Quitar financiamento vale a pena?

Pay-Off

Sempre que entra um dinheiro extra na conta – décimo terceiro, bônus, restituição do Imposto de Renda – quem já tem o orçamento comprometido com parcelas pode ficar em dúvida se vale ou não a pena quitar o financiamento. A resposta para essa pergunta é: depende dos juros, mas na maioria das vezes, sim.

A regra geral é que empréstimos caros, como cheque especial, parcelamento do cartão de crédito e alguns tipos de crédito pessoal, devem ser quitados tão logo possível para que você pare de perder dinheiro nos juros. Para isso, uma opção é contratar uma linha de empréstimo com juros mais baixos, como a oferecida pelo Just. Com o dinheiro você acerta as dívidas caras e passa a pagar menos juros no crédito.

A lógica para esse pensamento é simples: se seu dinheiro estiver na poupança, ele estará rendendo cerca de 6% por ano. Comparando com a média dos juros pagos no crédito pessoal – cerca de 167% ao ano em dezembro de 2014 -, você verá que não faz sentido manter um dinheiro rendendo menos de 10%, enquanto você está pagando juros 17 vezes maiores em outra operação.

Confira agora algumas dicas para parar de pagar juros e quitar financiamentos:

Por que quitar o financiamento?

Quitar financiamento antes do prazo lhe dá direito a descontos sobre os juros, garantidos pelo artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor, e pode aliviar o orçamento mensal, que não será mais comprometido pelas parcelas.

Você pode até pensar em guardar esse dinheiro na poupança para evitar precisar de novos empréstimos no futuro, mas isso só faz sentido se os juros cobrados pelo financiamento forem baixos – crédito consignado ou com garantia de imóvel ou veículo normalmente apresentam juros mais baixos – e as parcelas não estiverem comprometendo uma fatia muito grande da renda.

Normalmente, a atitude mais sensata é quitar a dívida. Se não for possível quitar, amortizar também vale a pena. Assim, a duração do financiamento diminui.

Como quitar meu financiamento?

O primeiro passo para quitar seu financiamento é entrar em contato com a instituição que o concedeu para saber qual o valor do pagamento à vista, que deverá trazer desconto sobre os juros futuros.

Com o financiamento quitado, mantenha a rotina de pagamento das parcelas, mas agora coloque-as na poupança para criar uma reserva de emergência, caso você ainda não tenha. Com esse colchão financeiro, você não precisará fazer um novo financiamento no futuro.

Leia mais: Reserva financeira: 9 passos fáceis para construir a sua

Vale reforçar que mesmo se a renda extra obtida não for suficiente para quitar o financiamento, vale a pena amortizar a dívida (pagar uma parte dela com desconto dos juros). Use a calculadora do Banco Central para descobrir para fazer os cálculos:

quitar financiamento 2

1. Deixe o campo Número de meses em branco;

2. No campo Taxa de juros mensal, preencha com o CET (custo efetivo total) mensal da dívida. Ele pode ser consultado no contrato do empréstimo ou com o credor;

3. No campo Valor da prestação, preencha com o valor da parcela que você paga mensalmente;

4. No campo Valor financiado, preencha com o resultado da subtração entre o valor para quitação da dívida total à vista e o valor que você irá amortizar da dívida;

5. Pressione Calcular e você verá por quanto tempo ainda precisará pagar as parcelas.

E depois de quitar o financiamento?

Agora que você já sabe o peso de manter as parcelas de um financiamento, que tal algumas dicas para não precisar mais ir atrás de crédito tão cedo?

– Para manter uma vida financeira saudável, pense duas vezes antes de tomar um novo empréstimo ou financiamento. Você precisa mesmo desse dinheiro agora? Não dá para esperar alguns meses para juntá-lo e não precisar tomar crédito?

– Evite ainda mais os empréstimos com juros muito altos, como o parcelamento do cartão de crédito e o cheque especial. A chance de entrar numa bola de neve é alta.

– Procure sempre pagar suas compras à vista, pois, além de evitar os juros, você ainda pode conseguir descontos.

– Direcione seus esforços para construir uma reserva de emergência. Assim, você não precisará ficar refém do cheque especial nos momentos inesperados.

