COVID-19: O que fazer se já tenho crédito contratado?

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Por Guilherme Campos

Não é segredo para ninguém que os efeitos do novo coronavírus estão alterando os rumos em todo o mundo e deixando os mercados financeiros instáveis. Por causa disso, existe o risco de se ganhar menos ao longo dos próximos meses e até desse ano. Mas e as pessoas que tem crédito recém contratado: o que fazer?

Negociar prazos

A palavra da vez é negociação. O ideal é sentar com a instituição que forneceu o empréstimo e renegociar a situação. Tente conversar para negociar o pagamento das próximas parcelas focando em tentar prolongar o pagamento das próximas parcelas.

Algumas instituições, inclusive, já estão cogitando planos de ajuda ou medidas para amenizar essa situação. Os grandes bancos, por exemplo, anunciaram uma espécie de congelamento de 60 dias no pagamento da parcela do empréstimo.  No caso do Guiabolso, há ofertas de empréstimo de alguns parceiros cujo pagamento começa em 60 dias.

Outro ponto passível de negociação é a extensão do contrato. Você pode tentar alongar o prazo do crédito. Quanto maior o período, menor devem ser as parcelas. Esse prolongamento pode fazer com que a parcela passe a caber no seu bolso.

Troque de empréstimo

Uma carta na manga que pode ser usada é aproveitar o grande número de instituições financeiras que oferecem empréstimos. É possível simular ofertas de crédito e já saber antes de qualquer assinatura o valor das parcelas, o prazo de pagamento, a taxa de juros e o Custo Efetivo total do empréstimo.

A concorrência pode trazer benefícios como parcelas menores e melhores condições de pagamento. Caso encontre uma situação mais favorável e a instituição em que você contratou o empréstimo não cubra a oferta, não pense duas vezes antes de preferir o que lhe for melhor. Da mesma forma que acontece com o sistema de telefonia ou de televisão por assinatura é possível fazer a mesma migração com os empréstimos bancários. 

O próprio Banco Central esclarece isso e faz algumas recomendações aos brasileiros que se encaixam nessa situação. Um detalhe importante: essa movimentação precisa ficar clara ao banco de origem para se evitar a cobrança de qualquer adicional ou tarifa extra pela realização desse movimento. 

No caso do Guiabolso, o uso da inteligência artificial e o conhecimento do ritmo de ganhos e gastos favorecem os usuários. Tanto é que na plataforma de crédito com os parceiros do app, as ofertas de empréstimos são personalizadas e as condições costumam ser melhores que nos bancos de origem do cliente

Reveja o orçamento

Outra possibilidade para ajudar a quitar as parcelas pode ser alterar alguns hábitos. Em função dos valores comprometidos, das contas constantes e da necessidade de formar uma reserva de emergência, pode ser importante tentar conter despesas, fechar as torneiras e economizar

Uma possibilidade pode ser imaginar que o rendimento mensal é menor e tentar viver com uma porcentagem abaixo do que se recebe de verdade. Caso consiga, a economia já está cumprida.

Renda extra temporária

Outra recomendação pode ser a de vender objetos e roupas que não são usados e só tomam espaço na casa. Ainda tem mais alternativas que vão desde tentar rendimentos extras explorando habilidades profissionais (desde que em sintonia com os cuidados recomendados pelas autoridades para não propagar o novo coronavírus) ou mesmo se adaptando à nova realidade. Você pode, por exemplo, vender marmitas para a maior quantidade de pessoas trabalhando em casa ou fazer serviços delivery de alimentos ou transporte de medicamentos e pessoas (mas para isso é importante tomar os cuidados necessários para não se contaminar ou transmitir a doença). Veja outras ideias clicando aqui.

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