Os maiores desafios da vida do autônomo - e os segredos para superar cada um deles!

Guiabolso

Publicado em 22/10/2020

Por Carol Stange, especialista em finanças pessoais

Prospectar, precificar, vender, agendar atendimentos, conciliar  recebimentos, fazer cobranças, comprar material de escritório,  negociar com prestadores de serviço, saber o básico de contabilidade e marketing e ainda, naqueles poucos minutos de folga, dar uma ajeitada no escritório e tentar fazer um post para a rede social, tudo isso ainda antes do próximo cliente chegar. Ufa.

A vida financeira de quem é autônomo não é das mais fáceis! Cada dia, cada cliente e cada real recebido contam muito na rotina de quem faz o seu próprio salário e é responsável por todas as decisões que um negócio demandam.

Gestão do tempo, precificação dos serviços oferecidos, união da pessoa física com a pessoa jurídica e a falta de um planejamento financeiro são as grandes (senão as maiores) dificuldades que um profissional autônomo pode enfrentar. Pensando em ajudar de forma  prática, separei a seguir possíveis soluções para essa rotina desafiadora, afinal, trabalhar desempenhando a atividade que se ama merece receber esse cuidado, certo? 

1. Gestão do Tempo 

Se ser produtivo quando se tem um chefe, equipe e colegas de área já é um desafio quando trabalhamos em uma grande empresa, o que dirá quando se está sozinho nessa empreitada! Organização e disciplina são habilidades essenciais para um profissional autônomo ter sucesso no mercado.

A tecnologia e o ambiente virtual devem ser vistos como aliados:  aplicativos, softwares online e a contratação de assistentes virtuais são importantes para desafogar a rotina do autônomo. Definir prioridades também deve constar no desafio da Gestão do Tempo. Nem tudo é urgente, e nem tudo é importante.

Outra sugestão que impacta muito positivamente na rotina do autônomo é a confecção de um cronograma diário e semanal. Separar dias e horários específicos para determinadas burocracias e tarefas ajudará a sobrar tempo para o que realmente importa: vender. 

2. Precificação 

Posso afirmar com toda a certeza: a cobrança de valores errados significa prejuízos financeiros para o profissional autônomo e seu negócio muitas vezes irrecuperáveis. Para definir com assertividade o preço do produto ou serviço oferecido, é preciso pensar no detalhe. 

O primeiro passo é descobrir quanto custa produzir o produto ou serviço e quanto tempo o profissional leva para deixar esse produto ou serviço pronto para a venda. Se o primeiro passo envolve a preparação, o segundo diz respeito à entrega: como o cliente será atendido e quanto tempo isso tomará da agenda do autônomo? E por fim, como será o pós venda? Essa etapa do atendimento demandará recursos (financeiros e de tempo) específicos? Quanto esses recursos custarão e por quanto tempo?

Na minha mentoria e nos meus cursos, eu peço para que os mentorados e alunos saibam, antes de tudo, quanto “eles custam” mensalmente, ou seja, que conheçam o valor total das suas despesas mensais.

A partir daí pode-se calcular o valor mínimo a ser cobrado por hora  trabalhada, de acordo com um número pré estabelecido de horas. É preciso lembrar que nem toda hora do autônomo é atendendo clientes (portanto nem toda hora será remunerada ativamente), e além disso, no cálculo da precificação é preciso considerar despesas agregadas, como as que envolvem contador, marketing, assistente, plataformas e etc.

São muitas informações que precisam contar nesse cálculo e sugiro papel e caneta (ou planilha). Vale a pena se debruçar nessa tarefa, pois erros doerão diretamente no bolso.

3. União da Pessoa Física com a Pessoa Jurídica

Situação muito comum e que camufla ganhos e prejuízos reais do autônomo. Pagar o fornecedor com o cartão de crédito pessoal (ou a escola das crianças com o cheque recebido pelo cliente) é a porta de entrada para a desorganização financeira.  

As contas digitais gratuitas podem ser de grande ajuda nessa separação entre a vida física e a jurídica. Outro ponto altamente recomendado é que o autônomo tenha um pró-labore, de onde todas as suas despesas da pessoa física sairão. É como se o autônomo se desse um salário. Eventuais (e desejadas) sobras de caixa podem compor a Reserva Financeira (pessoal e da empresa) e servir para  aquisições futuras, cursos, capacitações e melhorias do produto ou serviço ofertado.

4. A falta de um planejamento financeiro

Quem não se planeja, apenas sobrevive. E o mundo não costuma ser  tolerante com quem apenas sobrevive, certo? O planejamento financeiro é essencial para todo e qualquer tipo de negócio! Esse é mais um ponto onde o profissional autônomo precisa mostrar a sua versatilidade. É preciso também aprender sobre finanças! Mas construir um bom planejamento não precisa ser sinônimo de sofrimento.

Uma planilha simples (ou um aplicativo financeiro) apontando os controles financeiros atuais e registrando os desejos futuros para o negócio já é um bom caminho! Com os dados certos, essa planilha é capaz de apontar se o negócio está apresentando lucro ou prejuízo, se há despesas desnecessárias (como juros e multas por conta de atrasos nos pagamentos), se o valor hora cobrado está de acordo com que o negócio exige para se manter.

Cá entre nós, a vida de profissional autônomo também tem suas vantagens: trabalhar fazendo o que se ama, ser dono da própria agenda, executar ações de acordo com o que se deseja (e não de acordo com o que o chefe manda) é absolutamente recompensador.

Mas para que essa atividade seja capaz de bancar sonhos e realizar  objetivos, é preciso encará-la com a seriedade que merece. Eu sei que “organização, disciplina e controles” não costumam fazer o coração de ninguém palpitar de emoção, mas sei também que “realização, conquista e paz financeira” faz brilhar os olhos de qualquer um de nós. Todo esse esforço vale a pena, certo? 

Um beijo e vejo você no próximo conteúdo sobre finanças pessoais! Até mais!

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