recomenda que esse dinheiro esteja aplicado em uma opção de investimento com bastante liquidez. Dessa forma, o dinheiro continua rendendo e você poderia sacá-lo sem muitos prejuízos e sem a necessidade de pedir com tanta antecedência assim.

Na preparação para um cenário sombrio do novo coronavírus, que tal ser mais precavido e ampliar o período de garantia da reserva? Um bom número de meses de salário poderia variar entre 9 meses e um ano, por exemplo.

2 – Viver com um estilo de vida um pouco abaixo do patamar atual

A opção seria um dos pontos de partida ou de alimentação da iniciativa de formar uma reserva financeira maior. Ao cumprir a proposta de diminuir o volume de despesas, como se estivesse ganhando menos todos os meses. A pessoa automaticamente já consegue economizar recursos que podem ser úteis caso a crise do novo coronavírus se torne ainda mais acentuada com o passar do tempo. 

Indicamos que neste momento você também tenha um controle de perto de como andam seus gastos.

3 – Conseguir um dinheiro extra se “livrando” de objetos que não estão sendo usados

Todo mundo tem em casa uma série de coisas que mais ocupam espaço do que realmente são uteis ou usadas com frequência considerável. Em tempos de crise como agora e de mais tempo em casa, porque não dedicar algumas horas para uma triagem.

Depois identificar essas roupas ou objetos subutilizados um caminho natural pode ser o de tentar vendê-los. O êxito nessa missão também pode ser uma fonte de dinheiro para aumentar a reserva de emergência. 

4 – Outros caminhos para conseguir uma renda extra

Já que estamos em um momento de trabalho remoto e portas de comércio e empresas fechadas, essa tarefa pode ser um pouco mais difícil. Menos pessoas nas ruas é sinônimo de queda nas oportunidades de explorar habilidades profissionais ou manuais. Da mesma forma, muitos lugares estão reduzindo jornadas de trabalho pensando em gastar menos com funcionários e, portanto, as oportunidades de trabalhos extras podem estar mais raras.

Mesmo assim, ainda existem outras possibilidades de renda extra. Um caminho é o de vender marmitas e se aproveitar da maior quantidade de pessoas em casa com o tempo comprometido com os afazeres do trabalho. Outra possibilidade seria a de se aventurar (tomando as medidas de segurança e proteção recomendadas) no segmento de entregas ou transporte de medicamentos e pessoas.

5 – Flexibilizando gastos – parte 1

Com as novidades decorrentes do avanço do Covid-19, muitas pessoas em casa e estabelecimentos comerciais e de serviços fechados, os tempos são de novas prioridades quando o assunto é despesa. Não deixe de cogitar o diálogo com credores e a possibilidade de renegociar contratos. A ideia pode ser aplicada no aluguel de uma casa ou espaço comercial e até mesmo no pagamento das mensalidades escolares e de outros cursos.

O argumento que pode ser usado é o de os tempos serem outros, estar tudo difícil para todo mundo e porque não, existir uma rede de mais compreensão entre todos, tentando evitar uma espécie efeito dominó em que o problema de um pode ser agravado pela inflexibilidade dos outros. Certamente o credor vai preferir ganhar menos que deixar de ganhar por não abrir mão de um centavo. 

6 – Flexibilizando gastos – parte 2

Além de renegociar despesas, outras ações podem ser simplesmente descartadas dos hábitos, mesmo que apenas durante o período de continuidade dos problemas do coronavírus. Cogite incluir nessa lista gastos tidos como supérfluos – a academia de ginástica, televisão por assinatura, acumular mais de um streaming de conteúdo para filmes e música e até mesmo alguns planos de telefonia.

 7 – Novas possibilidades para os investimentos

Todo mundo sabe que os juros estão baixos e o mercado financeiro bastante imprevisível. O cenário se traduz em ganhos mais modestos e aumento dos riscos caso se escolham opções como a Bolsa de Valores. Caso você não conheça profundamente o caminho escolhido e esteja confortável com a estratégia e os riscos implicados, leve em conta mudar os planos. Um caminho alternativo pode ser voltar os olhos para a reserva de emergência. Nesse caso, migrar parte das aplicações para uma opção com mais liquidez pode ser uma boa sacada. No pior dos casos, será mais fácil e rápido ter acesso ao dinheiro, além de ter menos descontos de impostos e taxas. 

8 – Fuja do crédito considerado caro

A possibilidade de consumir agora e pagar lá na frente não é de toda ruim desde que alguns cuidados sejam tomados. O primeiro é conciliar a dívida futura com as despesas recorrentes do mês. Afinal de nada adianta não gastar, mas se complicar mais lá na frente e rolar ladeira abaixo como uma bola de neve. O cenário pode ser ainda mais sombrio se o crédito usado for o cheque especial ou o cartão de crédito.

Por mais que o Banco Central e as autoridades tenham determinado uma redução nas tarifas do cheque especial, a taxa média cobrada ainda assusta. Principalmente se comparada com a Taxa Selic. A mesma preocupação pode ser aplicada ao cartão de crédito. Ambos são créditos caros. Portanto, nada de rolar a dívida para frente. Usou esse crédito, quite a fatura integral, mesmo que precise recorrer a um empréstimo pessoal para isso. 

9 – Pesquise preços e compare ofertas em caso de ter contratado crédito ou precisar dele

Caso tenha acabado de pegar um empréstimo, tente renegociar o prazo de pagamento para reduzir o volume de renda comprometido em cada mês. Abuse dos concorrentes para encontrar a melhor oferta possível, aquela que tem juros menores e condições mais favoráveis. E não se envergonhe em pedir a portabilidade do empréstimo, caso o gerente da instituição com quem fechou o contrato se recuse a cobrir eventuais ofertas melhores existentes. 

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