Ministério do trabalho exigirá digitais para liberar seguro desemprego

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Um inovador sistema biométrico deve, finalmente, entrar em cena no pagamento de seguro-desemprego. De acordo com notícias divulgadas pelo Ministério do Trabalho, o governo passará a exigir a verificação das digitais de cada trabalhador para que eles possam ter seu benefício liberado. O sistema deve estar totalmente implantado em até 2 anos e será usado exatamente como nos colégios eleitorais que utilizaram, nesta eleição, sistemas de controle por meio de digitais.

A medida é uma resposta ao aumento nas fraudes para recebimento indevido do benefício. Na última sexta-feira, por exemplo, a Polícia Federal desmantelou uma quadrilha responsável por ter causado um rombo superior a R$ 30 milhões aos cofres públicos. Os valores eram pagos a funcionários fantasmas, demitidos de empresas que também não existiam. De acordo com notícias divulgadas pela Superintendência da PF, a sede da quadrilha, dilacerada por meio da operação batizada de Chakal, estava localizada na cidade mineira de Uberlândia, mas possuía operações em São Paulo e cidades de Tocantins e Goiás.

Com as inovações implementadas pelo Ministério do Trabalho, esses e muitos outros criminosos terão agora muito mais dificuldade para burlar o sistema, já que, neste caso, cada criminoso se passava por cerca de 20 beneficiários.

Só em 2012, o governo federal liberou R$ 174,4 milhões para pagamento de seguro-desemprego. O benefício está previsto na Constituição Federal e é destinado ao trabalhador demitido sem justa causa, desde que o mesmo esteja em consonância com uma série de disposições como, por exemplo, ter recebido salários consecutivos no período de seis meses anteriores à data de demissão.

Vale lembrar que só tem direito ao seguro-desemprego o cidadão que não possua renda própria, tampouco já seja atendido por qualquer benefício da Previdência Social, com exceção da pensão por morte ou auxílio-acidente. Com a taxa de desemprego estável no Brasil (em torno de 10%) e com as medidas de segurança a serem implantadas, o governo espera reduzir os gastos com o benefício.

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