De quantos seguros de vida você precisa e como definir valores

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O seguro de vida é um produto financeiro ainda cercado de muitas dúvidas. Por razões de cunho psicológico, como a dificuldade de encarar a própria morte e de mensurar o valor de uma eventual indenização a ser paga à família, a decisão de contratar um seguro deste tipo não é simples.

Se você tem família e os filhos ainda são pequenos, contratar um seguro de vida pode lhe dar tranquilidade, principalmente se você for o principal provedor da casa. Com o passar dos anos, com o crescimento dos filhos e a capacidade deles em se virar sozinhos, você poderá reduzir a cobertura do seguro, principalmente se for precavido e fizer outros investimentos, como uma previdência privada. Veja abaixo as informações que você precisa para isso.

Vale a pena ter mais de um seguro?

Por ser a única modalidade de seguro em que não é possível estimar o valor de cobertura (afinal, o valor da vida é imensurável), o seguro de vida tem algumas particularidades em relação aos seguros de bens em geral.

Quando falamos de seguro de automóveis e residências, por exemplo, você é obrigado a declarar à seguradora que fez um segundo seguro, pois não é permitido que a beneficiário receba mais que o valor de mercado do bem como indenização. No caso do seguro de vida, por não haver esse limite (de cobertura), você pode ter quantos seguros de vida quiser ou puder pagar. Mas será que vale a pena?

Depende do valor que você acredita ser necessário deixar para a sua família. Se o valor que você pretende deixar no caso de morte exceder o valor que a seguradora coloca como teto, vale a pena, então, fazer mais de um seguro de vida. Porém se a sua seguradora cobre o valor que você acha justo como indenização, não há a necessidade de outro seguro. Isso porque com um segundo seguro você pagará duas vezes mais taxas e impostos, e esse dinheiro poderia estar sendo investido em outras necessidades.

Como calcular o valor do seguro?

Para calcular o valor do seguro de vida, você precisa calcular o impacto que a sua ausência causaria no dia a dia dos seus pares. Se for o único provedor e seu/sua cônjuge está fora do mercado de trabalho há um tempo, é justo que você preveja um certo tempo para que ele/ela consiga uma recolocação. Nesse caso, calcular de cinco a dez anos do seu salário pode ser um bom volume para a indenização. Já se o(a) seu(sua) companheiro(a) trabalha e contribui para as despesas da casa, esse valor pode ser menor. Pense no estilo de vida de sua família, nas características pessoais de seus filhos, para calcular por quanto tempo eles precisariam dessa ajuda.

Cuidados ao adquirir o seguro de vida

Como qualquer produto financeiro, vale a pena pesquisar taxas e amplitude de cobertura em várias seguradoras antes de fechar o contrato. Muitas empresas oferecem esse benefício aos funcionários, com valores menores que em um seguro individual pode ser o caso da sua. Atenção principalmente é solidez financeira da instituição onde pretende fazer o seguro, para não ser pego de surpresa por uma falência, por exemplo.

Um seguro de vida pode trazer uma tranquilidade necessária à sua família, principalmente quando você ainda não formou um patrimônio que possa deixar para seus filhos no caso de sua ausência. Mas lembre-se de que ele não é um investimento para você, e você deve se planejar (e se cuidar) para que a sua família não precise dele.

E então, ainda tem alguma dúvida? Deixe o seu comentário!

 

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