Passo #6 para a independência financeira: Faça boas escolhas nos investimentos

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campanha0709-post6-blogChegou a hora que muitos vão achar que é milagre: a multiplicação do dinheiro! Quando você investe suas economias, elas crescem. A diferença entre aplicar na tradicional caderneta de poupança e na renda fixa é o ritmo deste crescimento. Ficou curioso? Então leia abaixo a dica de hoje dos 7 passos para a Independência Financeira: como investir bem o seu dinheiro. 
Voltando à caderneta de poupança, ela é tão popular no Brasil porque é um dos investimentos mais antigos do país. Segundo reportagem do IG, a Caixa Econômica da Corte (1º nome da Caixa Econômica Federal que conhecemos hoje) foi criada em 1861 e, de acordo com o próprio banco, tinha o objetivo de “receber, a juro de 6%, as pequenas economias das classes menos abastadas e de assegurar, sob garantia do Governo Imperial.”
Essa porcentagem te lembrou algo? A atual caderneta de poupança remunera o investidor em 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR), o que anualmente dá 6,17% ao ano mais TR. Seria um porcentual até interessante caso nossa inflação (alta de preços) não fosse acima disso. Para você ter uma ideia, o IPCA, que mede a inflação oficial do Brasil, fechou 2015 em 10,71%. Ou seja, os preços dos produtos que você consome subiram mais que os seus rendimentos, uma má notícia para quem visa a independência financeira.
Se ainda não está convencido que você tem de olhar além da poupança na busca por independência financeira, suponha que você aplique R$ 500 todos os meses na caderneta de poupança. Ao final de um ano a diferença para a aplicação na renda fixa é de R$ 50. Após dois anos, de R$ 205. Após 10 anos, você terá juntado quase R$ 92.650 na caderneta, R$ 8.070 a menos do que em uma aplicação de renda fixa. (Consideramos um rendimento de 0,68% ao mês da caderneta, resultado da média dos retornos em 2016, e de 0,8% ao mês da renda fixa, já descontando o imposto de renda e taxas).

Não tem jeito! Se quiser fazer seu dinheiro se multiplicar mais rápido em direção à independência financeira terá de ficar ligado nos ciclos da economia e verificar onde está interessante aplicar. Atualmente, com a alta taxa de juros do Brasil, têm se destacado opções de renda fixa, aquelas que acompanham de perto a variação da taxa Selic. Conheça as alternativas de renda fixa:

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) funciona como se o investidor estivesse concedendo um empréstimo ao banco e, ao final desse contrato, recebesse a correção do valor com os juros. Uma das vantagens do CDB é que não existe prazo mínimo para resgatar o seu dinheiro. É importante lembrar, porém, que quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado maior será sua rentabilidade, pois a instituição financeira conseguirá oferecer melhores taxas. Além disso, você pagará menos imposto de renda. O IR no CDB decai com o tempo. 

Tempo de resgate % IR
Até 6 meses 22,50%
Entre 6 meses e 1 ano 20%
Entre 1 e 2 anos 17,50%
Após 2 anos 15%

Diferentemente da poupança, a rentabilidade do CDB é diária. Assim, se vocês sacar a quantia em 100 dias irá receber a rentabilidade proporcional, diferentemente da poupança, onde iria receber apenas 3 meses (90 dias) de retorno, já que o rendimento é mensal.
Esse é um tipo de investimento que oferece grande segurança, pois, assim como a poupança, também conta com o seguro do Fundo Garantidor de Crédito (FGV), responsável por garantir certos tipos de investimentos num valor até de R$ 250 mil por CPF e por instituição, caso seu banco não lhe pague no final do investimento.

LCI e LCA

As letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) são títulos de renda fixa usados pelos bancos para captar dinheiro dos investidores e emprestá-lo em crédito imobiliário e do agronegócio, respectivamente.  A duração desses investimentos é variável, podendo ir de alguns meses até alguns anos. As letras rendem de acordo com o CDI ou de maneira prefixada e são isentas de Imposto de Renda no caso de investidores pessoa física. 

Tesouro Direto

Para sustentar toda a máquina pública, o Governo possui duas principais formas de arrecadação. A primeira delas você já conhece, pois se trata dos impostos. Porém, outro meio que o Estado possui de fazer caixa é comercializar títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional. Cada título possui um prazo pré determinado de vencimento onde, ao final deste, o Governo pagará um valor ao seu proprietário correspondente à quantia investida mais juros. A diferença entre o valor pago para adquirir o título e o valor recebido após o seu vencimento é a taxa de juros desta operação. A característica de cada título também muda:
– Prefixados: As Letras do Tesouro Nacional (LTNs) têm taxa prefixada e rentabilidade definida na hora da compra. O investidor é remunerado na data do vencimento ou do resgate. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) remunera os juros semestralmente, mas o dinheiro principal (aquele que você aplicou inicialmente) no vencimento.
– Pós-fixados: As Letras Financeira do Tesouro (LFTs) têm rentabilidade diária vinculada à taxa Selic. A forma de pagamento é igual a das LTN (no vencimento).
– Títulos de inflação: A Nota do Tesouro Nacional Série B tem sua rentabilidade ligada à variação do IPCA acrescida de juros estipulados no ato da compra. Os juros são pagos semestralmente e o valor que foi investido no título, na data do resgate ou vencimento. Outra opção de título é a NTN Principal, que oferece as mesmas condições da série B, com a diferença que o pagamento é realizado de uma só vez na data de vencimento do título.

Fundos de renda fixa

Para quem quer uma melhor rentabilidade que a caderneta de poupança, mas não quer fazer a gestão da carteira a alternativa é procurar um fundo de renda fixa. Tais fundos colhem o dinheiro de diversos investidores e um gestor profissional escolhe os títulos e outros fundos onde vai aplicar. O único cuidado neste caso é se atentar à taxa de administração cobrada. O ideal é que ela não passe de 1% ao ano.
Gostou das dicas de opções de investimento na busca pela independência financeira? Lembrando que elas são boas opções para investidores com perfil conservador e moderado. Para aqueles com maior apetite a risco, há opções no mercado acionário e mesmo no futuro. Se você se interessou pela Bolsa de Valores, leia este post
Agora que o seu dinheiro está trabalhando a seu favor e rendendo mais que a inflação só falta mais um passo para a independência financeira. Acompanhe a dica de amanhã! E por enquanto deixe seu comentário abaixo ou no nosso Facebook.
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