O auxílio emergencial acabou e agora?

auxílio emergencial

Publicado em 14/01/2021

O auxílio emergencial foi um benefício, inicialmente, criado para ajudar autônomos e trabalhadores informais, num valor de R$200 mensais, durante a crise do novo Coronavírus. Mas, depois de discussões entre os deputados e o presidente Jair Bolsonaro, o valor chegou a um novo patamar de R$600 mensais que durariam três meses e que foi aprovado em 1° de abril.

Mas por conta do prolongamento e agravamento da pandemia, o governo precisou estender o benefício até agosto. E mais uma vez, em Setembro, o benefício foi estendido até Dezembro, ainda que com o valor reduzido pela metade, em R$300 e com as regras para receber o benefício endurecidas.

Entenda aqui como funcionou o auxílio emergencial em 2020: https://blog.guiabolso.com.br/como-vai-funcionar-o-auxilio-mensal-de-r200/

Considerado o maior programa de transferência de renda da história do país, o fim do benefício é um marco para as políticas públicas e programas sociais. 

Como o auxílio emergencial afetou a população brasileira?

guiabolso fim do auxílio emergencial

Entre as regiões, o Sudeste foi a que mais recebeu o benefício, chegando em quase 40% e vindo em seguida com Nordeste, Sul, Norte e Centro Oeste.

Houveram muitas tentativas de criar um novo programa para suceder o auxílio, como o Renda Brasil, que unificaria vários programas sociais, incluindo o Bolsa Família. Mas que foi declinado por dificuldades de encaixar o benefício no orçamento de 2021. 

O impacto do fim do auxílio emergencial

O auxílio emergencial não foi só um amparo para a população, mas também ajudou a diminuir a desigualdade de renda e reduzir a pobreza, em níveis historicamente baixos. O fim do programa social deve levar milhões de brasileiros à condições de extrema pobreza.

O auxílio também garantiu um poder de consumo e impediu que o impacto da pandemia sobre a economia fosse ainda maior. Economistas consideram que o benefício evitou uma queda ainda mais significativa da atividade econômica e do PIB (Produto Interno Bruto).

No Brasil, mais de 12 milhões de pessoas ficaram desempregadas entre março e agosto. E foi o auxílio que permitiu esse movimento de espera para reinserção no mercado de trabalho, ao garantir uma renda mínima. Em 2021, sem o auxílio, a tendência é que mais brasileiros sejam compelidos a buscar trabalho, o que deve levar a um salto na taxa de desemprego, que já está em níveis recordes

Eu não vou mais receber auxílio, o que faço?

Se você estava entre os milhões de brasileiros que receberam o auxílio emergencial e agora não sabe o que fazer com as suas contas sem o benefício, separei algumas dicas que podem te ajudar.

Faça um novo orçamento.

Aproveite o começo de ano e tire um tempo para avaliar suas finanças, entender quanto de dinheiro entra e quanto de dinheiro sai, quais são seus gastos fixos, variáveis e quais são aqueles que você pode cortar para evitar que o seu orçamento fique acima da sua renda mensal.

Crie metas para economizar

Além de rever seu orçamento, tenha metas de gastos para cada categoria das suas despesas, ou seja, entenda quanto você quer e pode gastar com mercado, contas residenciais, lazer, investimentos e todas as outras categorias que se encaixam no seu dia a dia.

Determine gastos essenciais e supérfluos.

Esse é um momento essencial e merece ser feito com atenção. Depois de ter revisado seu orçamento e entendido as suas contas, é hora de analisá-las e categorizá-las entre essenciais e supérfluos, assim, caso seu orçamento fique apertado, você já sabe onde pode economizar e quais são os gastos que devem ser cortados.

Outra dica importante nesse momento é evitar contas parcelas e o uso do cartão de crédito, lembre-se as faturas chegam e o montante pode ser maior que o esperado!

Saiba como as pessoas usam o limite do cartão de crédito: https://blog.guiabolso.com.br/voce-sabe-como-as-pessoas-usam-o-limite-do-cartao-de-credito/

Saia do vermelho.

Se você tem dívidas, não existe outro caminho além de muita organização! Entenda quais são as suas dívidas, negocie o que você puder negociar e entenda se um empréstimo pessoal é a melhor opção nesse momento.

Às vezes, trocar dívidas caras por uma dívida mais barata pode ser a sua melhor oportunidade. Ter o dinheiro para pagar a vista uma dívida, pode te ajudar a ter descontos. Mas não se esqueça, tenha certeza que as parcelas vão caber no teu bolso e que você não vai se colocar em dívida normalmente.

Acompanhe seu progresso

Pode parecer bobeira, mas sempre volte para suas finanças e acompanhe seu progresso, entenda se você está no caminho para atingir suas metas ou não. Se você vai precisar rever gastos ou se está no caminho que se comprometeu.

Crie uma reserva de emergência

Já pagou suas dívidas? É hora de começar a criar sua reserva de emergência!

Comece determinando quando você vai guardar, o ideal é separar 15% da sua renda, mas, comece com o quanto puder. O importante nesse momento é ter esse dinheiro separado! Se pague primeiro e coloque o valor em um investimento de fácil acesso, já que a ideia é que em casos de emergência, você possa acessar com facilidade sua reserva.

Saiba mais sobre como montar a sua reserva nesse link: https://blog.guiabolso.com.br/reserva-de-emergencia-como-manter-a-estabilidade-financeira-em-tempos-de-crise/

Para organizar suas finanças automaticamente e ter tudo em um único lugar é só baixar o app e sincronizar suas contas.

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