Reserva de emergência: como manter a estabilidade financeira em tempos de crise?

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Por Marcela Rampini

A gente sabe que, com a situação do COVID-19 crescendo no país, a quarentena tem deixado de ser voluntária. Algumas cidades já decretaram estado de emergência e estão pedindo para que os comércios fechem as portas até que a situação se estabilize. 

A incerteza do que vai acontecer tem deixado muita gente preocupada. Além do cuidado com a saúde física e mental, cuidar da nossa saúde financeira é de extrema importância para que os próximos meses sejam tranquilos. 

Reserva de emergência

Em tempos de crise, principalmente as que envolvem saúde, é normal que muita gente deixe de lado gastos supérfluos como: cabeleireiro, manicure, etc. E todo o dinheiro economizado com estes cortes ou mesmo com a economia do home office pode ser direcionado para a reserva de emergência.

A reserva de emergência existe pra que todo mundo possa ter uma maior liberdade financeira e fugir de modalidades de créditos que são bem caras! Serve assim tanto para autônomos e comércio que terão sua renda diminuída, quanto para trabalhadores CLTs que podem sofrer com o desemprego.

Mas se você já tem sua reserva de emergência e se planejou financeiramente nos últimos meses, essa dica é pra você:

  • Nesse momento, é necessário entender que talvez, seja a hora de aumentar sua reserva de emergência, caso você já tenha. O indicado sempre foi manter em torno de 6 dos seus gastos mensais. Assim, se você gasta R$ 2 mil, teria de ter uma reserva de R$ 12 mil.
  • Mas como não existe previsão de uma melhora significativa, ter ainda mais dinheiro pra contar na sua reserva de emergência vai ser um grande respiro financeiro. Que tal aumentar essa reserva pro equivalente de 9 a 12 meses de gastos?

Tá, mas eu não tenho minha reserva de emergência, e agora?

Como criar uma reserva de emergência

O primeiro passo é entender como sua saúde financeira se encontra nesse momento. O ideal é conseguir poupar cerca de 15% da sua renda mensal (se conseguir mais, melhor ainda) e ter de 6 a 12 meses dos seus gastos mensais investidos para sua reserva. 

Vale lembrar que gastos mensais não é o valor da sua renda, mas sim o valor dos seus gastos e por isso vale a pena sentar e ver seus gastos fixos, ter noção média dos seus outros gastos e começar a criar sua reserva de emergência nesse momento. Indicamos que você visite novamente o aplicativo Guiabolso para ter visibilidade de seus gastos.

Mas eu não consigo guardar 15% da minha renda, e agora?

Não se preocupe, no início o importante não vai ser o valor que você vai guardar. Mas é sempre importante lembrar que guardar dinheiro é como pagar a si mesmo e deve ser a primeira coisa a se fazer quando receber seu salário (como pagar uma conta).

Quer saber mais? 

Onde deixar a reserva de emergência?

Procure sempre fugir da caderneta da poupança. O ideal é procurar um investimento de renda fixa como: 

1 – Tesouro Selic

Este é um título público de renda fixa emitido pelo governo. Ele consiste em um empréstimo do seu dinheiro para o financiamento de áreas como, saúde, educação e infraestrutura. Em troca, você recebe uma taxa de rentabilidade, que no caso é a própria taxa Selic anualizada. 

O Tesouro Selic é ideal para compor sua reserva de emergência porque ele possui liquidez e rentabilidade diária. Ou seja, todos os dias, os lucros estão disponíveis na sua conta e você pode sacá-lo a qualquer momento.

2 – CDB com liquidez diária

O CDB com liquidez diária é emitido pelos bancos, é possível encontrar taxas de rentabilidade próximas ou maiores que o CDI

Assim, você poderá ter uma reserva de boa remuneração e com a vantagem de resgatar o valor investido a qualquer momento. 

3 – LCI e LCA com liquidez diária

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliária) e as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos de renda fixa do setor privado, emitidos pelos bancos. Quando você compra uma dessas letras você está emprestando dinheiro ao banco para que ele forneça crédito para alguns setores. 

Esses ativos têm uma vantagem muito atrativa para o seu fundo de emergência, que é a isenção de Imposto de Renda. Assim, os rendimentos brutos são iguais ao líquidos. Então, você conta com bons rendimentos, facilidade no resgate e ainda a ausência de imposto. 

4 – Fundos de renda fixa

São uma categoria de fundos de investimento. Diferente de outros fundos, estes têm um percentual pré-determinado de investimentos em aplicações de renda fixa.

Essa característica faz com que seus rendimentos sejam mais previsíveis, normalmente acompanhando as taxas de juros do mercado.

5 – Fundos DI

Ele é um fundo de investimento referenciado à taxa DI, que é o próprio CDI. Portanto, se você quer ter uma reserva com boa rentabilidade, esta pode ser uma opção.

6 – Contas com rendimento

Não podemos deixar de esquecer as contas com rendimento, aquelas opções digitais que acompanham ou a Selic ou o CDI. Elas possuem as características que uma reserva de emergência precisa: liquidez diária e rentabilidade corrigida também diariamente,

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