Leia também:
As 4 melhores planilhas de gastos pessoais para o seu dinheiro
50 dicas para aprender como economizar dinheiro
Planilha de gastos no Excel ou controle financeiro online?
Qual o melhor banco para abrir uma conta poupança?

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Sempre que entra um dinheiro extra na conta – décimo terceiro, bônus, restituição do Imposto de Renda – quem já tem o orçamento comprometido com parcelas pode ficar em dúvida se vale ou não a pena quitar o financiamento. A resposta para essa pergunta é: depende dos juros, mas na maioria das vezes, sim.

A regra geral é que empréstimos caros, como cheque especial, parcelamento do cartão de crédito e alguns tipos de crédito pessoal, devem ser quitados tão logo possível para que você pare de perder dinheiro nos juros. Para isso, uma opção é contratar uma linha de empréstimo com juros mais baixos, como a oferecida pelo Just. Com o dinheiro você acerta as dívidas caras e passa a pagar menos juros no crédito.

A lógica para esse pensamento é simples: se seu dinheiro estiver na poupança, ele estará rendendo cerca de 6% por ano. Comparando com a média dos juros pagos no crédito pessoal – cerca de 167% ao ano em dezembro de 2014 -, você verá que não faz sentido manter um dinheiro rendendo menos de 10%, enquanto você está pagando juros 17 vezes maiores em outra operação.

Confira agora algumas dicas para parar de pagar juros e quitar financiamentos:

Por que quitar o financiamento?

Quitar financiamento antes do prazo lhe dá direito a descontos sobre os juros, garantidos pelo artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor, e pode aliviar o orçamento mensal, que não será mais comprometido pelas parcelas.

Você pode até pensar em guardar esse dinheiro na poupança para evitar precisar de novos empréstimos no futuro, mas isso só faz sentido se os juros cobrados pelo financiamento forem baixos – crédito consignado ou com garantia de imóvel ou veículo normalmente apresentam juros mais baixos – e as parcelas não estiverem comprometendo uma fatia muito grande da renda.

Normalmente, a atitude mais sensata é quitar a dívida. Se não for possível quitar, amortizar também vale a pena. Assim, a duração do financiamento diminui.

Como quitar meu financiamento?

O primeiro passo para quitar seu financiamento é entrar em contato com a instituição que o concedeu para saber qual o valor do pagamento à vista, que deverá trazer desconto sobre os juros futuros.

Com o financiamento quitado, mantenha a rotina de pagamento das parcelas, mas agora coloque-as na poupança para criar uma reserva de emergência, caso você ainda não tenha. Com esse colchão financeiro, você não precisará fazer um novo financiamento no futuro.

Leia mais: Reserva financeira: 9 passos fáceis para construir a sua

Vale reforçar que mesmo se a renda extra obtida não for suficiente para quitar o financiamento, vale a pena amortizar a dívida (pagar uma parte dela com desconto dos juros). Use a calculadora do Banco Central para descobrir para fazer os cálculos:

quitar financiamento 2

1. Deixe o campo Número de meses em branco;

2. No campo Taxa de juros mensal, preencha com o CET (custo efetivo total) mensal da dívida. Ele pode ser consultado no contrato do empréstimo ou com o credor;

3. No campo Valor da prestação, preencha com o valor da parcela que você paga mensalmente;

4. No campo Valor financiado, preencha com o resultado da subtração entre o valor para quitação da dívida total à vista e o valor que você irá amortizar da dívida;

5. Pressione Calcular e você verá por quanto tempo ainda precisará pagar as parcelas.

E depois de quitar o financiamento?

Agora que você já sabe o peso de manter as parcelas de um financiamento, que tal algumas dicas para não precisar mais ir atrás de crédito tão cedo?

– Para manter uma vida financeira saudável, pense duas vezes antes de tomar um novo empréstimo ou financiamento. Você precisa mesmo desse dinheiro agora? Não dá para esperar alguns meses para juntá-lo e não precisar tomar crédito?

– Evite ainda mais os empréstimos com juros muito altos, como o parcelamento do cartão de crédito e o cheque especial. A chance de entrar numa bola de neve é alta.

– Procure sempre pagar suas compras à vista, pois, além de evitar os juros, você ainda pode conseguir descontos.

– Direcione seus esforços para construir uma reserva de emergência. Assim, você não precisará ficar refém do cheque especial nos momentos inesperados.

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