Descubra, afinal, onde deveria estar a sua Reserva Financeira.

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Por Carol Stange, especialista em finanças pessoais

Publicado em 30/03/2021

“Seja bem vindo à rota dos investimentos! Nossa primeira parada se chama Reserva Financeira e ela tem um papel importantíssimo na vida do investidor, apesar de nem sempre receber o devido reconhecimento. Ao desembarcar, vocês vão encontrar quatro opções para a construção da Reserva Financeira. Verifiquem os detalhes de cada opção antes de escolher. Obrigada pela companhia!” 

Se idealizássemos uma rota para orientar os investidores sobre classe de produtos, prazo e risco, certamente a Reserva Financeira seria a primeira parada, e salvaguardadas as devidas comparações com a vida real, a escolha dos produtos para compor a reserva pode ser tão simples quanto a brincadeira acima. 

Para quem não sabe, ou não lembra, a reserva nada mais é do que um “colchão de segurança” composto de um montante equivalente a alguns meses de despesas pagas ao qual o investidor tem acesso rapidamente caso precise/deseje. Um dos maiores equívocos a respeito da Reserva Financeira é de que a sua função se resume a apenas resguardar o investidor contra endividamentos causados por imprevistos. Na verdade, a  reserva financeira também serve para que oportunidades possam ser aproveitadas, como conseguir desconto para pagamentos à vista ou mesmo, ter acesso a produtos de investimento melhores e que exigem montantes maiores para ingresso.  

Como o mercado de investimentos conta com uma gama enorme de produtos que carregam diferentes riscos, prazos e custos, vamos entender as quatro opções mais interessantes para a Reserva Financeira?

Tesouro Selic. 

O Tesouro Selic é um título do Tesouro Nacional que conta com certa popularidade junto aos investidores iniciantes, sendo chamado por muitos, inclusive, de a nova poupança. 

É um investimento da renda fixa que rende 100% da taxa Selic do período (ou seja, sua rentabilidade é pós fixada). Esse título do Tesouro Nacional não conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), como um CDB, LCI ou poupança, mas sim com a garantia do Fundo do Tesouro Nacional.  

Sua liquidez é diária; isso significa que o investidor pode resgatar seu dinheiro em D+1. Além disso, é um dos produtos mais baratos no mercado: a taxa de custódia, cobrada pela B3, é de 0,25%. Há incidência de IR sobre os ganhos no resgate, que pode variar de 22,5% para saques em até 6 meses a 15% caso o dinheiro fique aplicado por mais de 2 anos. 

Fundos Taxa Zero do Tesouro Selic.  

Fundos de investimento podem ser explicados como uma união de vários investidores que têm como objetivo comum participarem do mesmo investimento financeiro. Os fundos agradam diversos perfis de investidores (dos conservadores aos arrojados) e se adequam aos diferentes momentos da vida como investidor (iniciantes ou veteranos). A  cobrança de algumas taxas faz parte desse produto e o investidor precisa estar atento à elas sob pena de ter sua rentabilidade reduzida. Justamente é aqui que os fundos taxa zero do Tesouro Selic (que só aplicam em Tesouro Selic) atraem os investidores da reserva financeira. 

Para atrair os cientes para as plataformas, algumas corretoras isentam os custos (inclusive a custódia). A liquidez permanece diária e sua rentabilidade está sujeita à tabela regressiva do Imposto de Renda.

CDBs 

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs para os íntimos) são títulos de dívidas bancárias que são ofertados a qualquer investidor e em troca, este investidor recebe uma remuneração normalmente definida como um percentual do CDI. Esse produto não carrega taxas de administração, o que é uma boa notícia, mas a parte que demanda atenção do investidor é que nem todo CDB tem liquidez diária, característica imprescindível para a reserva financeira. 

Os CDBs são investimentos da renda fixa e contam com cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) que reembolsa o investidor, no caso da quebra do banco que emitiu o título, em até 250 mil por CPF ou por conglomerado financeiro, e até o limite global de 1 milhão de reais.  

Contas digitais remuneradas 

Na quarta opção, temos os nomes conhecidos dos bancos digitais que oferecem remuneração de 100% do CDI para os valores “parados” em suas contas correntes. O que muda nesse caso é a embalagem. O que está sendo oferecido para o investidor é semelhante a um CDB ou uma aplicação indireta do Tesouro Selic. Um ponto muito importante para o investidor é que o banco digital precisa ser realmente um banco (e alguns ainda não o são, apesar do nome) para que possa contar com a garantia do FGC. É preciso ainda lembrar que há a cobrança de IR sobre a rentabilidade do capital de acordo com a tabela regressiva. 

Um ponto a favor das contas digitais remuneradas é a praticidade, já que não é preciso nenhum esforço adicional para receber a remuneração de 100% do CDI. O ponto de atenção é exatamente o mesmo: como movimentar o dinheiro é muito fácil e prático, os investidores que estão desenvolvendo a disciplina de poupança podem se sentirem tentados a resgatar o capital para outras finalidades e assim, a reserva financeira vai  tendo a sua finalização atrasada. 

Para os investidores que estiverem com a sua reserva financeira já formada, ou em vias de, vale a pena estender os olhos para outros produtos que remuneram melhor o investidor, como Fundos de Renda Fixa, Fundos de Crédito Privado (os famosos CRIs, CRAs, LCIs, LCAs, debêntures e CDBs) e Tesouro IPCA+, mas isso é para um segundo texto!  

O importante é que o primeiro passo na sua rota do investidor já foi dado e você merece meus sinceros parabéns por isso.

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Um beijo e vejo você no próximo conteúdo sobre finanças pessoais e investimentos! Até mais.

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