IPA desacelera em outubro

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Após um pico em agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou, assim como no mês de setembro, uma considerável queda (-0,2% contra +1,25 no mês anterior), a qual, desta vez, ocorreu de maneira generalizada, em todos os âmbitos da produção nacional. Embora muitas pessoas nunca tenham ouvido falar nesse índice pesquisado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi exatamente essa variável que ajudou a puxar para baixo o Índice Geral de Preços (IGP-M) deste mesmo mês.


Para quem não sabe, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi criado em 1947 e seu objetivo é registrar a variação mensal entre os preços de produtos agropecuários e industriais, nas relações interempresariais. É este detalhe que distingue este índice dos demais dados estatísticos divulgados periodicamente pela FGV.

Em outras palavras, esta variável diz respeito às flutuações de preços a partir do produtor, mas sem avaliar os valores que chegam ao consumidor (avaliações restritas aos estágios anteriores ao varejo).

As notícias da queda do IPA são animadoras para quem depende de matéria-prima para produzir mercadorias ou alimentos, o que significa que, de alguma maneira, essa queda pode ainda chegar ao bolso dos cidadãos comuns.

De acordo com o Coordenador de Análises Econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, foi nas matérias-primas brutas que a desaceleração se mostrou mais agressiva (variação de -1,24% em outubro ante alta de 1,95% no mês anterior). Ainda de acordo com as notícias divulgadas pelo coordenador, entre as matérias-primas, o grande destaque de queda nos preços ficou por conta da soja (deflação de 6,50%). O preço das aves vivas e dos suínos também desacelerou — tendência que pode ter continuidade em 2013.

Os números de outubro deste índice podem indicar uma queda nos preços dos alimentos e de alguns produtos industriais, no médio prazo. Vale a pena aguardar a divulgação dos próximos índices.

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