Refinanciamento: Quando utilizar este recurso para sair do vermelho?

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Às vezes, um gasto imprevisto ou um revés financeiro podem fazer as contas saírem dos eixos. O fato é que, quem está endividado vive se perguntando se seria possível quitar o saldo rapidamente para não pagar tantos juros. Em algumas ocasiões é praticamente impossível antecipar as parcelas e o montante final da dívida pode ficar bem salgado. Se esse é o seu caso, podemos te ensinar a avaliar o refinanciamento como uma solução para o seu problema.

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O que é refinanciamento?

Trata-se de uma modalidade de crédito ainda pouco conhecida no Brasil. Ele é um crédito pessoal com garantia de um bem.

Entenda como funciona

Vamos supor que você, por algum motivo, tenha contraído uma dívida de R$ 30 mil. Certamente, se optar por ir pagando até que a dívida se encerre, você irá gastar muito mais do que realmente devia. Isso porque os juros aplicados podem ser bastante elevados, principalmente os praticados pelas operadoras de cartão de crédito. Então, você opta por fazer um refinanciamento e decide dar de garantia (no caso do não pagamento das parcelas) algum bem, como o seu carro. Assim, o banco entende que está seguro e que, de uma forma ou de outra, vai receber o valor que te emprestou. Então, é possível conseguir prestações mais baixas e juros bem menores.

O que varia é que, em cada modalidade são aplicadas estratégias diferenciadas para a concessão. Se você precisa de R$ 100 mil e tem um apartamento avaliado em R$ 110 mil, será muito difícil conseguir a quantia por meio do refinanciamento. No caso de empenhar um imóvel residencial como garantia, os bancos costumam liberar até 50% do valor atual de mercado do bem para o cliente. Já no caso de a garantia ser o seu carro, é possível conseguir até 90% do valor do bem.

Além de entender como cada situação funciona e o prazo para pagamento que cada uma oferece, é preciso lembrar que existem taxas operacionais que poderão ser cobradas no ato da assinatura do contrato. Portanto, fique atendo para cada valor e faça as contas antes de assinar.

Quem deve usar o refinanciamento?

O refinanciamento existe para ajudar pessoas a honrarem seus compromissos financeiros, a reduzirem os custos totais com juros e também o valor das prestações.

Só não é indicado para os que estão muito endividados e que, mesmo utilizando a modalidade, jamais conseguiriam equilibrar suas contas.

Pense bem

É claro que, quem toma um empréstimo ou faz um refinanciamento tem intenção de ser um bom pagador e cumprir com a obrigação. Mas é bom refletir bastante ao escolher o refinanciamento, pois, você dará um bem pessoal como garantia que ficará alienado em nome do banco até a quitação total do débito. Se por algum motivo houver inadimplência superior a 90 dias, rapidamente a instituição poderá tomar o bem e leiloar. Caso o valor apurado seja inferior ao do crédito cedido, o contratante ainda será obrigado a pagar a diferença.

A dica é avaliar a situação com calma. Faça as contas e veja o que é mais adequado para você. Em todo caso, o refinanciamento pode ser uma boa solução para quem optar por ele de forma consciente.

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