Porque os juros de poupança não está bom?

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juros da poupançaA situação econômica atual é de altas taxas de inflação, juros elevados e desvalorização do real em relação ao dólar americano, entre outras características. Esse tipo de contexto econômico faz com que alguns investimentos sejam melhores que outros. Entre os principais investimentos não recomendados atualmente está a poupança, cujos rendimentos não são tão bons quanto o de outras aplicações disponíveis.
Por que a taxa de juros da poupança não está boa hoje em dia? Quais outros tipos de investimento valem mais a pena atualmente? Saiba mais informações:

Como funciona o rendimento da poupança

A poupança sempre foi um investimento considerado “popular” no Brasil, porque suas condições de utilização normalmente são vantajosas: não há incidência de Imposto de Renda sobre seus rendimentos; não é cobrado Imposto sobre Operações Financeiras; não há valor mínimo para aplicar; e não há taxa de manutenção e administração do investimento.
Por essa razão, muitas pessoas usam a poupança por considerarem um investimento descomplicado, seguro e de fácil acesso. Em 2012, no entanto, as regras sobre o rendimento da poupança mudaram. Naquela época, o governo queria incentivar poupadores a buscar outros tipos de investimento, bem como abaixar bastante os juros básicos da economia.
Assim, por determinação legal (Medida Provisória nº 567, de 2012) a forma de remuneração dos depósitos em poupança mudou. Desde então, o rendimento da poupança é calculado da seguinte forma: remuneração básica + remuneração adicional.
Remuneração básica: é determinada pela taxa referencial (TR), que é determinada pelo governo, por meio do Banco Central.
Remuneração adicional: essa remuneração varia de acordo com a taxa de juros Selic, que é aquela determinada pelo Banco Central para fins de controle da política monetária e econômica nacional. Se a meta da taxa Selic for igual ou maior que 8,5% ao ano, a remuneração adicional da poupança será de 0,5% ao mês. Se a meta da taxa Selic for menor que 8,5% ao ano, a remuneração adicional da poupança será de 70% dessa taxa, dividida por 12 (número de meses no ano).
Sim, parece uma conta muito complicada, mas está aí a grande mudança da poupança nos últimos anos. Basicamente, em tempos de juros altos, a remuneração adicional é limitada a 0,5% ao mês, independentemente de a meta da Selic estar em 9% ao ano, ou 14% ao ano. Isso faz bastante diferença para o investidor, e nós vamos te explicar o porquê.

Por que a taxa de juros da poupança atualmente não é boa?

Atualmente, a taxa de juros Selic é de 14,25% em média (valor referente ao mês de outubro). Isso significa que a remuneração da poupança será a taxa referencial, mais 0,5% ao mês. Em média, esse rendimento tem sido de 0,7% ao mês, e 8,5% ao ano. Por mais que não haja incidência de impostos e de taxas de administração, essas taxas de remuneração não são competitivas quando comparadas às taxas de outros investimentos disponíveis no mercado.
Principalmente em cenários de juros altos, muitos investidores procuram aplicações cujas taxas de remuneração estão atreladas à taxa Selic, sendo bastante próximas ou até mesmo superiores a ela. Assim, uma remuneração de 8,5% ao ano, como é a da poupança atualmente, não é nada competitiva se comparada à investimentos que rendem mais ou menos os 14% ao ano da Selic.

A inflação é também outro tipo de perda que investidor pode ter ao aplicar em poupança

Além da falta de competitividade entre a poupança e outros tipos de investimento disponíveis no mercado atualmente, é preciso que o investidor se preocupe também com a taxa de inflação. Segundo índices oficiais, como o do IBGE, a taxa de inflação acumulada nos últimos 12 meses já é de 9,5%. Ou seja, enquanto a poupança te ofereceu um total de remuneração de 8,5% por 12 meses de investimento, seu dinheiro perdeu 9,5% do valor.
Nesse contexto, a remuneração da poupança nem mesmo foi suficiente para cobrir a perda de valor do investimento pela inflação! E isso é o mínimo que se pode esperar de um investimento, já que você espera não apenas seus rendimentos, como também a manutenção do poder de compra.
É preciso ressaltar, ainda, que essa taxa de inflação média do IBGE é uma média, calculada por meio de vários referenciais e setores da economia. Não necessariamente ela reflete a verdadeira inflação enfrentada pelo consumidor em seu dia a dia. Muitas vezes, a inflação real, que envolve o aumento dos preços no supermercado, do aluguel, dos transportes, etc., chega a ser superior a esse índice. Por isso é tão essencial encontrar investimentos mais rentáveis, que pelo menos mantenham o poder de compra do consumidor.

Confira algumas opções de investimento que mais valem a pena atualmente

Sem querer esgotar as opções de investimento mais rentáveis que a poupança atualmente, preparamos uma lista para você. Além dessas, procure outros tipos de investimento com seu gerente de banco e em outras fontes de informação na internet. Confira:
CDB
Os títulos CDB (Certificado de Depósito Bancário) são emitidos por instituições bancarias como forma de elas se capitalizarem no mercado. Normalmente, as taxas de remuneração desse título são melhores em bancos menores, que têm mais dificuldade de captar recursos entre seus correntistas. A rentabilidade é diária e é possível obter uma remuneração bem próxima da taxa Selic.
Títulos do tesouro nacional
Existem vários tipos de títulos emitidos pelo governo federal para se capitalizar e executar suas políticas de controle do mercado econômico. No entanto, em geral, esses títulos são bastante acessíveis (mínimo de R$ 30,00 para quem quiser investir), seguros e de rentabilidade mensal. Existem títulos cujo rendimento é pré-fixado, que só podem ser resgatados pelo valor total na data do vencimento. Mesmo assim, caso o investidor queira, é possível vende-los a preço de mercado por taxas ainda assim competitivas.
LCI
Letras de Crédito Imobiliário são títulos especialmente criados para incentivar o setor imobiliário no país, já que financiam créditos e iniciativas nessa área. Sua remuneração pode ser pré-fixada ou pós-fixada (é preciso verificar as condições antes de aplicar). Não há incidência de Imposto de Renda e o investimento mínimo, geralmente, é de R$ 10.000,00, o que torna essa aplicação relativamente acessível para quem tem dinheiro a investir.
O que você achou dessas informações sobre a taxa de juros da poupança? Tem algum dinheiro aplicado nela? Que tal transferir suas aplicações para algum dos investimentos que foram recomendados?
Aproveite também para deixar aqui nos comentários suas dúvidas sobre a poupança. Participe!
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