Perdeu o controle do cartão de crédito? Guia rápido para sair dessa.

cartão de crédito

Por Carol Stange, especialista em finanças pessoais

Publicado em 02/03/2021

Verdades sejam ditas: a dívida do cartão de crédito é uma das piores que podem existir. As taxas cobradas (que podem chegar a quase 500% ao ano!) fazem a dívida rapidamente se transformar na famosa bola de neve, onde os juros cobrados vão se acumulando e fazem com que a dívida cresça exponencialmente. 

Se os gastos com cartão de crédito saíram do controle e o estrago aconteceu, é preciso respirar fundo e pensar de forma estratégica para sair dessa com os menores danos possíveis. Lembre que apesar do nervoso e estresse que essa situação causa, para tudo na vida há solução. Veja as formas que separei para te ajudar a negociar esse tipo de débito com o banco.

Passo 1: Levante os valores devidos (com e sem os juros cobrados pela instituição) 

Chegou o momento de conhecer o valor total da dívida, com e sem os juros cobrados. Essa etapa, apesar de dolorida, é super importante para abrir portas para o sucesso da negociação, afinal, só será possível propor ou aceitar boas propostas se houver conhecimento do cenário real. 

Se há dívidas em mais de um cartão, sugiro um levantamento para cada um dos cartões e a união de todos os números em um único documento.  

Passo 2: Defina um valor mensal factível para pagar essa dívida 

Não vai adiantar tentar negociar com o banco ou instituição financeira sem saber exatamente quanto é possível destinar para esse fim. Muita gente fica ansiosa ao ter dívidas e acaba aceitando na negociação, parcelas que comprometem de forma sacrificante o orçamento, e o resultado é um novo endividamento. 

Tenha consciência de que, sem o conhecimento da real capacidade de pagamento (considerando todos os outros gastos e inclusive prevendo alguns imprevistos), a solução será fugaz. 

Passo 3: Procure o banco ou a instituição 

A empresa tem interesse em receber e você tem interesse em sair dessa dívida, portanto, nada impede que você procure a instituição para conhecer as condições de negociação.  

Quase ninguém sabe, mas é possível conseguir carência de 180 dias para o primeiro pagamento, desconto no valor total e parcelamento do montante sem juros. Tudo depende da forma como será conduzida a negociação.

Lembre do valor mensal disponível para pagamento (passo 2) e se mantenha firme nesse número. Se a instituição não aceitar sua proposta, ou se as condições não forem as melhores para o seu bolso, encerre a conversa e analise os dois possíveis cenários: 

  • Se você pode esperar por propostas melhores do banco ou instituição financeira e não terá problemas em ter seu nome incluído nos órgãos de restrição ao crédito: atenda as ligações da central de negociação de dívidas das empresas e acompanhe a evolução das negociações até receber uma proposta condizente com seus termos, ou aguarde os feirões de negociação de dívidas.
  • Se você precisa urgentemente quitar essa dívida porque não pode ter o nome registrado no SPC e Serasa, vai ter o seu score impactado negativamente ou enfrentar problemas com fornecedores no seu negócio próprio, por exemplo: procure por linhas de crédito mais baratas para quitar o cartão de crédito à vista. As empresas de recuperação de crédito e de crédito consignado podem ser boas opções para esse caso.  

Lembre-se de pesquisar a reputação da empresa e tirar referências em sites como Procon, Reclame Aqui e fóruns de debate específicos para esse assunto.

Agora que você entendeu que há saída dessa situação, que tal parar um pouquinho e organizar a sua vida financeira para nunca mais passar por isso? 

Comece anotando seus ganhos e despesas; o primeiro passo sempre será conhecer seus números e você vai ver que, apesar dessa não ser exatamente uma tarefa emocionante, é uma etapa essencial na sua tomada de controle financeiro.

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Um beijo e vejo você no próximo conteúdo sobre finanças pessoais.  Até mais!

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