Crise do coronavírus: 9 dicas para o empreendedor lidar com a queda da receita

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Por Guilherme Campos

O avanço do novo coronavírus e a adoção de medidas para evitar a rápida transmissão da doença entre os brasileiros já está mudando o dia a dia de comerciantes e empresários.

A restrição de circulação da população deve provocar um efeito negativo em cadeia em todo o sistema econômico e prejudicar diretamente os proprietários e os funcionários destes estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços.

Mas o que é possível fazer ou planejar para minimizar prejuízos e prejudicar o menos possível o próprio orçamento, o futuro do negócio e as perspectivas de funcionários e colaboradores? Pensando nessa situação, o Guiabolso separou 9 dicas para superar esse obstáculo.

1 – Identifique o atual momento da empresa

Antes de qualquer coisa, é muito importante saber como está a vida financeira do seu negócio e tentar estimar o que pode acontecer nas próximas semanas e meses. Nesse exercício, talvez seja importante ser o mais pessimista possível para não ser surpreendido por um problema maior lá na frente. Caso a situação não piore tanto, menos mal. O importante é estar preparado para superar o pior cenário possível.

Para este momento é preciso conferir o fluxo de caixa da empresa e estimar quais são os custos totais com funcionários, estrutura para operar (pagamento de aluguel e de contas fixas) e gastos com matérias primas e/ou fornecedores. Caso exista uma reserva de emergência, por exemplo, ela consegue bancar esses custos sozinha por quanto tempo?

2 – Diálogo e negociação com os fornecedores

Todos estão no mesmo barco e a economia funciona como uma engrenagem. Se uma das partes não está bem, o sistema pode ser prejudicado por esse desajuste. Portanto, não é demais sentar com os fornecedores e expor claramente os problemas e as perspectivas. Essa conversa pode facilitar na:

– extensão do prazo de pagamento de insumos e mercadorias 

– na interrupção sem multa do repasse de materiais caso o empreendedor seja obrigado a fechar as portas e não operar por algum tempo

– na concessão de algum desconto ou diminuição de taxas em caso de pagamento em parcelas

Além disso, o fornecedor certamente vai preferir flexibilizar os ganhos e entender certas limitações a ser inflexível e correr o risco de não receber nada e ver um dos parceiros dele chegar em uma situação pior.

3 – Aposte em vendas online

Uma opção para amenizar essas restrições de público pode ser o incremento ou início das vendas online desde que seu negócio possibilite isso. E aí vale tentar parcerias com empresas que fazem as entregas e lugares que divulguem o seu ramo de atividade ou já concentram um grupo de clientes potenciais para as suas ações ou ofertas. 

4 – Projete gastos

Lembra da primeira recomendação? A de vasculhar a vida financeira da empresa para determinar perspectivas e estimar o volume de prejuízos com as restrições, sendo o mais pessimista possível? Agora é hora de detalhar um pouco mais esse item. Faça esse mesmo exercício de avaliar quais seriam os prejuízos e quanto que teria que se tirar do bolso para arcar com as despesas em caso de nenhum venda em 1 mês, 3 meses, meio ano e alguns período a mais.

Separe os valores e projete quanto dele é possível absorver com o dinheiro em caixa. A diferença terá que ser buscada com bancos e instituições financeiras.  E nessa revisão de otimização de gastos vale conferir o próprio ciclo de produção. Será que não existe(m) passo(s) que pode(m) ser alterado(s) para baratear custo(s)? Pode ser uma embalagem, um processo ou mesmo a forma de entrega.

5 – Procurando ajuda externa

Caso seja preciso, vale procurar bancos e instituições financeiras para antecipar o valor suficiente para sobreviver até o momento de crise passar e seu negócio poder recuperar o ritmo de atuação e faturamento. Com os cálculos de quanto precisaria para isso é mais fácil comparar ofertas e eleger o melhor lugar para se fechar o acordo. Aqui vale a regra de que quanto mais concorrentes, maiores as chances de chegar a um bom negócio.

Preste bastante atenção para os prazos de pagamento, juros envolvidos, custo total do processo e medidas de apoio do governo Federal, estadual e municipal a micro e pequenas empresas.

6 – Negocie empréstimo já contratado

Aqui o pensamento de que estamos passando por um momento atípico é bastante válida. Então, nada de deixar para amanhã a conversa com a instituição financeira que acabou de te conceder crédito. Lembre que é possível usar os concorrentes dele para conseguir uma oferta melhor ou condições mais amigáveis de pagamento.

Uma boa saída pode ser a de estender o prazo para o pagamento. Os próprios bancos estão flexibilizando as linhas de crédito e estabelecendo condições especiais de pagamento em meio à crise desencadeada pelo novo coronavírus. E se encontrar uma situação melhor em outra instituição e o gerente se recusar a cobri-la, não tenha dúvidas de solicitar a portabilidade do empréstimo para aquela instituição.

7 – Pensar no coletivo pode ser uma forma de ajudar para tudo se normalizar mais rápido

Tudo bem, sabemos o quanto o altruísmo é difícil em um cenário em que o prejuízo parece bastante evidente. Mas da mesma forma que você e seus negócios estão sendo afetados, outras pessoas estão em situação parecida e com problemas semelhantes. Já que o movimento fatalmente vai cair e pode ser que as portas da empresa precisem ser fechadas, uma saída pode ser a de dar férias coletivas aos seus funcionários. Antes de fazer isso é importante dialogar com o sindicato da categoria e consultar especialistas no assunto. Afinal, não se pode contrariar o que está estabelecido na legislação. 

Manter os funcionários em casa é uma medida para contribuir com o combate ao novo coronavírus, já que a pessoa não precisará se deslocar até o ambiente de trabalho, se expondo menos aos riscos de contágio. Se mais iniciativas como estas forem tomadas o tempo de isolamento pode ser menor e, por consequência a volta à normalidade mais rápida. 

8 – Possibilidade de trabalho home office

Caso seja possível transferir o contato com o cliente para o espaço virtual, porque não manter essa preocupação com o bem estar do funcionário e favorecer que ele trabalhe no sistema home office? Lembre-se que nessa situação é importante conceder o suporte tecnológico e emocional suficiente para o empregado conseguir produzir bem e manter a saúde física e mental em dia. 

9 – Promoções podem atrair consumidores e aumentar os ganhos

Caso as portas do seu negócio ainda estejam abertas ou você esteja atuando pela internet tenha em mente que a criação de condições especiais de pagamento ou a cobrança de preços especiais podem fazer a diferença. Um negócio atrativo ao cliente pode ser um fator de potencializar vendas e gerar mais recursos. E em um momento de vacas magras, um desempenho acima do esperado pode ser a diferença para minimizar prejuízos ou garantir um período de sobrevivência maior e melhor. 

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