Qual a diferença entre taxa de juros e CET?

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Por Guilherme Campos

O Custo Efetivo Total, ou CET, é o valor completo que é pago nos empréstimos e financiamentos. Ele inclui todos os encargos e despesas cobrados pelas instituições financeiras que oferecem um produto ou serviço. Então, a diferença entre a taxa de juros e CET é que os juros são apenas uma parte desse valor total – que ainda inclui impostos, seguros e outras obrigações – que é chamado pelo Banco Central, pelos clientes e pelo mercado financeiro como Custo Efetivo Total.

E como a diferença entre taxa de juros e CET aparece na prática?

Uma das muitas frases clássicas da economia é a de que não existe almoço de graça. Pois é!! Essa ideia é claramente aplicada pelos bancos, fintechs e instituições financeiras quando negociam empréstimos ou financiamentos.

Em troca de receber o dinheiro antecipado ou ter a situação resolvida previamente, o cliente (pessoa física, como eu e você, ou empresa) precisa devolver essa mesma quantia acrescida de juros.

Essa taxa varia conforme o tempo de pagamento, o score de crédito os valores envolvidos ou a inclusão de uma garantia de honrar o compromisso, como um imóvel, um automóvel ou mesmo o desconto das parcelas direto da folha de pagamento dos aposentados ou servidores públicos.

E mesmo que essa negociação tenha sido feita em um ambiente online, ela teve custos adicionais com o contrato, honorário de funcionários envolvidos e até outros impostos obrigatórios cobrados desses tipos de operações e serviços.

Seguindo essa lógica do almoço precisar ser pago por alguém, é de se esperar que o responsável não vai ser o banco e sim o cliente. Todo esse pacote formado pelo dinheiro a ser devolvido, taxa de juros e todos os outros custos do processo formam o Custo Efetivo Total. A diferença entre taxa de juros e CET já foi destacada em outros lugares como a BX Blue e a Sofisa.

O Custo Efetivo Total costuma ser informado para as pessoas na forma de porcentagem e, em 2007, o Banco Central propôs esse nome para se referir a todo esse processo de cobrança. 

Em nome da transparência do CET

Em 2008, o Banco Central resolveu apertar o cerco e determinou que todas as empresas DEVERIAM informar o CET nos empréstimos e financiamentos. O que a Autoridade Monetária e as pessoas não contavam era com o jeitinho usado por alguns lugares para somente cumprir a exigência.

Apesar do esforço de transparência, a tentativa de padronização do Banco Central acabou não surtindo o efeito desejado. O que era para se transformar em ações mais claras e facilmente entendidas pelos consumidores só ficou no papel. Poucas empresas passaram a informar o Custo Efetivo Total das operações de maneira clara, nítida e direta.

Em alguns casos, os valores são mostrados bem escondidos lá nas letrinhas miúdas no rodapé da página. A tática passa por confundir os interessados e fazer eles acreditarem que o custo final vai ser menor que o realmente cobrado. Mas quando vão pagar são surpreendidos negativamente.

Para não cair nessa armadilha e complicar ainda mais o orçamento, a recomendação é redobrar o cuidado antes de bater o martelo e assinar um contrato ou contratar um empréstimo ou financiamento. Já na hora de fazer as simulações é importante ficar atento ao Custo Efetivo Total.

Então leve em conta:

  1. Valor das parcelas
  2. Prazo de pagamento
  3. Taxa de juros cobrada
  4. Valor dos outros impostos e tarifas incluídos nesse “pacote”
  5. Tempo para receber o valor
  6. Relação de documentos exigidos
  7. Prazo para análise da sua situação
  8. Tempo para ter o dinheiro solicitado em mãos

Pensa que é tudo? Nada disso, acompanhe outros cuidados que precisam ser tomados quando o assunto é empréstimo:

Como funcionam a taxa de juros e o CET no Guiabolso?

Aqui no Guiabolso o dinheiro e o orçamento do usuário são assuntos extremamente importantes. Tanto que na plataforma de empréstimo com a oferta dos nossos parceiros de crédito as taxas cobradas já incluem o custo efetivo total do processo, isso mesmo, já são as taxas CET. 

O valor inicial é 2,49% ao mês, mas como o aplicativo consegue consolidar os extratos e faturas de contas e cartões de crédito autorizados pelo cliente em uma única tela e de forma automática, as ofertas são bem específicas, quase que personalizadas.

Ou seja, elas levam em conta o histórico individual de pagamentos e os hábitos financeiros de cada um em um intervalo de tempo considerável. Portanto, a possibilidade das condições oferecidas serem mais atrativas tendem a ser maiores. Bora conferir?


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