Cuidados ao investir - leve em consideração os impostos e a inflação

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A consolidação da economia nacional, alheia ao furacão da recessão europeia, oferece não somente segurança ao brasileiro, mas também as portas abertas para pensar na possibilidade de realizar um investimento ou aplicação financeira com o excedente de seu orçamento familiar mensal. Entretanto, tome alguns cuidados se for iniciante no assunto para não ser pego pelas armadilhas da tributação e dos percentuais inflacionários.

Confira como anda sua saúde financeira nesta seção e saiba enxergar o investimento certo. O cenário econômico atual é de alto índice inflacionário e juros em queda. Embora esse último termo costume soar positivamente aos ouvidos dos leigos, vale a pena lembrar que o juro alto pode ser importante para quem tem valores expressivos depositados em caderneta de poupança. Vale lembrar que o governo implantou recentemente um índice variável de rendimento da poupança, a ser atrelado à Selic.

Por exemplo, no cenário vigente, a Selic em 7,5% representa um rendimento de apenas 5,25% ao ano. Com a inflação devendo fechar o ano na casa dos 6%, quem tem investimento na poupança achou que ganhou, quando, na verdade, perdeu dinheiro.

Mas não é só o pessoal que aplica seus recursos em renda fixa que deve ficar atento à economia. Entenda sua saúde financeira como parte de um sistema global de índices e não somente como um valor isolado sujeito à alguma tributação ou ao desgaste inflacionário. Vamos a um exemplo para quem saiu da renda fixa e foi se aventurar na volatilidade do mercado de ações.

Ao comprar uma ação pensando em realizar o que se chama no mercado de “position trade” (aplicações para o longo prazo), supondo que um indivíduo obteve 5% de rentabilidade (comprou a R$ 100,00, vendeu a R$ 105,00). No cenário econômico atual, os supostos 5% de lucro desse trader desaparecerão nos mais de 5% que certamente teremos nos índices inflacionários deste ano. Isso sem contar nos 15% de IR que deverão ser recolhidos sobre o lucro obtido, além dos custos próprios de operações em bolsa. Resultado: rendimento de cerca de 3% contra 5% ou 6% de inflação.

Resumindo, mergulhar no mundo das aplicações financeiras requer muito estudo e compreensão mínima do cenário macroeconômico. Fique atento!

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