Queda da selic e o fim da poupança?!

Queda da selic e o fim da poupança?!

O Banco Central, anunciou mais um corte na taxa Selic, de 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano, menor patamar da história.  Esse foi o nono ajuste consecutivo para baixo da Selic. A queda na taxa de juros básica brasileira acompanha a política monetária adotada por diversos países pra incentivar as economia diante da crise da Covid-19. Já que Juros baixos evitam dinheiro parado em renda fixa como poupança, por exemplo, e incentiva a migração de investimentos para empresas. 

O que é a Selic? 

A Selic é a taxa básica de juros do país. A meta para a Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Os juros são usados pelo Banco Central (BC) como uma ferramenta para tentar controlar a inflação, já que a alta ou queda dos juros influencia o consumo das famílias e a tomada de crédito no país. Ou seja, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a cair. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo.

Por que o Copom anunciou outro corte?

Vale lembrar quais são os objetivos do Banco Central ao diminuir ou aumentar a taxa Selic:

  • Aumentar a Selic causa uma desaceleração da economia, ou seja, impede que a inflação fique muito alta. 
  • Baixar a Selic causa um estímulo ao consumo que aquece a economia, aumentando a inflação quando ela está abaixo da meta.

A inflação no Brasil, por exemplo, acompanha a baixa histórica da Selic e está controlada: o boletim Focus prevê que até o final do ano ela ficará em 1,6%, bem abaixo da meta de 4% e do limite inferior de tolerância, de 2,5%. Fora isso, de acordo com o IBGE, em junho a taxa de desemprego subiu 12,4%, o que indica mais necessidade de estímulos na economia. 

Com a queda da Selic, caem os juros em todo o mercado. Isso significa juros mais baixos para empréstimos e investimentos produtivos. Sim, taxa básica de juros mais baixa sempre é um artifício diretamente relacionado aos estímulos ao consumo. 

Taxa Selic baixa para empréstimo

Como a Selic é a taxa de juros básica da economia brasileira, isso significa que todos os bancos se baseiam nela para definir as taxas de juros cobradas por empréstimos. Logo, quando há uma queda na Selic, a tendência é de que os bancos e instituições financeiras acompanhem e diminuam as taxas de juros, tornando o crédito mais acessível para a população.

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Como isso afeta os investimentos?

Você deve estar pensando sobre o que fazer com os investimentos diante de um cenário em que o juros baixo é uma realidade, afetando investimentos mais conservadores, né? 

Renda Fixa:

Alguns títulos de Renda Fixa têm sua rentabilidade comprometida com mais uma queda da Selic. De forma geral, a Renda Fixa tem suas especificidades e consegue ofertar investimentos variados para qualquer tipo de perfil.

Dentro desse universo, para quem busca prioritariamente retornos mais altos, em época de juros baixos, é o mais indicado. Portanto, é possível encontrar risco e boa rentabilidade mesmo em um mercado mais conservador e mesmo neste período de crise que vivemos.

E para a reserva de emergência?

o Tesouro Selic ainda é a primeira opção quando o assunto for reserva de emergência! Nenhum outro ativo no mercado tem a combinação de baixo risco e ótima liquidez, fatores essenciais para a reserva. 

Vale a pena continuar investindo na poupança? 

Não! A poupança, tradicional aplicação para grande parte dos brasileiros, teve sua rentabilidade muito achatada por conta dos juros baixos. Hoje, a regra de cálculo para o retorno da poupança é de 70% da Selic.

Isso significa que a poupança rende 1,58% ao ano. Como a caderneta funciona como uma porcentagem da taxa Selic, neste caso a recomendação para um investimento de porta de entrada é o Tesouro Selic, que rende 100% da taxa básica, ou seja, acima dos 70% da poupança.

Como aumentar rentabilidade após a queda da Selic?

Calma! Isso não é impossível, vou te ajudar com 2 dicas para lidar com esse cenário da melhor maneira possível!

Diminua os custos

Aquela taxinha paga todos os meses ou em cada operação parece pequena, mas faz diferença pro seu bolso. Fuja de altas taxas de administração em fundos de renda fixa e DI. No Tesouro Direto, nem pense em pagar taxa de custódia da corretora em tempos de Taxa Selic em baixa. Existe uma lista de várias instituições que não cobram nada no investimento em títulos.

Corra mais risco

Ir pra Bolsa de Valores é uma opção pra tentar ganhar um pouco mais. Mas, se você for um investidor conservador há opções dentro da renda fixa que vão além do Tesouro Selic. Que tal começar a olhar com carinho os CDBs de bancos médios e debêntures?

Mesmo com um cenário instável e com os juros baixos, investir não pode estar fora dos seus planos financeiros e no app do Guiabolso a gente te ajuda a conquistar essa vontade! Vamos começar?

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