O que fazer com minhas ações em momentos de tanto sobe e desce?

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Por Guilherme Campos

Muitos efeitos do novo coronavírus já estão sendo sentidos no sistema de saúde e na gestão de cidades, estados e municípios. A mesma preocupação com o avanço da doença, o aumento do número de infectados e os prejuízos para a economia respinga com toda a força no funcionamento dos mercados financeiros em todo o mundo.

Uma das consequências foi a diminuição da taxa básica de juros. No Brasil, por exemplo, a Taxa Selic passou dos 4,25% para 3,75% ao ano. Com isso, os ganhos com as aplicações tradicionais estão cada vez menores.

Buscando opções mais atraentes, muitas pessoas pensam em migrar para as ações da Bolsa de Valores. Argumentam que o momento de baixa pode ser uma ótima oportunidade para entrar investindo pouco e, quem sabe lá na frente sair tendo um bom lucro. 

Outro grupo, que já entrou nesse ambiente, pode estar apreensivo sobre quais rumos tomar a partir de agora. O que seria bom fazer, ouvir ou projetar para as próximas semanas e meses? Ainda é possível ganhar dinheiro ou o ideal é se desfazer de tudo?

Foco no próprio perfil e nas características da Bolsa de Valores 

A resposta ideal para as dúvidas frequentes daqueles que continuam com as ações seria “depende”… principalmente do próprio perfil, da disposição em correr riscos e do objetivo traçado para esse investimento. 

Antes de se especular sobre as reais dimensões e expectativas, é mais produtivo dar alguns passos para trás. Uma das lições dadas aos interessados em começar a investir está relacionada com a palavra CONHECIMENTO. E ela precisa ser analisada sob duas perspectivas.

  • Interno: A pessoa precisa se conhecer e saber o quanto arrojada ela é para correr riscos. Vale lembrar que o risco está diretamente ligado ao lucro. Então se ele aumenta, teoricamente a possibilidade de ganhos maiores também sobe. Não tente ser o que não é. É importante ser sincero com você mesmo. No final das contas sua saúde é quem mais vai agradecer por isso.
  • Externo: Com base no próprio perfil, é recomendado procurar opções que se encaixam melhor naquelas características. Como estamos falando de ter ações e da Bolsa de Valores quanto mais se souber sobre esse universo, melhor. Desde questões gerais até cada tipo de detalhe relacionado às operações. 

Diversifique sua carteira

Outra dica valiosa é a de diversificar as apostas. Em nome da própria sobrevivência é prudente ter o mínimo de cautela. Às vezes, temos mais de uma ação na carteira mas com características muito parecidas, como duas ações de um mesmo setor. Tente diversificar as ações e setores, mas numa quantidade o suficiente que você consiga acompanhar as notícias relacionadas que podem impactar nos negócios.

O “manual de investimentos” ainda recomenda que se elabore um plano claro, sabendo para onde se quer ir e o que se quer conquistar. No caso das ações, isso vai ser importante no momento de definir quantos papeis comprar e quando será o momento de negociá-los. Aprender a lidar com as oscilações da Bolsa também é uma lição muito importante.

Estabeleça objetivos

O ideal é ter em mente, além do valor investido, o quanto seria desejável lucrar com a operação ou aceitável perder. Como a Bolsa de Valores não é tão previsível assim, é bom saber que esse movimento de ganho deverá acontecer no longo prazo. De tempos em tempos, você deveria rever a estratégia para ver se ela ainda é válida.

Até mesmo o argumento de que o dinheiro aplicado pode ser “esquecido entre os papeis das empresas” até começar a dar lucro deveria ser revisto. Afinal, ninguém sabe qual será o fundo do poço e a real gravidade do coronavírus. E se a crise for ainda maior e esse dinheiro começar a fazer falta? Por isso a importância de definir um porcentual que aceita perder.

E como se manter informado sobre o mercado?

Atualmente não faltam empresas interessadas em investir o dinheiro para o cliente ou mostrar o caminho das pedras. A primeira recomendação é a de filtrar tudo isso e escolher analistas ou fontes de informações que você se identifique. O critério pode ser a clareza do conteúdo, a explicação mais detalhada, conhecer a reputação da instituição que faz essas recomendações ou valorizar os lugares que oferecem produtos ou recomendam ações específicas. 

Outra boa pedida pode ser a de participar de fóruns de discussão sobre o assunto e lives pelas redes sociais, com a possibilidade de tirar dúvidas instantaneamente. O único cuidado deve ser o de não querer contemplar uma grande quantidade, mas o suficiente para te ajudar. 

E mais importante: apesar das recomendações é fundamental que você mesmo faça o trabalho e crie rotinas para acompanhar o mercado e as ações específicas que estão na sua mão. Esse cuidado pode ser a diferença entre o lucro desejado ou a lamentação por ter feito algo errado. 

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