Quatro dicas práticas para separar as finanças Pessoa Física e Jurídica!

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Por Carol Stange, especialista em finanças pessoais

Pagamento dos fornecedores, gasolina do carro, salário dos funcionários, escola do filho… Sai tudo da mesma conta? Cuidado. Esse pode ser o início do fim do seu negócio. 

Misturar as contas da Pessoa Física com a Pessoa Jurídica é mais comum do que se pode imaginar e, sem dúvidas, um dos principais problemas que o pequeno empreendedor enfrenta no seu dia-a-dia, afinal, se empreender já não é tarefa das mais fáceis, como fazê-lo sem saber se o negócio está dando lucro? 

Como orçar compras ou melhorar os produtos ou serviços ofertados sem saber quais estão gerando lucro ou dando prejuízo? Como otimizar os recursos financeiros se não se sabe quais despesas devem ser reduzidas ou eliminadas? E ainda, como projetar crescimento e ter acesso à linhas de crédito sem balancetes adequados para apresentar à instituição financeira?

Para que o empreendedor saiba qual o resultado real do seu negócio e não sofra possíveis consequências com os órgãos de fiscalização, separei 4 dicas para que as finanças PF e PJ sejam desmembradas sem sofrimento:

1. Não leve despesas domésticas para a empresa

É simples: despesa da casa é da casa. Da empresa, é da empresa. Pagar a conta de um lugar com o dinheiro do outro é o início do fim da organização financeira e aniquila, de cara, qualquer tentativa futura de controle financeiro. O primeiro passo é saber quanto você custa como pessoa física. Liste todas as suas despesas domésticas e faça eventuais ajustes nos gastos. Após esse mapeamento inicial, o empreendedor terá em mãos o valor do qual precisa para se sustentar minimamente.

2. Separe as contas correntes

Fica muito difícil, por mais organizado que o empreendedor seja, gerenciar as finanças PJ e PF através de uma só conta. Existem planos vantajosos (principalmente nos bancos de cooperativa) tanto para pessoa jurídica quanto para pessoa física que garantem mais organização e clareza na hora de fechar o financeiro. 

3. Defina suas retiradas

Alto faturamento na empresa significa que o empreendedor pode retirar também um alto “salário”? Cuidado. Para manter o controle financeiro em ordem, o dono do negócio deve ter um valor de pagamento definido, que chamamos de pró-labore. Além do pró-labore, o empreendedor pode definir, junto ao seu contador, retiradas periódicas dos lucros, que chamamos de Distribuição de Lucros, que é o que sobra depois de todos os custos, despesas e impostos a serem pagos e geralmente é feita no fim de períodos maiores, como um semestre ou um ano. 

4. Ficou difícil? Busque ajuda

Seu tempo já é escasso e agora será preciso fazer um controle financeiro completo, com projeções e cálculos diversos no papel, caneta e Excel? Calma. Existem hoje softwares e até aplicativos capazes de facilitar, organizar e proporcionar um excelente controle das finanças do empreendedor, inclusive apresentando dash boards bonitas, simples e que mostram rapidamente o resultado da sua empresa. Esse tipo de facilidade certamente otimizará seu tempo. 

Mas eu sei que nem todo empreendedor se sente confortável em analisar números. Se isso for fonte de ansiedade e ladrão de tempo, deixo meu conselho de terceirizar essa tarefa. Consultores Financeiros Empresariais podem dar todas as respostas que seu negócio precisa e você conseguirá focar naquilo que realmente importa: seu lucro! 

Um beijo e nos vemos no próximo conteúdo sobre finanças pessoais. Até mais! 

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