Pela primeira vez desde 2001, a informalidade no mercado de trabalho não caiu

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A crise mundial, ocasionada pelo desequilíbrio fiscal de alguns países europeus, como Grécia, Itália e Espanha, e pela bolha imobiliária norte-americana de 2008, foi vista no Brasil com ressalvas e incredulidade, já que poucos acreditavam que havia alguma possibilidade desse furacão global chegar ao país. Entretanto, após alguns anos de equilíbrio (resultado de uma sucessão de estímulos governamentais na economia), o Brasil começa a apresentar números preocupantes, o que pode ser o prenúncio de um 2013 não tão animador.

carteira de trabalhoDepois das sucessivas reduções na previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 2012, que já está em 1,50%, e dos dados pífios do setor industrial, chegou a hora das más notícias atingirem as vagas de emprego com carteira assinada e o índice de trabalho informal.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou, no último mês de novembro, os dados do chamado “Índice de Economia Subterrânea (IES)” — uma pesquisa elaborada desde 2003 pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) em associação com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco). E os resultados não foram bons.

noticias mercadoPela primeira vez, desde 2001, não foi verificado uma queda no índice de trabalho informal. Segundo notícias divulgadas pela FGV, nos últimos 10 anos, o levantamento sobre o mercado de trabalho informal vinha mostrando quedas sucessivas em torno de 0,7%, chegando a alcançar 1,2% na passagem de 2009 para 2010. Neste ano, a mesma pesquisa apresentou números diferentes do usual.

trabalho informal Em 2012, os trabalhadores sem carteira assinada — pertencentes à chamada “economia subterrânea” e que, em geral, recebem remuneração muito mais baixa do que os profissionais do setor formal — continuaram mantendo a mesma participação no PIB de 16,9% (equivalente a R$ 748 bilhões). Já o número de profissionais que trabalham em regime de informalidade parou de cair, indicando uma possível reversão na tendência de queda a partir do ano que vem. Alguns especialistas vêm defendendo com afinco a suavização das leis trabalhistas como uma solução para o mercado informal, evitando um crescimento no setor.

Vamos ficar de olho nos dados de 2013.]]>

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