Intenção de consumo das famílias cai em outubro por causa do endividamento

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Era de se esperar. Após o Banco Central divulgar, no mês de setembro, que cerca de 60,9 milhões de brasileiros (1/3 da nação) possuem algum tipo de dívida, era de se imaginar que a intenção de consumo das famílias se tornasse limitada pela falta de recursos disponíveis, dando início a uma possível tendência de queda nos próximos meses.

As informações divulgadas pelo Banco Central se harmonizam perfeitamente com os resultados de uma pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). A entidade relevou, através da avaliação “Intenção de Consumo das Famílias” (ICF), uma pequena queda na previsão compras, com relação ao mês anterior (setembro), bem como em comparação ao mês de outubro do ano passado.

 

Segundo economistas, essa queda já era prevista e o controle financeiro das famílias é o verdadeiro vilão do setor de varejo nacional, haja vista que muitos brasileiros estão tentando reduzir sua margem de endividamento, gastando menos e esperando pelo décimo terceiro, que certamente será usado para amortizar financiamentos, crediários, ou dívidas com cartões de crédito.

A pesquisa foi um balde de água fria no setor de varejo, que sonhava em ver resultados melhores, sobretudo em função das medidas governamentais realizadas para estimular a economia, caso da redução do IPI para eletrodomésticos e automóveis. A avaliação feita pela CNC admite, entretanto, que tais medidas contribuíram para movimentar os setores e, sem elas, o resultado poderia ser bem pior.


A Confederação dividiu a intenção de gastos de acordo com a renda dos brasileiros. Entretanto, os resultados são muito diferentes em cada ponto da pirâmide social. Para quem possui renda abaixo de dez salários mínimos, verificou-se um recuo de 0,9%, comparado a setembro. Já com relação às famílias com renda acima de dez salários, a pesquisa revela uma elevação de 0,5% na intenção de compras. A diferença pode ser explicada pela maior margem de endividamento das classes menos favorecidas.

Vamos aguardar e torcer para que o controle financeiro não derrube o varejo neste fim de ano.]]>

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